Categoria: adivinhar

  • Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Dólar continua abaixo de R$ 5 com alívio externo; moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993

    O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.

    O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

    Com o desempenho recente, o índice acumula alta de: 

    • 0,68% na semana;
    • 5,97% no mês;
    • 23,29% no ano.

    Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

    Câmbio

    O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

    A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

    • queda de 0,06% no dia;
    • queda de 3,57% em abril;
    • queda de 9,02% no ano.

    Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

    O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

    Petróleo em queda

    Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

    O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

    A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Proposta será remetida de hoje para amanhã, afirma José Guimarães; presidentes da Câmara e do Senado discutiram assunto em almoço

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a Casa discuta a redução da jornada de trabalho por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição). Lula, porém, reforçou que mesmo com a preferência de Motta pela PEC, enviará um projeto de lei com urgência constitucional para tentar acelerar a tramitação.

    Os dois abordaram a redução da jornada de trabalho durante almoço nesta terça-feira (14), que também contou com a participação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e do novo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

    O projeto que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, é uma das prioridades do governo para este ano eleitoral.

    Motta definiu pela tramitação em forma de PEC no início de fevereiro e o relator do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve apresentar o texto nesta quarta-feira (15). A tramitação da PEC é mais demorada, pois requer ainda a criação de uma comissão especial. Depois, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelo plenário.

    Setores governistas defendem há semanas o envio de um projeto com urgência constitucional, que tem prazo de 45 dias de tramitação em cada Casa, para acelerar a discussão. O Executivo, porém, hesitou para reduzir as chances de atrito com Motta.

    Na última semana, Motta disse que foi informado pelo então líder do governo, José Guimarães, que o governo havia desistido de enviar o projeto. O Planalto, entretanto, negou esse acordo.

    Parte dos deputados prefere que o projeto tramite em forma de PEC para terem mais protagonismo sobre a proposta, que é popular e tem apelo eleitoral. Motta também teria dito que a proposta retoma o protagonismo da Câmara, segundo o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

    Com esse formato, o Congresso também teria mais poder sobre o tema, uma vez que propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.

    Ao enviar um projeto de lei, Lula quer manter o direito a veto de trechos da proposta que for aprovada. Além disso, integrantes do governo desconfiam que a Câmara se voltou para a PEC justamente por ser um tipo de projeto com maior dificuldade para ser aprovado.

    Ficou acertado no almoço que, após o envio do projeto, Motta e os representantes do governo discutirão com as demais bancadas da Câmara para definir os próximos passos da discussão.

    “Nós acertamos que vamos enviar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o 6×1”, disse Guimarães a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele afirmou que o projeto será remetido “de hoje para amanhã”.

    “Uma crise que estava existindo, manda ou não manda, está superada. É um desejo do presidente encaminhar, e o presidente Hugo Motta concordou. Nós vamos sentar lá e discutir”, declarou o ministro das Relações Institucionais.

    Guimarães assumiu a articulação política em cerimônia realizada poucas horas antes, também no Planalto.

    No almoço, também ficou acertado que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos não terá votação neste momento. A avaliação do governo é de que o ambiente político está conturbado para este tema. Motta indicou a Lula que aceita retirar o projeto de discussão por tempo indeterminado.

    Na segunda-feira, 13, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), demonstrou insatisfação com a retirada do projeto.

    “O governo agora que mande o projeto e depois justifique para a população o aumento dos preços”, disse nesta terça. “Vou ficar aguardando o governo mandar o projeto dele. Estou desafiando o ministro Boulos”, afirmou.

    Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral, é quem articula a proposta pelo lado do governo federal.

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Metal precioso com entrega prevista para junho fechou em alta de 2,87%, a US$ 4.813,1 por onça-troy; prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy

    Os preços do ouro fecharam em alta nesta terça-feira, 14, acima de US$ 4.800 a onça-troy, impulsionados pela desvalorização do dólar americano e pelo petróleo abaixo de US$ 100 o barril, em meio a um quadro de apetite por risco fomentado por expectativas de que os EUA e o Irã possam retomar negociações de paz ainda esta semana.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,73%, a US$ 4.850,1 por onça-troy. Na sessão, os contratos futuros de ouro chegaram a tocar a máxima de US$ 4.867,7. Já a prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy.

    O índice do dólar americano – que acompanha a moeda americana em relação a uma cesta de moedas principais – cedia 0,3%, para 98,07 pontos perto das 14h30 (de Brasília).

    Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista nesta quarta, que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, disse. Na véspera, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que os EUA mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações do fim de semana em Islamabad. Mas citou progressos nas conversas. Em entrevista na terça, 13, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também citou progressos nas negociações.

    “O ouro agora é uma questão de defesa cambial”, escrevem analistas da TD Securities. “Historicamente, a percepção de derrota (dos EUA) incentivou aliados a acumular ativos mais seguros, enquanto a percepção de vitória absoluta pode ser necessária, de forma assimétrica, para dissuadir esse comportamento”, notaram.

    “Em outras palavras: a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”, discorrem os analistas. Para a TD Securities, a fase de defesa da moeda neste conflito é desfavorável ao ouro, enquanto a percepção de uma vitória completa estiver em alta, o que acaba por dissuadir as compras de ouro, já que as nações priorizam as importações de energia, a estabilização econômica e cambial em detrimento da diversificação de reservas”.

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Presidente afirma que corrupção só aparece em gestões que combatem crimes. “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso’”, destacou Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master. Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e o Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.

    “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial e nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele.

    Lula afirmou ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.

    “Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.

    O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.

    Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando “no vermelho”.

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    Apesar de pressões, guerra favorece exportadores de commodities. Para o Brasil, a projeção do Fundo Monetário Internacional foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.

    Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

    Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

    Guerra pressiona inflação

    O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

    No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

    Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

    Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

    Brasil se beneficia

    Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

    Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

    O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

    Impactos nas grandes economias

    Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

    A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

    Economia global mais vulnerável

    O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

    O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Novas regras de empréstimo consignado por servidores e aposentados

    Novas regras de empréstimo consignado por servidores e aposentados

    Agora será feita uma revisão, que tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal

    As novas regras para operações de empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento de servidores públicos federais entram em vigor nesta terça-feira (14).

    A Portaria MGI nº 984/2026 foi publicada em fevereiro pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

    De acordo com a pasta, a revisão tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal. Adicionalmente, a limitação de 30 dias para acesso aos dados dos usuários pretende evitar o assédio comercial por tempo indefinido e o vazamento de informações financeiras.

    Transparência das taxas de juros

    Os interessados com vínculo com o Poder Executivo Federal poderão consultar as taxas máximas de juros e demais custos e encargos praticados pelas instituições financeiras para cada modalidade de operação de consignado.

    Isso permite que servidores, aposentados e pensionistas comparem, de forma justa, qual banco oferece a melhor proposta.As informações deverão ser disponibilizadas diretamente no Portal do Servidor ou no aplicativo SouGov.br. Para acessar, é preciso entrar com o login e senha cadastrados na plataforma Gov.br

    Outros destaques

    Entre os principais atualizações, a nova legislação sobre os consignados com desconto em folha de pagamento do Executivo Federal determina:

    · fim das autorizações genéricas. Agora, cada operação (um novo empréstimo, um saque no cartão ou uma compra específica) exigirá uma nova confirmação direta e individualizada do servidor ou aposentado no aplicativo SouGov.br;

    . controle de cartões de crédito consignado. Cada uso de saque ou transação relevante precisará de uma validação expressa;

    . portabilidade de consignação: esta operação não exige a transferência de valores da conta do servidor para terceiros, por exemplo, via Pix. A portabilidade ocorre diretamente entre as instituições que oferecem os empréstimos, sem a intermediação com terceiros.

    Proibições

    A nova legislação proíbe a formalização de contratos de empréstimo por telefone ou aplicativo de mensagens instantâneas.

    Também está bloqueada a emissão de cartão extras (por exemplo, para dependentes) e de derivados ou subprodutos ligados à margem consignada. O objetivo é facilitar o controle financeiro da família e evitar o superendividamento do titular.

    As novas regras de empréstimo consignado ao servidor também proibiram a cobrança de taxas de serviço do cartão consignado (abertura do contrato, manutenção de conta ou anuidade).

    Outro impedimento é a cobrança de juros pelo banco consignatário sobre o valor das compras pagas com cartão de crédito, em caso de pagamento integral da fatura pelo usuário, em uma única parcela (sem entrar no rotativo ou parcelar o saldo), na data de vencimento.

    Portanto, o cartão deve funcionar como um cartão de crédito convencional. O banco somente poderá cobrar juros se o servidor optar pelo pagamento mínimo da fatura ou pelo financiamento do saldo devedor.

    Descontos sindicais

    Um capítulo inteiro da portaria foi dedicado aos descontos de valores por sindicatos.

    O desconto da contribuição sindical somente poderá ser efetuado mediante autorização prévia e expressa do empregado.

    Entre as obrigações, está a notificação do servidor sobre valores registrados em folha. Com isso, será possível confirmar ou contestar cobranças, caso necessário. O servidor também poderá confirmar sua filiação ao sindicato responsável pelo desconto.

    É vedado manter o desconto após o pedido de desfiliação do servidor ou após o fim do prazo da autorização de desconto do empregado.

    A portaria ainda define que os sindicatos devem manter a documentação comprobatória das autorizações – física ou digital – sempre que solicitada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

    Em caso de descontos indevidos, o sindicato deve ressarcir os valores.

    Se confirmado o cometimento de irregularidades, como a prestação de declaração falsa, estão previstas as seguintes penalidades:

    • desativação temporária do sindicato, o que impede a realização de novos descontos de valores na folha de pagamento do poder Executivo Federal, até que seja regularizada a situação;
    • descadastramento: expulsão total da entidade do sistema de consignações, caso não regularizem as falhas em até 180 dias.

    Documentação para cadastramento

    A portaria também atualizou a lista de documentos para o cadastramento dos bancos consignatários.

    Agora, são exigidos os certificados digitais (e-CNPJ e e-CPF) no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

    Continuam a ser cobrados no cadastro, entre outros, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos representantes legais da entidade, e comprovação de endereço. A nova portaria passou a exigir agora.

    No caso de sindicatos, deve ser apresentada a ata da assembleia em que foi deliberado o valor da mensalidade sindical a ser descontada; a ata de posse da atual diretoria devidamente registrada; o registro sindical emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); e a relação dos filiados ativos nos últimos 12 meses.

    Reclamações e penalidades

    Caso identifique um desconto indevido, o banco consignatário será notificado para comprovar a regularidade da consignação contestada ou devolver o dinheiro descontado no prazo de até cinco dias úteis, contado da notificação, sob pena de exclusão da consignação.

    O consignado (servidor) será notificado para se manifestar sobre as justificativas apresentadas pelo banco, no prazo de até cinco dias úteis. 

    Se o governo der ganho de causa ao servidor na reclamação de desconto indevido, o banco tem, no máximo, 30 dias para devolver o dinheiro à conta original para ressarcir o prejuízo financeiro causado.

    O governo pode suspender temporariamente o banco (desativação temporária) antes mesmo do fim da investigação, caso haja indícios fortes de irregularidade.

    As instituições que descumprirem as regras (como prestar declaração falsa ou fazer descontos sem anuência) podem sofrer sanções, conforme cada caso.

    Conheça todas as novas regras para consignações em folha de servidores federais aqui.

    Novas regras de empréstimo consignado por servidores e aposentados

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

    Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

    A cotação é resultado de uma convergência de fatores que colocam o mercado brasileiro como um dos mais bem posicionados para enfrentar a guerra dos Estados Unidos e Israel

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua nesta terça-feira (14), com investidores acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã e mais otimistas de que os países cheguem a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Às 11h31, a moeda norte-americana caía 0,33%, cotada a R$ 4,980 -na mínima da sessão, o dólar chegou a R$ 4,974. O movimento é similar ao do exterior, onde o índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,37%, aos 97,99 pontos.

    No mesmo horário, a Bolsa subia 0,43%, aos 198.856 pontos. Na máxima do pregão, chegou a 199.354 pontos, alta de 0,68% -novo recorde intradiário.

    O dólar se mantém abaixo do patamar de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A moeda recuou para níveis inferiores a essa marca na última segunda-feira (13).

    O pregão desta terça-feira segue com as negociações entre EUA e Irã no radar. Uma fonte do governo iraniano disse que os dois países devem retomar as conversas no fim desta semana, embora ainda não haja data definida.

    A notícia reforça o otimismo dos investidores. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã quer firmar um acordo para encerrar o conflito, que se estende desde o fim de fevereiro.

    “No câmbio, o real segue demonstrando força, o que ajuda a aliviar um pouco a percepção de risco local e melhora o humor para ativos brasileiros. Esse movimento também conversa com o fluxo estrangeiro. O pregão tende a ser guiado por um equilíbrio entre o alívio cambial, pressão de juros e sensibilidade ao noticiário internacional”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

    A cotação de R$ 4,997 é resultado de uma convergência de fatores que colocam o mercado brasileiro como um dos mais bem posicionados para enfrentar as turbulências globais causadas pela guerra no Irã.

    A retomada do fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes, beneficiando o real, é um deles. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

    Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou: a trégua entre os países, anunciado em 7 de abril, reduziu a aversão ao risco global e reacendeu o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes.

    A isso se somam o diferencial de juros com os EUA, considerado elevado, e a distância do Brasil em relação ao conflito, considerados pontos a favor.

    A soma de fatores empurrou o dólar para baixo já na semana passada. Na sexta, por exemplo, a moeda testou o patamar de R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor, pegando carona no otimismo com uma trégua definitiva no Oriente Médio e no custo-oportunidade de investir no Brasil.

    O fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no final de semana chegou a impor cautela nos mercados, com a moeda atingindo a máxima de R$ 5,039 e a Bolsa, a mínima de 196.222 pontos, na última segunda.

    A tendência foi revertida à tarde, quando Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que o Irã procurou pelo governo republicano visando o cessar-fogo.

    Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao estreito de Hormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua após as delegações não chegarem a um acordo.

    A medida foi uma resposta à cobrança de pedágio para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

    “O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã”, disseram os militares americanos, acrescentando que não impedirão a navegação de navios “que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não iranianos”.

    O prazo de suspensão nuclear é considerado um dos principais impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de toda a atividade nuclear de Teerã, enquanto o país defende uma pausa de até cinco anos.

    Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

    Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

    Para ele, os avanços tecnológicos permitem que a jornada diminua após quase 40 anos da última redução no Brasil, citando a Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais

    (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu o fim da escala 6×1 e disse que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial frente aos avanços da tecnologia. Alckmin apontou ainda necessidades de ajustes na Previdência.

    As afirmações foram feitas em discurso voltado ao movimento sindical e a lideranças trabalhistas, na sede da UGT (União Geral dos Trabalhadores) em São Paulo nesta segunda-feira (13). Com tecnologia, você faz mais com menos gente, então cada vez você produz mais com menos trabalhadores, é uma tendência mundial da redução de jornada”, disse.

    Para ele, os avanços tecnológicos permitem que a jornada diminua após quase 40 anos da última redução no Brasil, citando a Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais. Alckmin pontuou ainda que há diferenças entre os setores produtivos e que essas necessidades precisam ser consideradas.

    O vice-presidente disse que a votação do projeto na Câmara dos Deputados para reduzir a jornada pode ocorrer nesta semana. Para ele, a redução é uma tendência mundial.

    Se nós podemos fazer mais com menos gente, as fábricas produzem mais com menos gente, o campo produz mais com menos gente, é óbvio que você vai ter uma jornada um pouco menor”, reforçou.

    O vice-presidente relatou que tem sido abordado por trabalhadores com esse tipo de demanda. “Parei para fazer um lanchinho na rodovia, na Carvalho Pinto, e a hora que a mocinha veio me servir ela disse que não quer trabalhar seis dias por semana. ‘Eu sou mãe, eu tenho família, eu tenho tarefas domésticas. Eu posso vir sábado, posso vir domingo, mas eu queria que a jornada fosse de cinco dias’”, contou.

    Em seu discurso, tratou também de possíveis ajustes na Previdência, justificando a necessidade de ajustes atuariais, que levam em conta a expectativa de vida da população, que está vivendo mais. Ao ser abordado depois, afirmou que, no diz respeito ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) o principal já teria sido feito.

    Segundo o vice-presidente, o aumento da expectativa de vida dos brasileiros seria um fator que exige revisão dos cálculos atuariais do sistema. Ele apresentou dados que indicam que brasileiros que atingem idades mais avançadas tendem a viver significativamente mais, o que impacta diretamente a sustentabilidade previdenciária.

    Alckmin criticou desigualdades entre regimes de aposentadoria, apontando diferenças expressivas entre os benefícios pagos pelo INSS, cuja maioria gira em torno de um salário mínimo, e aposentadorias mais elevadas no setor público.

    Segundo ele, o ajuste fiscal necessário não deve recair sobre os trabalhadores de menor renda, mas sim combater privilégios e distorções no topo do sistema.O vice-presidente também defendeu maior justiça tributária como forma de equilibrar as contas públicas sem penalizar os mais pobres.

    Ele destacou medidas recentes que ampliam a faixa de isenção do Imposto de Renda e disse que a reforma tributária via trazer mais justiça social quando a sociedade começar a sentir seus efeitos. Reforçou ainda a necessidade de tributar proporcionalmente os mais ricos, mantendo responsabilidade fiscal.

    O presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou ser “garoto propaganda do fim da escala 6×1”. Ele também é presidente do Sindicato dos Comerciários de SP. Para o sindicalista, os trabalhadores querem continuar produzindo, mas também desejam mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da própria saúde.

    Segundo ele, a decisão sobre a jornada deve envolver toda a sociedade, como escolha entre um país “de castas” ou mais inclusivo. Patah também criticou o espaço predominante dado a setores empresariais no debate público.

    Na abertura do evento, lideranças sindicais reforçaram a importância da organização e da mobilização, fizeram críticas ao Congresso Nacional e disseram que, em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vão cobrar alguma medida efetiva para o sustento do sindicatos após a fim da contribuição obrigatória na reforma trabalhista de 2017.

    Roberto de Santiago, presidente da Femcaco (Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental de SP), afirmou que há necessidade de ir às ruas para defender o governo, mas também é preciso cobrar a igualdade nas regras de contribuição entre trabalhadores e empregadores.

    Enilson Simões de Moura, o Alemão, vice-presidente executivo da UGT, afirmou que o cenário político atual é mais desafiador, com presença de setores conservadores no Congresso, e avaliou que a próxima eleição exigirá maior esforço das centrais sindicais.

    Rejane Soldani Sobreiro, presidente do Sigmuc (Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba), também deu destaque ao fim da escala 6×1, relacionando a pauta à mudança de mentalidade dos trabalhadores após a pandemia. Segundo ela, cresceu a percepção de que o trabalho consome o tempo de vida, o que reforça a luta por jornadas mais equilibradas.

    O evento reuniu representantes de diversas categorias profissionais, como comerciários, bancários, agentes comunitários de saúde, taxistas, eletricitários, bibliotecários, ferroviários, trabalhadores da saúde, economistas, construção civil, motoristas, trabalhadores de cargas próprias, integrantes de centrais sindicais, cooperativas, setor hoteleiro, sindicatos estaduais da UGT, coletores, instaladores de TV e internet, trabalhadores dos Correios e padeiros, entre outros.

    Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

    Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

    O nível de endividamento total das famílias chegou aos 49,7%, e o comprometimento da renda mensal chegou a cerca de 29,3%, segundo dados divulgados do BC. Gonçalves afirma que, com o alto volume de endividamento, pode haver uma desaceleração mais rápida da economia do que o planejado

    (FOLHAPRESS) – As famílias brasileiras estão recorrendo ao uso de créditos emergenciais como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial para quitar as dívidas em meio ao pico histórico de endividamento atingido em janeiro.

    Enquanto o crédito de longo prazo -que abrange modalidades como consignado, não consignado, financiamento de veículos e outros bens- cresceu cerca de 12,5%, as modalidades emergenciais saltaram 23% em fevereiro deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Termômetro do Crédito, realizado pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) com base em dados do Banco Central.

    “As famílias já estão endividadas e a oferta de crédito barato também foi reduzida. Então, a conjugação de todos esses aspectos, produz esse movimento de um crescimento de linhas de maior risco”, diz Everton Gonçalves, diretor de economia, regulação e produtos da ABBC.

    O nível de endividamento total das famílias chegou aos 49,7%, e o comprometimento da renda mensal chegou a cerca de 29,3%, segundo dados divulgados do BC. Gonçalves afirma que, com o alto volume de endividamento, pode haver uma desaceleração mais rápida da economia do que o planejado.

    Por enquanto o mercado continua com níveis recordes de taxa de emprego, de crescimento, de salário, mas pode ocorrer uma mudança e isso preocupa”, disse.

    As linhas emergenciais são as de maior risco e de custo mais elevado do mercado. Por exemplo, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo atingiu o patamar de 435,9% ao ano, como divulgado pelo BC.

    Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída.

    Hoje, a taxa de juros básica (Selic) da economia está em 14,75% ao ano.

    Segundo o levantamento da ABBC, o cartão de crédito rotativo é a modalidade que mais gerou inadimplência para a pessoa física, com 59,7%, seguido pelo cheque especial, com 14,4%.

    A linha de crédito do rotativo é recomendada por especialistas apenas em casos emergenciais. O rotativo é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura do cartão de crédito na data de vencimento.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou, governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja autorizar um saque extraordinário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas das famílias. Os estudos são para liberar 20% dos valores para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

    Já as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) sofrem um impacto mais profundo do que as grandes corporações nesse cenário de crédito restrito.

    O movimento de desaceleração da economia, reflexo da política monetária adotada pelo Banco Central, provocou uma deterioração na carteira de crédito voltada para as MPMEs.

    Essa deterioração gerou uma disparidade no mercado. Enquanto a taxa de inadimplência das pequenas e médias empresas atingiu 5,9%, a das grandes empresas permaneceu controlada em 0,6%.

    “As pequenas e médias empresas sempre são mais impactadas porque elas têm uma sensibilidade ao movimento da economia maior do que as grandes empresas”, explica o diretor da ABBC.

    Como não conseguem captar recursos no mercado de capitais e enfrentam juros altos nos bancos, a principal ajuda para as pequenas e médias empresas tem vindo das modalidades de recursos direcionados (RD), como os programas vinculados ao BNDES, FGI e PEAC-FGI, como mostra o levantamento da ABBC.

    Essas linhas governamentais oferecem taxas de juros mais acessíveis e focam no financiamento de médio e longo prazo, com fontes de recursos próprias.

    Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

    Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

    Às 6h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,13%, a de Paris avançava 0,67% e a de Frankfurt ganhava 0,97%. As de Milão e Madri, por sua vez, tinham respectivas altas de 0,56% e 0,65%. Na contramão, a de Lisboa caía 0,09%.

    As bolsas europeias operam em alta na manhã desta terça-feira, 14, após iniciarem a semana em queda, em meio a expectativas de uma possível segunda rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Por volta das 6h10 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,77%, a 618,58 pontos.

    Os investidores seguem esperançosos por uma desescalada duradoura do conflito, agora em sua sétima semana. Segundo relatos, EUA e Irã avaliam uma nova rodada de negociações antes de uma trégua temporária expirar na próxima semana. Ontem, militares americanos iniciaram um bloqueio a portos iranianos, em mais um passo de Washington para aumentar a pressão sobre Teerã, depois que conversas de paz no fim de semana terminaram sem acordo.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, também sugeriu que Washington segue disposto a dialogar com Teerã. “Posso dizer que fomos contatados pelo outro lado”, afirmou, sem dar detalhes. O vice-presidente JD Vance, por sua vez, disse à Fox News que houve avanços nas conversas recentes com os iranianos, mas indicou que agora cabe a Teerã fazer concessões para destravar as negociações.

    Com a melhora do sentimento, o petróleo opera em baixa desde a noite de segunda. Por volta das 6h30 desta terça, o WTI recuava cerca de 2%.

    Mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou, em relatório mensal, que a demanda global de petróleo encolherá em 80 mil barris por dia (bpd) em 2026, devido à guerra no Oriente Médio. Anteriormente, a AIE projetava crescimento de 640 mil bpd.

    Às 6h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,13%, a de Paris avançava 0,67% e a de Frankfurt ganhava 0,97%. As de Milão e Madri, por sua vez, tinham respectivas altas de 0,56% e 0,65%. Na contramão, a de Lisboa caía 0,09%.

    Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

    Fonte: Gazeta Mercantil