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  • Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário

    (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai implementar um sistema que permitirá a verificação de chamadas contra fraudes telefônicas para evitar a aplicação de golpes e exposição indevida de informações sensíveis dos cidadãos.

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário.

    O projeto é desenvolvido pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), vinculado ao Ministério das Comunicações.

    O investimento é calculado em R$ 16,82 milhões até 2028. A implementação será gradual e depende de testes a serem realizados em parceria com as operadoras de telefonia.

    A gerente de soluções blockchain do CPQD, Andreza Lona, afirma que o objetivo é aumentar a segurança e a privacidade dos usuários a partir de uma tecnologia que permita comprovar sua identidade de forma descentralizada, sem a necessidade de armazenar informações pessoais em grandes bancos de dados -muitos deles alvos de hackers para posterior vazamento e venda de informações.

    Emissores de confiança, como órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias, fornecerão credenciais digitais ao cidadão, que passarão por uma validação na hora de acessar um serviço ou receber uma chamada. Essas credenciais digitais vão funcionar como uma chave de acesso, formulada a partir de métodos mais seguros e menos suscetíveis a fraudes.

    “A origem de uma ligação poderia ser comprovada não só com o número [de quem fez a chamada], mas com uma prova criptográfica”, afirma Lona. A prova criptográfica é feita por meio de algoritmos matemáticos para garantir a integridade e autenticidade de informações digitais.

    Segundo ela, a tecnologia poderá ser empregada até mesmo em ligações por aplicativos como WhatsApp.

    O pesquisador Ismael Ávila, que trabalha na área de soluções blockchain do CPQD, diz que a tecnologia vai permitir que os aplicativos dos bancos instalados em um celular possam incorporar as credenciais para validar ou não as ligações.

    “A credencial vai falar se é uma chamada verificada criptograficamente ou não. Se vem uma chamada de origem fraudulenta que alega ser do banco, não vai ser validada”, afirma.

    Sem a verificação, afirma Ávila, as pessoas correm o risco de atender uma chamada e cair em uma fraude com engenharia social -quando os golpistas usam informações verídicas ou simulam elementos de um ambiente real (como ruídos de um call center) para tentar inspirar confiança e fisgar as vítimas. Para tentar se defender disso, muitos cidadãos recusam até mesmo ligações legítimas, que poderiam ser de seu interesse.

    Hoje, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já oferece o serviço Origem Verificada, que garante às empresas registradas um selo de autenticidade parecido com o que as redes sociais adotam. No entanto, sua cobertura ainda é parcial, já que a adesão será obrigatória apenas em 2028.

    Além disso, a tecnologia empregada deixa algumas brechas, como em chamadas vindas de gateways (portas de entrada) internacionais, redes não integradas ou que passam por equipamentos mais antigos. Por isso, golpistas ainda conseguem adulterar o número de telefone de quem está ligando para se fazer passar por companhias idôneas (técnica conhecida como spoofing).

    A solução do CPQD, segundo os pesquisadores, vai permitir provar a identidade do chamador em qualquer canal e indicar o propósito da ligação. Além disso, em caso de problemas, as credenciais podem ser revogadas.

    O projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2025 e terá duração de três anos.

    OUTROS USOS

    A ferramenta também abre caminho para outros usos, como revogar uma credencial de acesso à internet em caso de perda, furto ou roubo de celular. Essa seria uma função complementar ao programa Celular Seguro, lançado pela Anatel e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e que já permite o bloqueio do aparelho para chamadas e uso de rede de dados móveis.

    “Celulares furtados não podem ser usados para chamadas, o Celular Seguro bloqueia rapidamente. Só que os bandidos usam esse celular para acessar a rede Wi-Fi e, com isso, muitas vezes conseguem acessar redes sociais da pessoa que era dona do celular, sequestram redes, exigem bitcoin”, afirma Ávila.
    Outra função é permitir a validação de informações do cidadão sem que ele precise compartilhar dados pessoais.

    Lona dá como exemplo uma situação em que alguém precise comprovar ser maior de 18 anos. A credencial vai permitir que isso seja verificado sem obrigar a pessoa a divulgar sua idade ou data de nascimento.

    Em outro caso, um cidadão que esteja em busca de financiamento poderia obtê-lo sem dizer exatamente qual é seu salário ou compartilhar sua declaração de Imposto de Renda, que contém outras informações, como patrimônio ou gastos com saúde e educação. Neste caso, a Receita Federal poderia ser uma emissora confiável de credencial de faixa de renda.

    O escopo final do projeto será definido pelo próprio apetite das operadoras e demais instituições.

    O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, afirma que a tecnologia vai permitir a descentralização de informações que hoje, para serem validadas, ficam armazenadas em bases de dados unificadas, o que facilita grandes vazamentos.

    Você recebe seu certificado, não precisa de intermediário. Não gera risco de grandes vazamentos, pois seria necessário fraudar o celular de cada usuário”, diz.
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    ENTENDA O NOVO SISTEMA

    Como vai funcionar?
    O projeto prevê a emissão de credenciais digitais verificáveis e descentralizadas, baseadas em padrões internacionais de internet. Órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias poderão fornecê-las ao cidadão, que as manterá em sua carteira digital no celular. Elas serão validadas na hora de acessar um serviço público ou receber uma chamada.

    O que é uma credencial digital verificável?
    É um documento eletrônico que comprova determinada informação sobre uma pessoa ou empresa. Possui uma assinatura criptográfica que pode ser validada para comprovar a origem.

    Como essa tecnologia pode coibir as fraudes telefônicas?
    O aplicativo do banco instalado no celular do correntista poderá carregar uma credencial e habilitar a validação das ligações recebidas. A chamada será então submetida a uma prova criptográfica: algoritmos matemáticos são usados para ler uma espécie de assinatura que só o banco será capaz de prover às chamadas e, assim, garantir a integridade e autenticidade das informações.

    O que é o spoofing e como esse sistema contribui para evitá-lo?
    O spoofing ocorre quando golpistas conseguem mascarar a real origem de uma ligação para se passar por fontes confiáveis. No visor aparece o número real do banco, mas se trata apenas de uma máscara para disfarçar a fraude.
    As credenciais não evitam diretamente a adulteração do número do chamador, mas alertam que a origem não é o banco, uma vez que a ligação não será aprovada na prova criptográfica.

    Que outras aplicações essa tecnologia terá?
    Será possível revogar credencial de uso de internet em caso de roubo ou furto de celular, para evitar que os bandidos acessem a rede Wi-Fi.
    As credenciais também darão acesso a serviços, evitando o compartilhamento de dados pessoais sensíveis com terceiros. Por exemplo, o cidadão poderá comprovar renda sem informar exatamente seu salário. A técnica usada é conhecida como “prova de conhecimento zero”: uma parte demonstra à outra que uma afirmação é verdadeira sem revelar o dado em si. É algo crucial numa tecnologia blockchain.

    O que é blockchain?
    É uma tecnologia de armazenamento distribuído de dados digitais, com o objetivo de garantir a validade de registros e transações. As informações são organizadas em blocos encadeados sequencialmente, criando um sistema distribuído de registros, que não ficam armazenados em um único servidor. Se um bloco é alterado, a inconsistência é facilmente detectável na cadeia. Por isso, o sistema dificulta adulterações.

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Secretário da Fazenda detalha plano para liberar saque do FGTS, renegociar dívidas com desconto de até 90% e ampliar crédito a famílias e informais; governo aposta em juros menores e nega caráter eleitoral nas medidas

    (FOLHAPRESS) – À frente do Ministério da Fazenda há menos de um mês, Dario Durigan afirmou em entrevista à Folha que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, poderão sacar até 20% do saldo do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para quitar dívidas.

    A medida pode liberar cerca de R$ 7 bilhões e integra um programa mais amplo de renegociação, que prevê descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para refinanciamento do saldo restante, com juros menores. O pacote, uma demanda do presidente Lula, também deve incluir linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativo e taxistas, além de apoio a setores como construção civil e fertilizantes. Durigan nega caráter eleitoral nas ações. “A gente está lidando com os problemas concretos.”

    Ele também afirmou que o atual governo deixará uma situação econômica mais equilibrada. “Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada.”

     
    Folha – A pauta do governo no momento são as medidas para reduzir o endividamento. O cenário é preocupante?

    Dario Durigan – Depois do primeiro Desenrola, teve o começo de corte da Selic, em agosto de 2023, e uma queda do endividamento. No fim de 2024 e durante 2025, a relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes. O importante para as pessoas é que elas tomem crédito sustentável. A expectativa é que a gente dê um estímulo agora nessa virada de chave e deixe medidas estruturantes. Vai ter uma limitação na possibilidade de essa pessoa continuar jogando nas bets, uma espécie de quarentena para quem aderir.

    Folha – Por quanto tempo?

    Dario Durigan – O presidente vai arbitrar. A gente tem trabalhado com um prazo de seis meses.

    Folha – Quais serão as ferramentas de estímulo?

    Dario Durigan – Não há gasto público direto. A ideia é que as próprias instituições financeiras façam uma redução da dívida e haja um refinanciamento com uma taxa de juros menor. E aí entra o governo garantindo a inadimplência eventual nessa segunda operação. O governo não vai pagar a dívida das pessoas, mas vai garantir de modo que os bancos façam uma taxa de juros menor. E a gente vai usar o FGO para isso.

    Folha – As pessoas também vão poder fazer um saque extraordinário no FGTS para pagar dívidas mais caras. Como vai funcionar?

    Dario Durigan – Tem duas discussões. O ministro Luiz Marinho identificou uma interpretação inconsistente da Caixa em relação à devolução que já foi feita para as pessoas demitidas e que fizeram a opção do saque-aniversário com consignado. Para corrigir essa interpretação, seria uma devolução de R$ 7 bilhões. A segunda medida envolve um saque limitado do FGTS. O que estamos discutindo? Quanto a gente pode limitar esse saque sem comprometer a sustentabilidade do fundo.

    Folha – Esse limite está em qual faixa?

    Dario Durigan – A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo.

    Folha – Todos os trabalhadores terão acesso?

    Dario Durigan – Os trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e que fizerem jus às demais regras. Quem ganha até cinco salários mínimos representa 92% dos brasileiros. Acima disso, tem muito menos gente e dívidas maiores. Não deveríamos mobilizar fundos ou opções de saque para esses casos.

    Folha – O desconto vai ser de quanto?

    Dario Durigan – Espero que de até 90%. Um exemplo: tem uma dívida de R$ 10 mil a juros de 8% ao mês. É impagável. Dá-se um desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. E, com a garantia do FGO, essa dívida pode ser rolada a 2% ou 2,5% ao mês. Muito menor e pagável. Vamos ter que exigir um desconto mínimo.

    Folha – Vai ter limite de juros?

    Dario Durigan – Como vai ter garantia pública, acho importante ter um juro pactuado ou limitado.

    Folha – Quantas pessoas serão atendidas?

    Dario Durigan – Temos uma expectativa de atender a mais de 30 milhões de pessoas.

    Folha – Quanto isso vai tirar do fundo?

    Dario Durigan – A gente não vai comprometer a sustentabilidade nem as políticas financiadas pelo fundo. Vamos fazer de maneira bem limitada e opcional. Nossa estimativa é por volta de R$ 7 bilhões.

    Folha – Após o Desenrola, houve aumento da inadimplência. O programa fracassou?

    Dario Durigan – Não, ao contrário. O Desenrola cumpriu seu papel. O que a gente viu foi um novo endividamento depois, com juros mais altos. Agora, com expectativa de queda da taxa, é preciso dar condições melhores às famílias.

    Folha – E para as empresas?

    Dario Durigan – O programa tem três frentes. As famílias, os informais e as pequenas empresas. Os informais terão uma linha garantida, porque tomam crédito mais caro.

    Folha – Como será essa linha?

    Dario Durigan – Vamos refinanciar dívidas dos informais, que muitas vezes não têm garantia de renda ou patrimônio. O FGO também vai ajudar a reduzir os juros.

    Folha – Qual é a lógica dessas medidas? Economia ou política?

    Dario Durigan – É uma avaliação econômica do que pode estar disfuncional no país. O endividamento das famílias é preocupante, e estamos enfrentando isso.

    Folha – Há críticas de que seria um pacote eleitoral.

    Dario Durigan – Não se trata de uma questão eleitoral. A gente está lidando com problemas concretos.

    Folha – Haverá medidas para combustíveis?

    Dario Durigan – Não. Vamos aguardar até o fim de maio para uma reavaliação.

    Folha – E a suspensão do imposto de exportação?

    Dario Durigan – É uma medida absurda. A gente recorreu e vai até onde for preciso.

    Folha – O Congresso pode aprovar pautas que aumentam gastos. Há preocupação?

    Dario Durigan – Sim. Estamos enfrentando uma situação de guerra. Esse esforço fiscal não pode ser desviado.

    Folha – O cenário econômico preocupa?

    Dario Durigan – A parte da Fazenda está sendo feita. Estamos garantindo equilíbrio fiscal.

    Folha – E o Banco Central?

    Dario Durigan – Eu não vou comentar o papel do BC. Mas do nosso lado, estamos fortalecendo o fiscal com reformas e cortes.

    Folha – O governo deixará problemas para o próximo mandato?

    Dario Durigan – Não. Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada dentro do governo.
     
     
     

    RAIO-X

    Dario Durigan, 41
    Formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). Atuou como assessor na subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff (PT). Foi diretor de políticas públicas do WhatsApp entre 2020 e 2023, quando assumiu a secretaria-executiva do Ministério da Fazenda. Desde 20 de março, é ministro da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad.

    Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Programa amplia alcance para milhões de famílias e permite retirada do gás diretamente em revendedoras credenciadas; benefício substitui repasse em dinheiro e busca garantir acesso ao insumo essencial, além de reduzir impactos da pobreza energética no país

    Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para utilizar o benefício, o responsável familiar deve procurar uma das mais de 20 mil revendedoras credenciadas, que aderiram voluntariamente à iniciativa, e realizar a validação eletrônica na maquininha de cartões.

    A validação pode ser feita de diferentes formas: pelo aplicativo Meu Social – Gás do Povo, com o cartão do Bolsa Família com chip, com cartão de débito da Caixa ou informando o CPF do responsável familiar na maquininha da revenda para receber um código por SMS.

    Expansão nacional

    Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o número de beneficiários triplicou, consolidando a iniciativa como uma das maiores políticas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

    A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

    A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

    Perfil dos beneficiários

    A maior parte das famílias atendidas é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, o equivalente a cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

    O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

    Ampliação do programa

    O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

    Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício passou a alcançar todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendedoras credenciadas.

    Combate à pobreza energética

    O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

    Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, o que aumenta os riscos à saúde e de acidentes domésticos.

    Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

    A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

    Para receber o benefício, a família precisa:

    Ser beneficiária do Bolsa Família;
    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
    Ter renda per capita de até meio salário mínimo;
    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
    Ter o CPF do responsável familiar regular, sem pendências.

    Onde consultar o benefício

    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para celulares Android;
    Página oficial do Gás do Povo no site do Ministério do Desenvolvimento Social;
    Portal Cidadão Caixa;
    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    Disque Social 121 (MDS);
    FalaBR, do Governo Federal;
    SAC Caixa: 0800-726-0101.

     

     

     

     

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Alta do combustível pressiona tarifas, mas medidas do governo buscam conter impacto; segundo a Anac, aumento do QAV poderia elevar passagens em até 30%, mas deve ficar entre 10% e 12% com ações como redução de impostos e crédito às companhias

    O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, disse nesta sexta-feira (10), na Rádio Nacional, no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, que as ações tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas.

    A Petrobras anunciou no dia 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento está ligado à escalada no preço do barril do petróleo devido à guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

     

    O presidente da Anac explica que “55% de aumento no preço do querosene de aviação represente mais ou menos de 20% a 30% no aumento da passagem aérea”. Segundo Chagas, o querosene de aviação representa 40% do custo da passagem que as pessoas compram.

    Com as medidas tomadas pelo governo, segundo o presidente da Anac, o aumento, em vez de ir para a casa dos 20% ou 30%, ficarão na faixa de 10% a 12%.

    Chagas aponta também a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses.

    O governo federal ainda zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas.

    “São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, explicou o presidente da Anac.

    Chagas finalizou dizendo que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente, segundo ele.

    “É de interesse delas [das empresas] porque se as pessoas não voarem, significa aviões menos cheios. Isso pode provocar até cancelamento de rotas que se tornam não rentáveis. As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou o presidente da Anac.

     

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Nova regra garante até três dias de ausência remunerada por ano para exames preventivos; empresas agora devem informar e incentivar o uso do benefício, que busca ampliar o acesso à saúde e estimular o diagnóstico precoce

    Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe mudanças importantes para trabalhadores com carteira assinada. A medida reforça o direito de realizar exames médicos preventivos sem ter desconto no salário, ampliando o acesso à saúde e incentivando a prevenção de doenças.

    A atualização da Consolidação das Leis do Trabalho já está em vigor e permite que o trabalhador se ausente do emprego por até três dias por ano, com remuneração garantida, desde que o motivo seja a realização de exames médicos preventivos.

    Na prática, isso significa que o empregado não perde dinheiro ao cuidar da própria saúde. O direito vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT e deve ser respeitado pelas empresas.

    O benefício não é totalmente novo. Ele já existia desde 2018, mas a nova lei trouxe uma mudança importante: agora, as empresas são obrigadas a informar os funcionários sobre esse direito e incentivar seu uso.

    Com isso, as empresas passam a ter responsabilidades como divulgar campanhas de prevenção, estimular a realização de exames e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do diagnóstico precoce.

    A legislação destaca especialmente exames relacionados à prevenção de doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções como HPV, reforçando a importância do cuidado regular com a saúde.

    Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa comprovar a ausência. Isso pode ser feito com um documento simples que comprove o comparecimento ao exame, seguindo também as regras internas da empresa.

    A medida busca resolver um problema comum: muitos trabalhadores evitavam fazer exames por medo de perder parte do salário. Com a garantia de ausência remunerada, a expectativa é aumentar o acesso à saúde preventiva, identificar doenças mais cedo e reduzir afastamentos prolongados do trabalho.

    Especialistas apontam que a mudança beneficia tanto os trabalhadores, que ganham mais segurança para cuidar da saúde, quanto as empresas, que podem reduzir custos com licenças médicas mais longas no futuro.
     

     
     

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%; “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico”, afirmou o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves

    O faturamento do varejo brasileiro registrou expansão de 0,6%, já descontando a inflação, em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Segundo o levantamento, como o carnaval de 2026 caiu no mês passado e a Páscoa no primeiro fim de semana de abril isso impactou diretamente nas vendas do setor no período. No primeiro trimestre, a receita, no entanto, apresentou retração real, com queda de 1,3% no volume de vendas, apesar do crescimento nominal de 1,8%, evidenciando que a inflação anulou o avanço observado em valores correntes, conforme a Cielo.

    De acordo com a pesquisa, o comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%. A performance do canal digital está associada, sobretudo, às campanhas promocionais do mês do consumidor, tradicionalmente mais concentradas no ambiente online.

    “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico. Mesmo com inflação pressionando e o consumidor mais cauteloso, estímulos promocionais, efeitos positivos de calendário e a força do digital ajudaram a sustentar o crescimento nominal. O cenário mostra um consumidor seletivo, mas ainda disposto a consumir quando há oportunidade clara de valor”, afirmou, em nota, o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves.

    De acordo com o levantamento, o resultado de março foi influenciado principalmente pela base de comparação mais favorável, já que o carnaval ocorreu em fevereiro em 2026, enquanto em 2025 foi celebrado em março. Esse deslocamento beneficiou segmentos que costumam ter restrições operacionais durante o feriado, como autopeças e serviços automotivos, ao mesmo tempo em que impactou negativamente setores tradicionalmente aquecidos pela data, como bares e restaurantes.

    Outro fator relevante foi a antecipação da Páscoa, celebrada no início de abril em 2026, o que concentrou parte das compras no fim de março e contribuiu para o desempenho do varejo no período.

    No entanto, se descontar o efeito calendário, o ICVA revela um recuo de 1,0% em março. Ou seja, os eventos deste ano foram responsáveis pelo resultado positivo. O desempenho mais fraco sem os efeitos das datas comemorativas reforça a percepção de um consumidor ainda cauteloso, com a renda pressionada pela inflação e o endividamento recorde das famílias – que alcançou 80,4% em março, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda assim, houve recuo na parcela de famílias que declara não ter condições de quitar suas dívidas, o que indica um esforço maior de organização financeira, com priorização de gastos essenciais e maior intermitência nas compras discricionárias.

    Em março, descontada a inflação, o macrossetor de bens não duráveis foi o destaque em março, com crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pela Páscoa, informa a Cielo. O varejo alimentício especializado apresentou bom desempenho, enquanto cosméticos e higiene pessoal recuaram. O macrossetor de Serviços registrou queda de 3,7%, impactado por Alimentação – Bares e Restaurantes. Já Bens duráveis e semiduráveis apresentaram recuo de 1,8%, com destaque positivo para móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento, beneficiados por promoções.

    Regiões

    Na análise regional, o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento real, com alta de 1,9% no ICVA deflacionado sem ajuste de calendário. O Sul teve avanço de 1,4%. As demais regiões registraram queda. Segundo o levantamento, no recorte por unidades da federação, alguns Estados se destacaram positivamente no desempenho do varejo em março. Em termos deflacionados, Sergipe liderou o crescimento, com alta de 6,5%, seguido por Amapá (+5,0%) e Minas Gerais (+4,0%), indicando um dinamismo regional relevante mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador. “Os resultados sugerem que, nesses Estados, fatores como estímulos sazonais, recomposição de consumo e maior resiliência de setores específicos contribuíram para um desempenho acima da média nacional”, informou a Cielo.

    Na outra ponta, alguns Estados registraram retração no período. Pará apresentou a maior queda, com recuo de 3,4%, seguido por Goiás (-2,0%) e Roraima (-1,4%). O desempenho mais fraco nessas regiões pode refletir uma combinação de fatores, como maior sensibilidade à inflação, menor intensidade de estímulos ao consumo e dinâmica setorial menos favorável no mês.

    A Cielo ressalta, ainda, que a cautela do consumidor também pode explicar o crescimento das vendas em setores não essenciais como turismo e transportes, que registraram alta relevante no mês, especialmente companhias aéreas. “A elevação do preço do barril de petróleo, ao gerar incerteza sobre custos futuros, pode ter estimulado a antecipação na compra de passagens, em um contexto em que as passagens aéreas avançaram 5,94% no período”, acrescenta. “Dinâmica semelhante foi observada nos postos de combustíveis, onde o consumo nominal cresceu, possivelmente refletindo a preocupação do consumidor com novas altas nos preços na bomba.”

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia aérea Latam no País, Jerome Cadier, em rede social

    A Latam registrou o cancelamento de 84 voos após a pane no sistema de controle aéreo de São Paulo na manhã da quinta-feira, 9. Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia no País, Jerome Cadier, em rede social.

    “Em eventos raros, como o que aconteceu na manhã de ontem em Aeroporto de Congonhas, afetando a operação de vários aeroportos em São Paulo, vemos o quanto todo o sistema está interligado”, afirmou o executivo nesta sexta-feira, 10.

    Cadier disse ainda que o efeito cascata tem recuperação lenta, que pode levar dias. “E, ainda hoje, nossos passageiros vão sofrer as consequências de ontem, já que Brasília amanheceu com nevoeiro”, acrescentou.

    O CEO da Latam Brasil destacou que uma aeronave que opera voos domésticos no País realiza, em média, seis voos por dia. “Quando um aeroporto fica fechado e um voo precisa alternar ou atrasa muito às 9 horas, ele afeta outros quatro voos ao longo do dia”, explicou.

    Segundo o executivo, esse efeito cascata faz com que, por vezes, um voo entre Brasília e Fortaleza seja cancelado mesmo que o problema tenha ocorrido em São Paulo no dia anterior, por exemplo.

    O problema registrado na quinta-feira cujas causas ainda estão sendo apuradas, gerou reflexos na manhã desta sexta-feira, marcada também pelo mau tempo. Mas os aeroportos de Congonhas e Guarulhos afirmaram que os cancelamentos foram pontuais.

    O prédio do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo, localizado em Congonhas, chegou a ser evacuado na quinta pela manhã por causa de uma suspeita de incêndio e vazamento de gás, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, que disse não haver informações concretas sobre o que aconteceu.

    Para minimizar os impactos, a Aena, administradora de Congonhas, ampliou na quinta o funcionamento do terminal até meia-noite.

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Governo havia recorrido de decisão que beneficia multinacionais; decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar, ou seja, de caráter provisório, que proíbe a alíquota de 12% de imposto de exportação de petróleo.

    A decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em despacho assinado pouco antes das 22h da quinta-feira (9).

    A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico vinculado ao Ministério da Fazenda, havia interposto o recurso, chamado de agravo de instrumento, contra uma decisão de primeira instância, tomada na terça-feira (7).

    A decisão liminar atendia o pleito de cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega). 

    Ao analisar o agravo de instrumento, a desembargadora Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final”.

    O TRF2 ainda não marcou a data do julgamento definitivo da questão.

    Entenda o casoA cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março. 

    A MP foi editada pelo governo como uma tentativa de conter à escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

    O imposto de exportação compensaria a queda de arrecadação provocada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o óleo diesel. Com alíquota zero, os preços poderiam chegar mais baratos ao consumidor final. Outro efeito seria o desestímulo para que as exportadoras vendessem petróleo para fora do país.

    O governo promoveu também subvenção (espécie de reembolso) para incentivar importadores e produtores de diesel que não vendessem aqui no país o diesel a preços maiores que os determinados.

    As companhias exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas alegam que o imposto tinha finalidade “meramente arrecadatória”, ferindo o princípio da anterioridade, que proíbe a cobrança de tributos sem um tempo mínimo determinado. 

    Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu o pedido das cinco multinacionais.

    Recurso
    Ao recorrer da decisão, a Fazenda Nacional argumentou, entre outros pontos, que a cobrança questionada não incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio, “diante do aumento drástico do preço do barril de petróleo e da escassez deste produto, com potenciais efeitos deletérios sobre a economia nacional”.

    “Tem como função primordial a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, sustenta a Fazenda Nacional.
    Inflação de combustíveis
    A alta no preço dos combustíveis, pano de fundo da discussão na Justiça Federal, teve uma face revelada nesta sexta-feira pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

    A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. 

    Na última segunda-feira (6) o governo lançou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis. As medidas tratam de subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. 

    Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março, ficando 0,18 ponto porcentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).

    O resultado ficou acima do teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,82%, com mediana positiva de 0,77% e piso de aumento de 0,47%.

    Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 10. Pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%, mas dentro do intervalo das projeções, que iam de 3,72% a 4,40%.

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    O levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora

    Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.

    De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.

    “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI. 

    Principais números da pesquisa

    36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);

    18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;

    12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;

    10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;

    9,3% preferem abrir o próprio negócio;

    6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);

    20% não encontraram oportunidades atrativas.

    Preferência entre jovens

    Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira.

    41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT;

    38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

    Segundo Claudia Perdigão, o emprego formal traz mais segurança para os jovens, que procuram maior estabilidade no início da carreira profissional.

    Renda complementar

    O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda.

    Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

    Alta satisfação

    A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação no mercado de trabalho, o que ajuda a explicar a baixa busca por novas oportunidades.

    95% estão satisfeitos com o emprego atual;

    70% se dizem muito satisfeitos;

    4,6% estão insatisfeitos;

    1,6% muito insatisfeitos.

    A mobilidade no mercado é limitada:

    20% buscaram outro emprego recentemente;

    35% dos jovens (16 a 24 anos) procuraram nova vaga;

    6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo.

    O tempo no emprego também influencia:

    36,7% com menos de um ano no trabalho buscaram nova vaga;

    9% com mais de cinco anos na mesma função fizeram o mesmo.

    Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    Fonte: Gazeta Mercantil