Categoria: adivinhar

  • Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

    Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

    Segundo a instituição, o aumento do preço do barril do petróleo tipo Brent melhora o resultado primário, embora o país deva continuar registrando déficit em 2026 e 2027

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A disparada do preço do petróleo em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã deve pressionar a inflação, mas pode aliviar as contas públicas brasileiras -reduzindo o déficit em até 0,6% do PIB, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado), em relatório publicado nesta quinta-feira (16).

    Segundo a instituição, o aumento do preço do barril do petróleo tipo Brent melhora o resultado primário, embora o país deva continuar registrando déficit em 2026 e 2027.

    Sem choque de preços, a IFI projeta resultado negativo de 0,7% do PIB em 2026. Caso o barril se mantenha em torno de US$ 97 até o fim do ano, o déficit cairia para cerca de 0,1%.

    Para 2027, a estimativa é de resultado primário negativo em 1,2% do PIB sem choque. Com o Brent ao redor de US$ 108, o rombo seria menor, de 0,6% do PIB.
    O choque favorece a arrecadação por dois canais: diretamente, via impostos, royalties e participações do Estado em empresas de petróleo; e indiretamente, com a alta da inflação, que amplia a base tributária.

    Os ganhos fiscais poderiam ser maiores caso o governo não adotasse medidas para mitigar os impactos da alta dos combustíveis. Foram concedidos subsídios ao diesel e ao GLP (gás de cozinha), além do adiamento de cobranças tarifárias sobre empresas aéreas.

    Se o preço do barril permanecer elevado, a inflação deve pressionar despesas a partir de 2027, especialmente aquelas indexadas ao salário mínimo, como benefícios previdenciários, BPC, auxílio-desemprego e abono salarial.

    Segundo Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, as estimativas ainda são preliminares e cercadas de incerteza. “Não se pode cravar qual será o comportamento do preço do barril e dos derivados nem os efeitos sobre a inflação global e sua transmissão para cada país”, afirma.

    Nos cálculos da IFI, são considerados todos os gastos do governo. Já nas contas oficiais, como as divulgadas nesta quarta-feira (15), parte dos precatórios, investimentos em Defesa e despesas extraordinárias do fundo social para educação e saúde ficam fora do cálculo, conforme permite uma emenda constitucional.

    Para o crescimento da dívida pública, no entanto, o que importa é o gasto efetivo. Por isso, a IFI inclui todas as despesas em suas projeções.

    O Ministério do Planejamento apresentou nesta quarta o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 e desconsiderou os efeitos da guerra sobre o resultado fiscal, diante das incertezas do cenário.

    Estados Unidos e Irã disputam o controle do trânsito marítimo no Estreito de Hormuz, ligação entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

    Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

    Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

    Brasil se valoriza pelo diferencial de juros com os EUA e pela distância em relação a guerra no Irã. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar sobe nesta quinta-feira (16), em um ambiente em que investidores permanecem atentos às negociações envolvendo EUA e Irã, mas já adotam uma postura mais cautelosa. Dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerada uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), também estão no radar.

    Às 14h09, a moeda norte-americana subia 0,30%, cotada a R$ 5,007, em linha com o avanço no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis pares fortes, tinha alta de 0,19%.

    No mesmo horário, a Bolsa recuava 0,44%, aos 196.864 pontos, na contramão do avanço das ações da Petrobras.

    A possível retomada das negociações de paz entre EUA e Irã permanece no radar, mas, sem novidades relevantes no conflito geopolítico, agentes do mercado passam a adotar uma postura de maior precaução.

    A corretora Ágora vê o dólar em oscilação, com o cenário internacional incerto, mas destaca a valorização de ativos brasileiros, pincipalmente pela exposição a commodities como petróleo.

    Nesta quinta, a commodity avança com o clima de indefinição. As 14h10, o preço do petróleo Brent, referência mundial, subia 4,80%, a US$ 99,47, enquanto o barril WTI, avançava 3,33%, a US$ 94,36. A alta influencia na valorização das ações da Petrobras, que subiam até 4,17%.

    No câmbio, a moeda americana ainda mantém os menores níveis desde de março de 2024, quando chegou a R$ 4,980, rondando o patamar de R$ 5.

    Na última semana, o cenário de negociações impulsionou a busca global por ativos de risco. O comportamento beneficiou o fluxo para mercados emergentes, como é o caso do Brasil. A trégua retomou o fluxo de investimentos estrangeiros para os países.

    O Brasil se valoriza pelo diferencial de juros com os EUA e pela distância em relação ao conflito. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

    Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou. Na sexta (10), a moeda encostou nos R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor. Na segunda (13), o dólar rompeu o piso, patamar que não era alcançado desde 2024.

    Na última quarta-feira, o entusiasmo já começou a ser revertido, sem sinais claros de um progresso no cenário geopolítico.

    “Os investidores estão em compasso de espera. Na terça-feira, dois dias atrás, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações diplomáticas podem ser retomadas nos próximos dois dias, mas outras fontes afirmaram que o encontro poderia ocorrer somente no final de semana. Então, sobra essa dúvida”, diz Lucca Bezon, especialista em inteligência de mercado da StoneX.

    Na quarta-feira, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as conversas entre Estados Unidos e Irã estão em andamento e que o governo de Donald Trump está otimista com a possibilidade de um acordo para o fim do conflito.

    “Continuamos muito engajados nessas conversas, vocês ouviram do vice-presidente [J. D. Vance] e do presidente [Trump] nesta semana que essas conversas estão sendo produtivas e estão em andamento”.

    Algo similar foi dito por Trump na quarta em entrevista ao canal Fox. “Acho que isso pode acabar muito em breve. Vai acabar logo”, disse em referência ao conflito.

    Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao estreito de Hormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua.

    O comando militar do Irã ameaça agir para conter o comércio pelo mar Vermelho caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do país não seja levantado.

    A via tem sido utilizada por empresas para desviar das tensões entre os países, inclusive por companhias do agronegócio brasileiro,

    A medida dos EUA foi uma resposta à cobrança de pedágio feita pelo Irã para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

    No Brasil, destaque para dados do IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB. O indicador teve uma alta de 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, segundo dado dessazonalizado. A expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,47%.

    Apesar da alta, o IBC-BR demonstrou desaceleração em relação à alta de 0,86% em janeiro. “[O dado] reforça a leitura de que a economia ainda cresce, mas com um menor fôlego na margem”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

    Em conjunto com dados do IPCA de março, que registrou alta de 0,88% em março, os dados reforçam a posição de vigilância do BC (Banco Central) em relação a trajetória da curva de juros -hoje em 14,75%.

    “Esse quadro costuma pesar sobre setores mais sensíveis a juros, mas também dá sustentação ao argumento de que o mercado seguirá calibrando expectativas de crescimento e Selic com muita cautela nas próximas semanas”, diz Araújo.

    Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

    Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

    Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Vorcaro

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na atuação da instituição para comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

    Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.

    O ex-diretor é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, um dos fundamentos para a prisão é a suspeita de que ele teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões , dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento.

    O advogado Cléber Lopes, que faz a defesa de Costa, disse que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão realizada foi um exagero por parte da Justiça. “A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”, disse Lopes ao deixar o apartamento do ex-presidente do BRB no bairro Noroeste, em Brasília, onde ocorreu a prisão.

    Além do ex-diretor, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de um esquema criminoso envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master.

    Monteiro foi responsável pela arquitetura societária e financeira destinada à aquisição e ocultação de seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões, que seriam destinados a Costa.

    Para esconder o real beneficiário dos imóveis, ele teria operado uma estrutura de empresas de fachada e fundos de investimento. As investigações apontam que ele indicou o próprio cunhado, Hamilton Edward Suaki, para figurar como diretor das empresas adquirentes.

    Ele atuou ainda na frente jurídica para dar aparência de legalidade a operações envolvendo carteiras de crédito fictícias vendidas pelo Banco Master ao BRB. Isso incluía a elaboração e o ajuste de contratos, extratos e documentos que o Banco Central posteriormente identificou como inconsistentes ou artificiais.

    A reportagem ainda não conseguiu localizar a defesa de Monteiro.

    Ao longo das investigações, Costa negou qualquer irregularidade. Ele argumentava que não houve decisão individual e que os instrumentos usados na compra de carteiras são comuns no mercado. A defesa sustentava que a estrutura do BRB é caracterizada pela colegialidade, com decisões distribuídas entre diretoria, conselho de administração e comitês técnicos.

    Costa esteve à frente do BRB de 2019 a novembro de 2025, por indicação do então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Antes de assumir o comando do BRB, trabalhou por quase duas décadas na Caixa, onde foi vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

    Paulo Henrique Costa era alvo de investigações desde a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do executivo, mas a medida foi negada pela Justiça Federal, que determinou apenas seu afastamento do comando do banco.

    No início de abril, o BRB entregou à PF o relatório final de uma auditoria independente sobre seus negócios com o Master, conduzida pelo escritório Machado Meyer com assistência da consultoria Kroll. O material consolidou suspeitas que já vinham sendo apuradas desde a primeira fase da operação.

    A auditoria aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como “negócio do presidente” e conduzidas sob pressão e urgência.

    O relatório indica que as carteiras eram fragmentadas, para evitar a necessidade de aprovação pelo Conselho de Administração do banco público -aquisições bilionárias teriam sido determinadas e analisadas no mesmo dia. Em alguns casos, negociações foram feitas sem a entrega de relatórios exigidos contratualmente.

    Do total de operações realizadas entre 2024 e 2025, 83% envolveram ativos ligados ao Master, volume considerado elevado diante da ausência de mecanismos eficazes de mitigação de risco.

    Ao todo, o BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco ligado a Vorcaro. Parte relevante desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de ausência de lastro, inconsistências estruturais e vícios documentais.

    As investigações também identificaram suspeitas de contratos inadimplentes e registros em nome de pessoas mortas.

    A Polícia Federal encontrou uma anotação na agenda da ex-diretora de Controle e Riscos do BRB Luana de Andrade Ribeiro, de julho do ano passado, em que afirma que Paulo Henrique Costa também teria determinado a compra de carteiras para salvar o Master.

    A suspeita é que o Banco Master não tinha dinheiro suficiente para pagar os títulos que emitia no mercado e, portanto, comprou papéis fabricados pela Tirreno Consultoria, sem realizar qualquer pagamento. Em seguida, revendeu esses papéis ao BRB.

    A Polícia Federal investigava se os dirigentes do Banco de Brasília teriam aceitado esses ativos sem a documentação necessária para a formalização do negócio.

    Investigações apontam que, após o Banco Central rejeitar a proposta de aquisição do Master pelo BRB e proibir novas compras de carteiras, o Banco de Brasília aceitou a substituição de parte desses papéis, mas alguns desses ativos também tinham suspeitas de fraude.

    Em depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025, Costa disse que não havia “evidência concreta” de que as carteiras de crédito da Tirreno tinham problemas.

    As investigações também miram os negócios em que Vorcaro e seus associados se tornaram acionistas do próprio BRB -banco que era o principal comprador de carteiras do Master.

    O BRB fez duas operações de aumento de capital em 2024, no valor de R$ 1 bilhão. Na primeira delas, dois acionistas compraram ações do banco e repassaram os papéis para fundos que pertenciam à teia do Master e que não poderiam participar dessa rodada.

    Após as duas operações, Vorcaro, seu ex-sócio no Master Maurício Quadrado e o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se acionistas de 23,5% do capital do BRB.

    Com base nos elementos colhidos, a auditoria da Machado Meyer aponta que Costa teria organizado “operação triangulada e com elementos suspeitos de simulação para permitir que tais fundos fizessem a aquisição de ações”.

    A defesa nega irregularidades e destaca que o BRB comunicou ao Banco Central, em janeiro de 2025, que o fundo Verbier se tornaria um “participante qualificado” do capital do banco, e que, em 23 de abril de 2025, comunicou o BC após tomar conhecimento da identidade dos beneficiários finais dos fundos.

    Na primeira fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025, foi afastado do cargo por 60 dias por determinação judicial, com base em suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

    Demitido no dia seguinte pelo governador, foi substituído por Nelson Souza, ex-presidente da Caixa.

    Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

    Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

    Latam anuncia nova cabine executiva com assentos que viram cama em aviões de corredor único a partir de 2027. Modelo será inédito na América do Sul e permitirá voos mais longos com maior conforto em rotas entre cidades médias

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nesta quarta-feira, a Latam anunciou que oferecerá cabine executiva com assentos que viram cama nas aeronaves Airbus A321 XLR, de corredor único, que devem chegar à companhia a partir de 2027. Os assentos serão do modelo VantageSOLO, fabricados pela Thompson Aero Seating.

    Segundo a companhia, a configuração da cabine premium será 1-1, com dois assentos por fileira, próximos às janelas da aeronave. As outras áreas do avião devem manter a configuração comum 3-3, com seis assentos por fileira, preservando as cabines econômica e econômica premium. No total, a aeronave terá capacidade “superior a 170 passageiros” -o número exato, no entanto, não foi confirmado pela Latam.

    Apesar de ser relativamente comum em companhias que já operam o A321 XLR (como a espanhola Ibéria, de Madri para Fortaleza e Recife, e a portuguesa TAP), essa será a primeira vez que uma aérea da América do Sul oferece esse tipo de serviço em aeronaves de corredor único. Esses novos aviões também devem ganhar um sistema de entretenimento de bordo semelhante àqueles dos aviões maiores, com telas na traseira dos assentos.

    Por enquanto, a companhia ainda não anunciou as rotas que devem ser atendidas pelo A321XLR, mas a expectativa é que a aeronave seja usada para serviços de longa distância entre cidades médias, que não teriam demanda suficiente para encher um avião de corredor duplo. Esse novo modelo de aeronave foi projetado justamente para esse tipo de rota.

    Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Caixa começa a pagar Bolsa Família de abril

    Caixa começa a pagar Bolsa Família de abril

     O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco

    A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de abril do Bolsa Família. Recebem nesta quinta-feira (16) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo cerca de 18,9 milhões de famílias receberão o benefício neste mês.

    Os beneficiários de dez estados receberão o crédito nesta quinta, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe.

     

    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Além do benefício integral, cerca de 2 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
     

     

    Caixa começa a pagar Bolsa Família de abril

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Veja o que já se sabe sobre o novo programa para renegociar dívidas

    Veja o que já se sabe sobre o novo programa para renegociar dívidas

    A expectativa é que o programa movimente entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em dívidas repactuadas, dentro de um universo estimado entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo federal avança no desenho de um novo programa de renegociação de dívidas que, diante do alto nível de endividamento das famílias, tornou-se uma das preocupações do presidente Lula (PT) para o ano eleitoral. A proposta prevê a substituição de débitos antigos por um novo financiamento, que teria juros menores e prazos maiores.

    A operação deve contar com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações), que é abastecido com recursos federais. O fundo cobriria eventuais inadimplências, reduzindo o risco para os bancos e permitindo o barateamento do crédito. A equipe econômica quer colocar a iniciativa de pé antes do período eleitoral, e o programa deve durar três meses, segundo integrantes do governo.

    As próprias instituições financeiras darão um desconto no saldo devedor e oferecerão uma nova linha com juros menores. A proposta também prevê a possibilidade de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço): trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão sacar até 20% do saldo para quitar dívidas, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    A expectativa é que o programa movimente entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em dívidas repactuadas, dentro de um universo estimado entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões.

    Dentro da área econômica, há preocupação de que o pacote seja interpretado como um estímulo ao crédito para impulsionar o consumo, o que poderia gerar pressão adicional sobre a inflação.

    QUE TIPOS DE DÍVIDAS PODERÃO SER RENEGOCIADAS?

    O financiamento vai abarcar três tipos de linha de crédito em atraso: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Essas linhas são consideradas mais arriscadas porque nenhuma delas tem garantia, como acontece com o crédito consignado, no qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento de servidores públicos e de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

    COMO E PARA QUEM AS OFERTAS PODERÃO SER FEITAS?

    Cada instituição financeira poderá oferecer os três tipos de dívida de cada cliente (CPF). Sobre esse valor total da dívida, o banco dará o desconto, que poderá chegar a 90%. Serão renegociadas dívidas de pessoas físicas que ganham até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

    COMO O DESCONTO SERÁ DEFINIDO?

    O desconto vai ser proporcional ao dia de atraso. Quanto mais velha a dívida, maior será o desconto. Por exemplo, uma dívida de cem dias de atraso terá um abatimento menor do que uma de 300 dias.

    SERÁ NECESSÁRIO PROCURAR CADA BANCO INDIVIDUALMENTE?

    Sim. O endividado terá que buscar a negociação em cada banco em que tiver contraído a pendência. Por exemplo, se tiver dívidas em três bancos diferentes, terá que fazer a negociação em cada um deles.

    COMO SERÁ O USO DO FGTS?

    Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) poderão sacar até 20% de seu saldo no FGTS para quitar dívidas.

    O DESCONTO SERÁ DE QUANTO?

    Segundo o ministro da Fazenda, a expectativa é que o desconto chegue a 90%. O ministro citou um exemplo: a pessoa tem uma dívida de R$ 10 mil com juros de 8% ao mês. Com o desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. A partir daí, o pagamento desse saldo pode ser renegociado com taxas menores.

    QUAL DEVE SER A TAXA DE JUROS PARA AS DÍVIDAS RENEGOCIADAS?

    As dívidas de pessoas físicas renegociadas deverão ter uma taxa de juros de até 1,99% ao mês.

    HAVERÁ RESTRIÇÃO PARA APOSTAR EM BETS?

    Sim. O programa também prevê restringir o acesso a bets para quem renegociar dívidas, criando uma espécie de quarentena. O prazo dessa restrição ainda não foi oficialmente definido, mas o governo trabalha com um período de cerca de seis meses.

    QUAL DEVE SER O PERÍODO DE ATRASO DAS DÍVIDAS ELEGÍVEIS?

    A Fazenda e os bancos ainda discutem esse ponto. O governo defende que possam ser refinanciadas, com garantia do FGO, dívidas com atraso superior a 61 dias e de até 360 dias.

    Já os bancos propõem a repactuação de débitos com mais de 91 dias e até três anos de inadimplência, faixa que demanda maior volume de provisões que os bancos têm que fazer nos seus balanços.

    SERÁ POSSÍVEL NEGOCIAR DÍVIDAS DE MEIs, TRABALHADORES INFORMAIS E CRÉDITOS ESTUDANTIS?

    Sim. O governo discute incluir no programa dívidas de MEIs (microempreendedores individuais), além de micro e pequenas empresas. Em outra frente, a equipe econômica ainda avalia a possibilidade de contemplar também débitos de crédito estudantil.

    O pacote deve prever linhas específicas para caminhoneiros, motoristas de aplicativos e taxistas, além de medidas de apoio a setores como construção civil e fertilizantes.

    QUAL DEVE SER A PLATAFORMA UTILIZADA PARA A RENEGOCIAÇÃO?

    Bancos propuseram um modelo operacional em que a renegociação das dívidas não passe por uma plataforma do governo, como ocorreu no Desenrola Brasil, mas seja realizada diretamente nos canais das próprias instituições financeiras, o que tende a simplificar as operações.

    A proposta prevê a exigência de um curso de educação financeira como condição para adesão ao programa.

    QUAIS SÃO OS PONTOS DE DESAFIO PARA FECHAR O PROGRAMA FINAL?

    Um dos principais entraves é como reforçar o FGO para viabilizar as garantias das novas operações. Técnicos ouvidos pela reportagem afirmam que o fundo tem hoje menos de R$ 1 bilhão disponível, valor considerado insuficiente.
    Um novo aporte exigiria espaço no Orçamento por se tratar de despesa primária sujeita ao arcabouço fiscal, o que implicaria cortes em outras áreas.

    Com isso, surgiu a ideia de usar o “dinheiro esquecido” em bancos e outras instituições financeiras, que somam cerca de R$ 10,5 bilhões, segundo o Banco Central. Embora uma lei de 2024 autorize o Tesouro a se apropriar desses valores, há controvérsias sobre seu tratamento fiscal e questionamentos jurídicos, especialmente se os recursos forem transferidos diretamente ao FGO sem passar pelo Orçamento.

    COMO FUNCIONOU A PRIMEIRA EDIÇÃO DO DESENROLA BRASIL?

    O Desenrola Brasil foi lançado em 2023 em um contexto de recorde de inadimplência, que então atingia 71,4 milhões de pessoas, segundo a Serasa. O programa durou cerca de dez meses e reduziu o número de inadimplentes que ganhavam até dois salários mínimos ou eram inscritos no Cadastro Único de 25,2 milhões para 23,1 milhões ao seu término, em maio de 2024.

    Desde então, porém, a inadimplência voltou a crescer. Quase dois anos após o fim do Desenrola, o país soma cerca de 81,7 milhões de pessoas com contas em atraso, com o calote do consumidor no maior nível desde 2012.

    Veja o que já se sabe sobre o novo programa para renegociar dívidas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • PF prende ex-presidente do BRB após detectar caminho da propina em operação com Banco Master

    PF prende ex-presidente do BRB após detectar caminho da propina em operação com Banco Master

    Ex-presidente do BRB é alvo de prisão preventiva após investigação apontar suposto recebimento de propina em negociação bilionária com o Banco Master. Operação também prendeu advogado ligado ao esquema de lavagem de dinheiro.

    A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.

    A PF informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que identificou o caminho de suposta propina destinada a Paulo Henrique, relacionada à negociação de venda do Banco Master ao BRB, que seria paga por meio de uma operação de aquisição de imóveis. Com base nessas informações, Mendonça decretou a prisão preventiva. O mandado foi cumprido na manhã desta quinta-feira, na residência de Paulo Henrique Costa, em Brasília. A defesa do ex-presidente do BRB ainda não se manifestou.

    Também foi preso, em São Paulo, o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo de Daniel Vorcaro. Ele seria o responsável por estruturar o esquema de lavagem de dinheiro usado para o repasse da propina ao ex-dirigente do banco. A defesa dele também não se pronunciou até o momento.

    Esta quarta fase da operação foi deflagrada para aprofundar as investigações sobre a transação entre o BRB e o Banco Master. O banco público teria injetado R$ 12 bilhões na instituição de Vorcaro, por meio da compra de carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas. A operação gerou um prejuízo bilionário ao BRB, que ainda não divulgou o valor final das perdas e adiou a apresentação do balanço de 2025.

    A terceira fase da operação ocorreu em 4 de março e levou à prisão de Vorcaro, após a polícia identificar conversas nas quais ele ordenava ataques contra adversários e mantinha uma espécie de milícia armada. Atualmente, o banqueiro negocia um acordo de delação premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

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    PF prende ex-presidente do BRB após detectar caminho da propina em operação com Banco Master

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • INSS libera consulta a valor do 13º salário dos aposentados

    INSS libera consulta a valor do 13º salário dos aposentados

    O pagamento da primeira parcela do 13º começa no dia 24 de abril. O valor da gratificação natalina será liberado junto com o benefício mensal, no mesmo dia em que o segurado recebe o pagamento da Previdência Social

    PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) liberou a consulta da prévia do 13º salário dos aposentados e pensionistas nesta quarta-feira (15). Os beneficiários podem conferir os valores por meio do site e do aplicativo Meu INSS, no extrato de pagamento.

    O pagamento da primeira parcela do 13º começa no dia 24 de abril. O valor da gratificação natalina será liberado junto com o benefício mensal, no mesmo dia em que o segurado recebe o pagamento da Previdência Social.

    Em maio, será liberada a segunda parcela, em uma antecipação de valores no primeiro semestre deste ano, como vem ocorrendo desde 2020, na pandemia de Covid-19. A liberação vai beneficiar 35,2 milhões de segurados, como noticiou a Folha em fevereiro, e deve injetar R$ 78,268 bilhões na economia.

    O pagamento do 13º é feito conforme o final do número de benefício, sem considerar o dígito verificador. Recebe primeiro o aposentado ou pensionista que tiver direito a um salário mínimo, hoje em R$ 1.518. Depois, é feito o pagamento a quem ganha acima do mínimo até o teto da Previdência, de R$ 8.475,55.

    Têm direito ao 13º todos que recebem aposentadoria, pensão e auxílios. A gratificação natalina não é paga para beneficiários de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e RMV (Renda Mensal Vitalícia).

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO 13º DO INSS EM 2026

    Para benefícios iguais ao salário mínimo, primeira e segunda parcelas:

    FINAL DO BENEFÍCIO – PRIMEIRA PARCELA – SEGUNDA PARCELA

    1 – 24/abr – 25/mai
    2 – 27/abr – 26/mai
    3 – 28/abr – 27/mai
    4 – 29/abr – 28/mai
    5 – 30/abr – 29/mai
    6 – 04/mai – 01/jun
    7 – 05/mai – 02/jun
    8 – 06/mai – 03/jun
    9 – 07/mai – 05/jun
    0 – 08/mai – 08/jun

    Para benefícios acima do salário mínimo, primeira e segunda parcelas:

    FINAL DO BENEFÍCIO – PRIMEIRA PARCELA – SEGUNDA PARCELA
    1 e 6 – 04/mai – 01/jun
    2 e 7 – 05/mai – 02/jun
    3 e 8 – 06/mai – 03/jun
    4 e 9 – 07/mai – 05/jun
    5 e 0 – 08/mai – 08/jun

    O depósito é feito no banco em que o segurado recebe a renda da Previdência e leva em consideração o número final do benefício, sem incluir o dígito verificador.

    QUEM TEM DIREITO AO 13º DO INSS?

    Têm direito ao 13º todos que recebem aposentadoria, pensão e auxílios. A gratificação natalina não é paga para beneficiários de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e RMV (Renda Mensal Vitalícia).

    Quem se aposentou em janeiro deste ano ou já estava aposentado em anos anteriores recebe, nesta primeira parcela, exatamente a metade do valor do benefício. Para quem se aposenta após fevereiro, o pagamento é proporcional aos meses de benefício.

    Segurados que recebem auxílio-doença também têm um cálculo proporcional do 13º, que leva em conta o número de meses em que a renda será paga, já que se trata de um benefício temporário.

    Já quem se aposenta após o pagamento da primeira e da segunda parcela, cujo pagamento será feito em maio, recebe os valores proporcionais na competência de novembro.

    COMO CONSULTAR O VALOR?

    O primeiro pagamento do 13º salário é feito considerando o mês em que o aposentado começou a receber o benefício. Se já estava aposentado em janeiro daquele ano, receberá o valor integral, sendo 50% na primeira parcela e o restante na segunda.

    A segunda parcela pode ter o desconto do Imposto de Renda, caso o segurado seja obrigado a pagar o tributo. Para quem se aposentou neste ano, a partir de fevereiro, o pagamento do 13º salário é proporcional ao número de meses em que ganhou o benefício até o final do ano.

    A consulta para saber o valor exato que será pago já está liberada, sendo que quem recebe o salário mínimo costuma saber o valor antes dos outros beneficiados. Após o primeiro dia de pagamento, o INSS libera o extrato atualizado para todos os segurados.

    A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, que pode ser baixado nas lojas Play Store (Android) e App Store (iOS). O desenvolvedor é Serviços e Informações do Brasil. É preciso ter cadastro no Portal Gov.br para conseguir o acesso no celular e no site.

    Clique no seguinte link para saber como criar uma conta:

    1. Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
    2. Faça login com sua conta do portal Gov.br, informando CPF e senha
    3. Clique na opção “Extrato de Pagamento”
    4. Selecione o mês de referência correspondente ao pagamento do 13º; neste caso, é abril
    5. O valor da gratificação (13º) aparecerá como uma parcela adicional
    6. Também é possível ver o valor do benefício mensal
    7. Em maio, quando houver desconto do IR para quem é obrigado a pagar, esse valor também estará disponível

    COMO E POR QUE É FEITA A ANTECIPAÇÃO DO 13º?

    A antecipação do 13º para o primeiro semestre foi uma prática dos governos de Luiz Inácio e Dilma Rousseff após demandas das centrais sindicais e dos sindicatos de aposentados, que pressionaram para o adiantamento de uma das parcelas.

    Em geral, a gratificação era paga em junho e, depois, entre outubro e novembro. No governo de Dilma, em seu último ano, houve atraso devido à crise econômica, e o pagamento ocorreu em agosto e setembro.

    O então presidente Jair Bolsonaro (PL) tornou o adiantamento regra. Na regulamentação da reforma da Previdência, criou-se obrigação de se pagar a primeira parcela do 13º sempre no primeiro semestre. Desde a pandemia, no entanto, os valores das duas parcelas vêm sendo antecipados para o primeiro semestre.

    INSS libera consulta a valor do 13º salário dos aposentados

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar fecha estável cotado a R$ 4,99; Bolsa recua com guerra dos EUA

    Dólar fecha estável cotado a R$ 4,99; Bolsa recua com guerra dos EUA

    A cotação manteve a moeda norte-americana no menor nível desde 27 de março de 2024, quando encerrou a R$ 4,980; Bolsa foi impactada pelo movimento e recuou 0,46%, aos 197.737 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou próximo da estabilidade, em queda de 0,01%, cotado a R$ 4,992, nesta quarta-feira (15), à medida que o otimismo dos últimos pregões deu lugar a um tom mais cauteloso entre investidores.

    A possível retomada das negociações de paz entre EUA e Irã permaneceu no radar, mas, sem novidades relevantes no conflito geopolítico, agentes do mercado passaram a adotar maior aversão ao risco ao longo do dia.

    Ainda assim, a cotação manteve a moeda norte-americana no menor nível desde 27 de março de 2024, quando encerrou a R$ 4,980. É o terceiro pregão consecutivo em que o dólar fecha abaixo dos R$ 5.

    A Bolsa, por sua vez, foi impactada pelo movimento e recuou 0,46%, aos 197.737 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes.

    O desempenho do Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, acompanhou um cenário global misto.

    Na Europa, o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuou 0,74%, acompanhado das Bolsas de Londres (-0,47%), Paris (-0,64%), Madri (-0,55%) e Milão (-0,04%). Nos EUA, os índices S&P 500 e Nasdaq avançaram 0,80% e 1,59%, respectivamente. O Dow Jones fechou em queda de 0,15%.

    Analistas continuaram monitorando a possibilidade de negociações entre EUA e Irã. Entretanto, o otimismo que levou a moeda norte-americana a cair abaixo dos R$ 5 já começa a dar sinais de perda de fôlego.

    “Nos últimos dias, temos observado um ambiente global de maior apetite por risco, o que vem beneficiando moedas de países emergentes, incluindo o real. Esse cenário positivo ainda persiste, mas começou a perder força diante da ausência de novos fatos”, diz Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.

    Nesta quarta-feira, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as conversas entre Estados Unidos e Irã estão em andamento e que o governo de Donald Trump está otimista com a possibilidade de um acordo para o fim do conflito.

    “Continuamos muito engajados nessas conversas, vocês ouviram do vice-presidente [J. D. Vance] e do presidente [Trump] nesta semana que essas conversas estão sendo produtivas e estão em andamento”.

    Algo similar já havia sido dito por Trump nesta quarta em entrevista ao canal Fox. “Acho que isso pode acabar muito em breve. Vai acabar logo”, disse em referência ao conflito.

    Além das negociações entre Irã e EUA, representantes do Líbano e de Israel se reuniram na terça-feira em Washington para iniciar uma negociação com o objetivo de interromper os ataques e a ocupação israelense no território libanês.

    O encontro terminou sem um anúncio de cessar-fogo, mas com o compromisso de que Beirute e Tel Aviv realizarão tratativas diretas no futuro, sem mediação americana.

    Líbano e Israel estão formalmente em guerra desde a criação do Estado judeu, em 1948, e poucas vezes trataram da relação por vias diplomáticas. Ainda que de fato histórica sob esse ponto de vista, a negociação desta terça foi vista apenas como um primeiro passo de reaproximação possível na tensa relação entre os vizinhos no Oriente Médio.

    Tel Aviv realizou seu maior ataque ao Líbano no dia em que o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã foi anunciado. O ataque foi feito com o objetivo de enfraquecer o Hezbollah, facção libanesa apoiada pelo Irã.

    Washington quer avançar no fim das hostilidades entre Israel e Hezbollah e pressiona Tel Aviv. Isso porque a trégua no Líbano é uma das condições de Teerã para um acordo de paz duradouro em seu território.

    O cenário de negociações tem impulsionado o otimismo dos investidores, que ampliaram a busca global por ativos de risco. O comportamento beneficia o fluxo para mercados emergentes, como é o caso do Brasil.

    A desvalorização recente do dólar é resultado desse cenário. O país se valoriza pelo diferencial de juros com os EUA e pela distância em relação ao conflito.

    A isso se soma a retomada do fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

    Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou: a trégua entre os países, anunciado em 7 de abril, reduziu a aversão ao risco global e reacendeu o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes.

    O movimento se intensificou a partir da última semana. Na sexta (10), a moeda encostou nos R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor. Na segunda (13), o dólar rompeu o piso, patamar que não era alcançado desde 2024.

    Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao estreito de Hormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua.

    O comando militar do Irã ameaça agir para conter o comércio pelo mar Vermelho caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do país não seja levantado.

    A via tem sido utilizada por empresas para desviar das tensões entre os países, inclusive por companhias do agronegócio brasileiro,

    A medida dos EUA foi uma resposta à cobrança de pedágio feita pelo Irã para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

    Ainda durante o pregão, pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro repercutiu entre investidores brasileiros.

    No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos.

    No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

    Dólar fecha estável cotado a R$ 4,99; Bolsa recua com guerra dos EUA

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Receita recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda

    Receita recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda

    Número representa recorde na velocidade de entrega; Receita disse que os dados mostram um comportamento historicamente observado nos anos anteriores, com redução progressiva na malha fina

    A Receita Federal informou nesta quarta-feira (15) que já recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda, das quais mais de 60% foram pré-preenchidas.

    Os dados são até o dia 13 de abril e, segundo a Receita, mostram um recorde de velocidade de entrega em relação aos anos anteriores. A Receita disse ainda que a grande maioria dos contribuintes não está na malha fina.

    “Existe um processo absolutamente normal de mais retenções na malha no início da campanha, em que informações seguem sendo ajustadas, confirmadas e, quando necessário, retificadas, tanto pelos contribuintes quanto por fontes pagadoras. Malha não é punição; é etapa de conferência”, informou o órgão.

    A Receita disse que os dados mostram um comportamento historicamente observado nos anos anteriores, com redução progressiva na malha fina à medida que as informações são corrigidas e os dados reprocessados.

    Até o dia 5 de abril, o percentual de declarações retidas em malha estava em 11,22% e, uma semana depois, esse percentual caiu para 8,15% no dia 13 de abril. No início de abril de 2025, segundo a Receita, o percentual de declarações do imposto de renda retidas em malha era de 8,21%.

    A Receita Federal também informou que já está em contato direto com empregadores que concentram contribuintes atualmente retidos em malha, orientando que as correções sejam feitas o quanto antes.

    “Assim que essas informações são ajustadas pelas fontes pagadoras, a Receita reprocessa automaticamente as declarações, o que permite que retenções sejam revistas e, quando for o caso, liberadas sem necessidade de nova ação do contribuinte”, disse a Receita.

    Receita recebeu mais de 11 milhões de declarações de Imposto de Renda

    Fonte: Gazeta Mercantil