Categoria: adivinhar

  • Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas; dinheiro deve ser depositado até o início de março

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 1,4 bilhão para o pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados, pensionistas e outros beneficiários que venceram ações judiciais contra o órgão.

    Os valores correspondem a Requisições de Pequeno Valor (RPVs) — dívidas de até 60 salários mínimos (R$ 97.260, em 2026).

    Ao todo, 87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas, sem possibilidade de recurso.

    O dinheiro deve ser depositado até o início de março, conforme o cronograma de cada Tribunal Regional Federal (TRF).

    Quem tem direito?

    Recebem neste lote os segurados que:

    • ganharam ação judicial contra o INSS;
    • com valores de até 60 salários mínimos a receber (RPV);
    • com ordem de pagamento emitida pelo juiz em janeiro de 2026;
    • com processo totalmente encerrado (transitado em julgado); e
    • herdeiros de beneficiários falecidos, desde que comprovem vínculo legal.

    Quais benefícios entram?

    As ações envolvem concessão ou revisão de:

    • aposentadorias (idade, tempo de contribuição, invalidez e da pessoa com deficiência);
    • pensão por morte;
    • auxílios, como auxílio-doença; e
    • benefício de Prestação Continuada (BPC).

    Os atrasados são valores retroativos pagos após decisão judicial favorável ao segurado.

    RPV ou precatório: qual a diferença?

    • RPV: até 60 salários mínimos. Pagamento em até 60 dias após a ordem judicial
    • Precatório: acima desse valor. Pago uma vez por ano, conforme calendário federal

    Na consulta do processo, a sigla RPV indica requisição de pequeno valor; “PRC” identifica precatório.

    Como consultar o pagamento?

    O Conselho da Justiça Federal repassa os recursos aos seis TRFs do país, responsáveis pelos depósitos, geralmente em contas abertas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil.

    Para saber a data e o valor:

    • acesse o site do TRF responsável pelo processo (links na tabela abaixo);
    • informe CPF, número do processo, número da requisição ou OAB do advogado (conforme exigência do tribunal);
    • verifique o campo “valor inscrito na proposta”;
    • após o pagamento, o sistema exibirá o status “Pago total ao juízo”.

    Jurisdição dos TRFs

    Tribunal Regional Federal Unidades da federação
    1ª Região (sede no DF)

    DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP

    2ª Região (sede no RJ)

    RJ e ES

    3ª Região (sede em SP)

    SP e MS

    4ª Região (sede no RS)

    RS, PR e SC

    5ª Região (sede em PE)

    PE, CE, AL, SE, RN e PB

    6ª Região (sede em MG)

    MG

    Quanto cada TRF vai pagar?

    Valores previdenciários/assistenciais (RPVs do INSS)

    TRF Valor liberado Beneficiários
    1ª Região

    R$ 380.608.873

    19.826
    2ª Região

    R$ 85.873.540

    5.289
    3ª Região

    R$ 127.892.614

    5.223
    4ª Região

    R$ 437.462.566

    29.999

    5ª Região R$ 193.410.882

    15.871

    6ª Região R$ 169.208.914

    10.796

    Total R$ 1,39 bilhão

    87.004

     

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Em reunião, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que discussão da escala 6 por 1 não combina com ano eleitoral; vice-presidente disse se tratar de consequência de uma maior automação da economia

    O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.

    No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitou a cerimônia de assinatura dos protocolos de intenções para pedir ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o próximo ano, principalmente por este ser um ano de eleições. 

    “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, disse Skaf. 

    Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho e destacou que isso vem acontecendo em todo o mundo. 

    “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou o presidente em exercício. 

    Defesa comercial

    Ao lado do presidente da Fiesp, Alckmin assinou dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório e que pretende combater a burocratização e promover a competitividade.

    “A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, defendeu Alckmin.

    Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objeto estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com vistas à promoção do comércio justo e ao adequado uso pelo Brasil dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Uma das ações previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas.

    O segundo protocolo trata mais especificamente sobre ambiente regulatório e tem por objetivo estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover a desburocratização, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no país, reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade e desenvolver ações para que reduzam barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil. Nessa proposta está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas.

    “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf na cerimônia de assinatura, que ocorreu durante a reunião da diretoria da Fiesp.

    Selic

    Em fala à diretoria da entidade, Alckmin disse ainda estar confiante que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece, já em sua próxima reunião agendada para março, a reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano. “Estamos confiantes de que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse ele.

    Segundo o presidente em exercício, isso deve ocorrer por causa da apreciação do real e da desinflação dos alimentos. “Nós devemos ter aí uma melhora”, acrescentou Alckmin, sobre sua expectativa de melhora na economia com a tendência de redução da taxa de juros.

    Taxação

    Aos empresários e industriais presentes à reunião da Fiesp, Alckmin voltou a falar hoje que considera positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% que foi estabelecida nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

    A medida, que foi anunciada por Trump como uma resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente por ele no ano passado, foi aplicada a todos os países e representa uma mudança em relação às tarifas anteriores, que variavam por nação.

    “O país mais beneficiado no mundo [com essa decisão] foi o Brasil”, disse Alckmin, reforçando que o problema maior era quando os Estados Unidos haviam taxado apenas o Brasil.

    “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

    Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Presidentes de PL e União Brasil querem barrar fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Presidentes de PL e União Brasil querem barrar fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Parlamentares de direita e extrema-direita entendem que a pauta, que defende trabalhadores, é uma bandeira da esquerda e vão tentar barrar a proposta antes de chegar no plenário da Câmara

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antonio Rueda, disseram que a oposição tentará travar a tramitação da proposta sobre o fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para evitar que o texto vá a plenário, onde as chances de ser derrubado seriam menores.

    “É difícil um cidadão que é candidato a deputado federal, que é candidato a senador, votar contra [o fim da escala] 6×1 se colocarem para votar. Nós vamos trabalhar para não deixar votar”, disse Valdemar a um grupo de empresários, em um jantar na região da Faria Lima, em São Paulo, promovido pelo grupo Esfera, na noite desta segunda-feira (23).

    Valdemar foi aplaudido após a fala e seguiu. “Vamos trabalhar para isso. Vamos mudar a vida para isso. E o que nós pretendemos fazer é trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ”, afirmou.

    O texto que prevê o fim da escala 6×1 a ser analisado pelos deputados é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), à qual foi apensada a proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG).

    A PEC de Lopes, assim como a de Erika, altera o artigo 7º da Constituição, criando a jornada máxima de 36 horas semanais, que podem ser distribuídas ao longo da semana como o empregador achar melhor. Por dia, o limite de trabalho é de oito horas.

    Os trabalhadores poderão ter jornada de 5×2, segundo a PEC de Lopes, em setores como o de bancos, por exemplo, trabalhando sete horas diárias. Na de Érika, no entanto, são quatro dias de trabalho.

    Rueda também criticou a proposta. “Eu tenho uma posição pessoal. Quando você olha para qualquer país desenvolvido, essa proposta é muito danosa para a economia e para o setor produtivo. E ela é posta de maneira eleitoral. Então, é muito claro que isso aí tem por finalidade colher dividendo eleitoral”, disse.

    O presidente do União, por sua vez, disse aos presentes que será difícil para parlamentares votarem contra a proposta caso ela chegue ao plenário, justamente por causa, segundo ele, do calendário eleitoral.

    “Eu tenho aqui o deputado Maurício, que é do meu partido lá em Rondônia. Ele sabe a dificuldade que vai ter se isso for para votação e ele votar contra. Ele vai perder dividendo eleitoral. Vai perder voto. É uma posição muito cruel para quem está disputando uma reeleição”, afirmou, referindo-se ao deputado federal Maurício Carvalho (União-RO), presente no evento.

    “Eu acho que a gente tem que ter inteligência, acho que a gente tem que ter perspicácia para, dentro da boa política, dentro do diálogo, a gente tentar segurar essa proposta. Porque, se essa proposta for a plenário, ela é avassaladora”, afirmou.

    “Eu não sei como você vai segurar. Eu tenho dentro do meu partido 30 votos. Talvez o Valdemar tenha 40. Mas a esquerda já parte por 140, 150 votos. É um assunto muito penoso para o setor produtivo”, disse Rueda.

    O jantar entre os dirigentes partidários teve como objetivo levar aos empresários a visão que ambos têm sobre o cenário eleitoral. Valdemar e Rueda apoiam a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

    No evento, Valdemar disse ter orientado Flávio a buscar nomes para a composição de sua equipe similares ao papel que Paulo Guedes teve na campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

    “Ele tem que vir com propostas econômicas. Tem que ir atrás do pessoal que ajudou ele, o Paulo Guedes, para poder mostrar e fazer propostas na economia que tenham resultados futuros”, afirmou o presidente do PL.

    Presidentes de PL e União Brasil querem barrar fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Azul terá acordo de compartilhamento de voos com American Airlines e descarta fusão com Gol

    Azul terá acordo de compartilhamento de voos com American Airlines e descarta fusão com Gol

    Companhia aérea anunciou na sexta (20) que saiu do Chapter 11 (recuperação judicial); empresa prevê receber US$ 200 milhões de investimentos da American Airlines e da United Airlines

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CEO da Azul, John Rodgerson, disse nesta segunda-feira (23) que a companhia aérea terá um acordo de codeshare (compartilhamento de voos) com a American Airlines, que se comprometeu a fazer um investimento de US$ 100 milhões na empresa brasileira.

    O aporte faz parte do processo de saída da Azul do Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial). O acordo de codeshare precisará de aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo Rodgerson.

    A Azul informou na sexta-feira (20) que concluiu a recuperação judicial nos Estados Unidos, iniciada em maio de 2025 para tentar reorganizar dívidas.

    O codeshare se refere a um trato entre empresas para ampliar a malha de voos e conexões, oferecendo trechos alcançados apenas pela parceira.

    A companhia aérea brasileira também receberá US$ 100 milhões da United Airlines. Atualmente, a Azul já possui um acordo de codeshare com a United.

    Com os investimentos das empresas americanas, a United e a American Airlines passarão a deter 8% das ações da Azul, cada.

    Durante entrevista a jornalistas, Rodgerson disse também que a Azul descarta retomar as negociações de fusão com a Gol.

    “Quando você acumula um monte de dívida, a fusão pode ser benéfica como uma saída diferente. Ao entrar [no Chapter 11], não há necessidade, a gente não precisa. No nosso balanço, saímos muito menos alavancada do que nossos concorrentes saíram [da recuperação judicial]. Então eu não vejo isso [fusão] como alguma coisa que está na mente”, disse a jornalistas.

    Ainda segundo Rodgerson, a Azul está olhando para linhas de financiamento do governo, como o FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil). “O que eu diria é que tem FNAC, tem linhas do governo que, sim, nós vamos olhar e, se o custo de capital for melhor do que outras oportunidades, sim, nós vamos fazer [contratar o financiamento].”

    Na semana passada, a companhia aprovou uma emissão bilionária de novos papéis para financiar a reestruturação da companhia, com a saída da recuperação judicial. A operação, aprovada pelo conselho de administração, resultou na captação de R$ 4,99 bilhões em recursos novos para a Azul.

    Os recursos serão utilizados para quitar o principal do financiamento DIP (debtor-in-possession), modalidade de crédito concedida a empresas no processo de recuperação judicial.

    Com o aumento de capital, o capital social da Azul passou a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,73 trilhões de ações.

    No dia seguinte ao anúncio da aprovação da oferta pública de ações, os papéis da empresa na Bolsa despencaram mais de 36%.

    “Eu acho que agora vai ser mais estável, porque tudo terminou sexta-feira passada. Então, a gente vai ter habilidade para comunicar melhor com o mercado, tudo que vai acontecer aqui para frente, mas pelo menos nós terminamos o processo”, disse Rodgerson.

    Azul terá acordo de compartilhamento de voos com American Airlines e descarta fusão com Gol

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar e Bolsa caem com investidores avaliando novas tarifas de Trump; Petrobras dispara

    Dólar e Bolsa caem com investidores avaliando novas tarifas de Trump; Petrobras dispara

    No começo da tarde, a moeda norte-americana tinha perdas de 0,52%, cotada a R$ 5,148, a caminho de renovar a mínima em quase dois anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (23), com investidores atentos aos desdobramentos da nova ofensiva comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Depois que a Suprema Corte norte-americana derrubou as taxas impostas a vários países, o republicano anunciou a promessa de impor uma tarifa global de 15% a todos os produtos importados pelos EUA.

    Às 12h27, a moeda tinha perdas de 0,52%, cotada a R$ 5,148, a caminho de renovar a mínima em quase dois anos. Já a Bolsa marcava queda de 0,46%, a 189.640 pontos, apesar da disparada de 2% da Petrobras, na esteira da alta do petróleo no exterior.

    A Suprema Corte dos Estados Unidos considerou, na sexta-feira, que as tarifas impostas pelo governo Trump são ilegais. O placar da decisão foi de seis votos a três.

    Trump se apoiou na IEEPA -Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional- para aplicar as sobretaxas a todos os países sem aprovação do Congresso. Os juízes da Suprema Corte discordaram que a lei de 1977, criada para situações de emergência, de fato concede ao presidente esse poder.

    A derrota representa um duro golpe econômico e político a uma das iniciativas mais emblemáticas do segundo mandato de Trump. Além de perder capital político, os EUA podem ser obrigados a devolver mais de US$ 175 bilhões (R$ 912 bilhões) em arrecadação tarifária, segundo cálculo de economistas do Penn-Wharton Budget Model a pedido da Reuters.

    Irritado com a decisão, o presidente ordenou uma tarifa de 15% usando outra legislação, a Seção 122, de 1974. A cobrança começa nesta terça-feira (24).

    “Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais têm ‘roubado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”, escreveu ele em uma postagem na rede Truth Social.

    A Seção 122 dá a Trump poder para impor temporariamente tarifas de até 15% sobre importações quando houver déficits significativos na balança de pagamentos. Nesse caso, a taxação expira em 150 dias, a menos que o Congresso aprove uma extensão. Paralelamente, seu governo trabalhará na emissão de novas tarifas “legalmente admissíveis”, disse Trump.

    Nesta manhã, ele voltou a criticar a Suprema Corte e disse que outras tarifas podem ser usadas de forma “muito mais poderosa e desagradável”.

    Na visão de Higor Rabelo, especialista e sócio da Valor Investimentos, “o que começou como muito positivo, até eufórico, logo virou para cautela”.

    “Trump reagiu rápido e manteve a política tarifária amparada em ferramentas diferentes, o que dificulta que a Suprema Corte impeça novamente o tarifaço.

    Agora, bolsas ao redor do mundo, inclusive a brasileira, entraram no campo negativo -uma correção de sexta-feira, mas também com esse viés de cautela.”
    No Brasil, a queda do dólar vem da perspectiva de que a nova tarifa de 15% pode ser benéfica ao país.

    Uma análise do órgão independente de monitoramento comercial GTA (Global Trade Alert) constatou que o Brasil terá a maior redução nas taxas tarifárias médias -caindo 13,6 pontos percentuais- seguido pela China, com uma redução de 7,1 pontos percentuais.

    Essa visão engrossa a atratividade do mercado brasileiro, já beneficiado pelo fluxo de investidores estrangeiros para praças emergents. “O Brasil e as empresas brasileiras já estavam em uma categoria de subvalorização, o que atraiu o capital estrangeiro. Com essa nova percepção de que Brasil e China são os mais beneficiados da nova política [de Trump], o interesse se mantém”, diz Rabelo.

    O dólar ainda perde força ante o real nesta segunda devido à valorização do petróleo na Bolsa de Londres: o barril do Brent, referência global, avançava 1%, cotado a R$ 72. A Petrobras avançava mais de 2% em reação ao movimento.

    “O câmbio mais uma vez segue a perspectiva já descrita: para além da ótica do dólar mais fraco, o real se aprecia na esteira das commodities. Essa frase tem um duplo sentido profundo. É a realidade das commodities que se impõe contra o dólar e o Brasil é profundamente ligado ao mundo das matérias básicas”, diz o economista André Perfeito, da Garantia Capital.

    “Este movimento pode continuar e sendo assim as revisões no [boletim] Focus serão mais evidentes.”

    Nesta segunda, o boletim Focus publicado mais cedo pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções para a Selic no fim deste ano foi de 12,25% para 12,13%. Atualmente a taxa está em 15% ao ano e, para os economistas consultados no Focus, o ciclo de cortes começará em março, com redução de 0,5 ponto percentual.

    O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

    Mesmo com a perspectiva de corte, o diferencial segue atrativo, considerando que a Selic deve permanecer em dois dígitos ao longo dos próximos anos. Por parte dos Estados Unidos, as expectativas de que o Federal Reserve mantenha a taxa na banda de 3,5% e 3,75% têm crescido à luz das incertezas comerciais e geopolíticas.

    Seguem no radar as tensões entre Estados Unidos e Irã, que indicou estar disposto a fazer concessões em seu programa nuclear em troca do fim das sanções norte-americanas e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

    No domingo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que as recentes negociações revelaram “sinais encorajadores”, mas enfatizou que Teerã permanecerá em vigilância contínua sobre as ações americanas.

    “Continuamos monitorando de perto as ações dos EUA e tomamos todas as providências necessárias para qualquer cenário potencial”, disse ele em uma publicação na rede social X.

    Dólar e Bolsa caem com investidores avaliando novas tarifas de Trump; Petrobras dispara

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Gás do Povo: vale-recarga começa a ser disponibilizado

    Gás do Povo: vale-recarga começa a ser disponibilizado

    Cerca de 4,5 milhões de famílias serão beneficiadas; o apoio é disponibilizado para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo

    A Caixa inicia, a partir desta segunda-feira (23), a terceira etapa da disponibilização do vale-recarga de gás de cozinha (GLP) para beneficiários do Programa Gás do Povo. De acordo com o governo federal, o benefício contemplará cerca de 4,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

    O Gás do Povo garante recargas gratuitas para botijões de gás de cozinha de 13 quilos (kg) a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo.

    O valor estabelecido para o salário mínimo em 2026 é de R$ 1.621. Meio salário mínimo, portanto, equivale a R$ 810,50 por mês. A seleção das famílias fica a cargo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).Segundo o governo, a expectativa é de que o benefício contemple 15 milhões de famílias (50 milhões de pessoas) até março de 2026 – incluindo aqueles que migraram do Auxílio Gás dos Brasileiros e que se enquadram nas regras da nova modalidade. ​

    “A recarga gratuita do botijão de gás poderá ser feita pelo responsável familiar diretamente nas revendedoras que aderiram voluntariamente ao programa, sem intermediários, por meio de validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões)”, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

    A validação pode ser feita das seguintes formas:

    – cartão com chip do Bolsa Família e senha;

    – cartão de débito de conta Caixa e senha;

    – CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado na Caixa.

    “A Caixa faz a operacionalização do programa e também disponibiliza o sistema para adesão das revendedoras de gás desde 23 de outubro de 2025. Para participar, as empresas devem estar cadastradas na ANP, em situação regular junto à Receita Federal, possuir conta corrente PJ na Caixa e utilizar a azulzinha como meio de pagamento”, detalhou a Secom.

    Ainda segundo a secretaria, em menos de dois meses, o benefício já pode ser acessado em pelo menos 10 mil pontos de comercialização credenciados. Dessa forma, uma em cada seis revendas de GLP do país já está conectada ao programa.

    Como se candidatar ao programa

    Para se candidatar ao programa, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família com, pelo menos, duas pessoas, ter renda per capita de até meio salário mínimo e manter o CadÚnico atualizado nos últimos 24 meses.

    Também é preciso que o CPF do responsável familiar esteja regular e que o cadastro não apresente pendências como averiguação cadastral ou indício de óbito.

    Aplicativo

    No app Meu Social – Gás do Povo, as famílias podem verificar se estão elegíveis, conferir a situação do vale recarga e encontrar revendas credenciadas, além de telefones e endereços de pontos credenciados.

    Para pessoas sem acesso à internet ou celular, também é possível usar o vale recarga por meio das opções: cartão do Programa Bolsa Família (com chip), cartão de débito da Caixa ou informando o CPF do responsável familiar na máquina do cartão.

    Serviço

    Beneficiários do CadÚnico podem consultar o direito ao vale recarga Gás do Povo pelos seguintes canais:- aplicativo Meu Social – Gás do Povo

    – consulta do CPF do responsável familiar na página do programa

    – portal Cidadão Caixa

    – atendimento Caixa Cidadão – 0800 726 0207

    Gás do Povo: vale-recarga começa a ser disponibilizado

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,13%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,13%, aponta Focus

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 54ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%, depois de oito semanas de estabilidade. Considerando só as 92 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12,00%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 54ª semana seguida. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também permaneceu em 10,50%.

    A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%, pela 5ª semana seguida. Para 2029, a mediana continuou em 9,50%, pela 17ª leitura consecutiva.

    Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

    “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,13%, aponta Focus

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,80% para 1,82%, depois de 10 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, porém, a estimativa caiu de 1,90% para 1,82%.

    O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 65 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 102ª e 49ª semana seguida, respectivamente.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

     

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

    Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

    “O Brasil vem trabalhado há 15 anos para obter acesso ao mercado de carne bovina coreano. Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, disse Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira, 23, que o Brasil está pronto para avançar com os procedimentos sanitários para poder vender carne para aquele país. Ele discursou no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

    “O Brasil vem trabalhado há 15 anos para obter acesso ao mercado de carne bovina coreano. O bulgogi, tradicional churrasco coreano, combina com uma carne de qualidade como a brasileira”, disse. “Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, completou.

    Segundo ele, esse passo sanitário permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, que são brasileiros, possam se instalar na Coreia. Lula repetiu que a corrente de comércio do Brasil com o país asiático está aquém do possível e citou acordos firmados na viagem como o de cooperação comercial e o para fortalecer cadeias de suprimentos.

    “A corrente de comércio entre o Brasil e a Coreia é de cerca de US$ 11 bilhões. Estamos aquém do recorde de quase 15 bilhões registrado em 2011. O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia”, enfatizou.

    Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

    Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

    Regras finais serão divulgadas pela Receita no início de março, quando começa a entrega do IR; isenção para quem tem renda até R$ 5.000 só entra na declaração de 2027

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar em menos de um mês. O prazo ainda será formalizado pela Receita Federal, mas a provável data de início é 16 de março. O período deve se estender até 29 de maio.

    As empresas têm até o dia 27 deste mês para enviar o informe de rendimentos aos trabalhadores e demais prestadores de serviço para que possam usar as informações na declaração. Esses mesmos dados são enviados para o fisco.

    A declaração pré-preenchida do IR deverá ganhar ainda mais espaço. A Receita tem alimentado os sistemas com os dados enviados pelos próprios contribuintes no ano anterior, além de informações de empresas, convênios médicos e órgãos de Previdência públicos e privados, entre outros.

    A tabela vigente na declaração será a que foi utilizada para desconto do IR em 2025. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto menor do tributo para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 só serão informadas na declaração de 2027, caso o contribuinte se enquadre nas regras que obrigam a prestar contas.

    Desde 2023, o prazo para declarar o IR vai de 15 de março a 31 de maio. A mudança ocorreu para que haja tempo hábil de abastecer a declaração pré-preenchida com as informações que as empresas enviam ao fisco até o final de fevereiro.

    Quem é obrigado a declarar e não entrega no prazo paga multa mínima de R$ 165,74.

    O contribuinte precisa se preparar para o período, separando os documentos necessários. É preciso somar todos os rendimentos tributáveis no ano para saber se será obrigado a declarar ou não. Há, no entanto, outras regras que podem obrigar a entrega da declaração.

    Quem vende imóvel, por exemplo, pode estar sujeito à prestação de contas, assim como quem passou a morar no país em 2025 e se manteve nessa condição em 31 de dezembro do ano passado.

    Também é necessário separar a documentação que garante dedução no IR, como recibos de médicos, escolas, dentistas, planos de saúde e previdência privada.

    QUEM DEVE DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    As regras exatas ainda não foram divulgadas pela Receita Federal e pode ser que haja alguma alteração, em especial sobre o total utilizado como rendimento tributável em 2025. No ano passado, estava obrigado a declarar o IR:

    – Quem recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 33.888
    – Cidadão que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Contribuinte que teve ganho de capital (ou seja, lucro) na alienação (transferência de propriedade) de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto; é o caso, por exemplo, da venda de imóvel com valor maior do que o pago na compra
    – Contribuinte com isenção do IR sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias
    – Quem realizou vendas na Bolsa de Valores que, no total, superaram R$ 40 mil, inclusive se isentas. E quem obteve lucro com a venda de ações, sujeito à incidência do imposto. Valores até R$ 20 mil são isentos
    – Cidadão que tinha, em 31 de dezembro, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 800 mil
    – Contribuinte que obteve receita bruta na atividade rural em valor superior a R$ 169.440 ou quer compensar prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-calendário
    – Quem passou a morar no Brasil em 2024 e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro
    – Contribuinte que optou por declarar bens, direitos e obrigações detidos por offshores
    – Titular de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira
    – Quem optou por atualizar o valor de imóveis com o pagamento de imposto menor instituído em dezembro de 2024
    – Contribuinte que obteve rendimentos em capital aplicado no exterior em aplicações financeiras ou lucros e dividendos de entidades controladas

    QUAL É O VALOR DAS DEDUÇÕES DO IR?

    Se os valores se mantiverem os mesmos de 2025, serão os seguintes:

    – Dedução por dependente: R$ 2.275,08 (valor mensal de R$ 189,59)
    – Limite anual de despesa por com educação: R$ 3.561,50
    – Limite anual do desconto simplificado (desconto-padrão): R$ 16.754,34
    – Para despesas de saúde devidamente comprovadas não há limite de valores
    – Cota extra de isenção para aposentados e pensionistas a partir de 65 anos: R$ 24.751,74 no ano (R$ 22.847,76 mais R$ 1.903,98 relativos ao 13º salário)

    QUAL PRAZO PARA DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    Ainda não há data exata, mas fontes disseram à Folha que o período de entrega da declaração do Imposto de Renda 2025 deverá ser de 16 de março a 29 de maio.

    A intenção do fisco é fazer como ocorre desde 2023 e liberar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda com o máximo de dados possível, por isso, o prazo não tem começado mais no primeiro dia útil de março.

    Quem opta pela pré-preencida entra na fila de prioridade da restituição, que inclui ainda contribuintes que recebem os valores por Pix, idosos acima de 60 e 80 anos, professores cuja maior fonte de renda é o magistério e cidadãos portadores de deficiência física ou mental ou doença grave.

    Para abastecer os supercomputadores da Receita com dados dos contribuintes, as empresas têm até o final de fevereiro para entregar os dados de cada cidadão ao fisco e para disponibilizar os informes de rendimentos aos contribuintes.

    QUAL É A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA?

    TABELA MENSAL DE JANEIRO A ABRIL DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.259,20 – – – –
    De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 169,44
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 381,44
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 662,77
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 896,00

    A PARTIR DE MAIO DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    TABELA ANUAL DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 28.467,20 – – – –
    De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,80 – 7,5% – R$ 2.135,04
    De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 – 15,0% – R$ 4.679,03
    De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 – 22,5% – R$ 8.054,97
    Acima de R$ 55.976,16 – 27,5% – R$ 10.853,78

    COMO SABER SE SOU OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA?

    O principal ponto é somar a renda tributável recebida no ano, como salário, aposentadoria, renda como autônomo e aluguel de imóvel, por exemplo. Se o valor anual ultrapassar o limite de renda da Receita, é preciso declarar.

    Também há outras regras, como ter recebido rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil no ano. FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) são exemplos de renda não tributável.

    Quem tem bens e direitos -somando imóvel e carro, por exemplo- acima de R$ 800 mil também é obrigado a declarar. O valor a ser usado é o da compra do bem.

    QUAIS SÃO OS DOCUMENTOS PARA DECLARAR O IR?

    Empresas, instituições financeiras e órgãos públicos têm até 27 de fevereiro para entregar o informe de rendimentos referente a 2025, mas o contribuinte já pode reunir outros documentos para começar a organizar a declaração do IR.

    Dentre os principais documentos estão recibos e notas de despesas médicas e de educação, comprovantes de compra e venda de veículos ou imóveis no ano passado, informe de rendimentos da empresa onde trabalha ou para a qual prestou serviço em 2024 e extratos bancários, entre outros.

    COMO FAZER A DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 2026?

    A declaração do IR pode ser feita de três formas: ao baixar o programa gerador do imposto no computador, pelo aplicativo para celular ou tablet Meu Imposto de Renda, ou online, pelo eCAC, que é o centro de atendimento virtual da Receita.

    É preciso ter senha do portal Gov.br com certificação ouro ou prata para a pré-preenchida. A Receita estuda ainda a descontinuação do programa para computador, utilizado por 8 em cada 10 contribuintes. A mudança, no entanto, não está prevista para este ano.

    Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

    Fonte: Gazeta Mercantil