Categoria: adivinhar

  • Caixa muda regras e facilita compra da casa própria; veja o que muda

    Caixa muda regras e facilita compra da casa própria; veja o que muda

    Entraram em vigor as novas regras da Caixa Econômica Federal que ampliam o acesso ao financiamento habitacional. O pacote, apoiado pelo governo, deve injetar R$ 20 bilhões no setor, reduzir o valor de entrada para imóveis e permitir o uso do FGTS em operações de até R$ 2,25 milhões

    Desde esta segunda-feira (13), a compra da casa própria está mais acessível. Entraram em vigor as novas regras da Caixa Econômica Federal para ampliar o acesso ao financiamento habitacional. 

    As medidas devem injetar R$ 20 bilhões no crédito imobiliário e, segundo o banco, financiar 80 mil novos imóveis até o fim do próximo ano.

    O pacote apoiado pelo governo federal inclui o aumento da cota máxima de financiamento para 80% do valor do imóvel e a elevação do teto de imóveis financiáveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

    As mudanças beneficiam especialmente famílias com renda mensal acima de R$ 12 mil, faixa até então com dificuldade para acessar crédito habitacional fora das taxas de mercado. 

    A redução da entrada destrava o acesso ao crédito para milhares de famílias que estavam próximas de obter o financiamento, mas não conseguiam juntar o valor inicial suficiente.

    Responsável por cerca de 70% dos financiamentos habitacionais do país, a Caixa será a principal instituição a operar o novo modelo, que ficará em fase de teste até o fim de 2026.

    Se o formato se revelar eficaz para ampliar a oferta de crédito imobiliário e reduzir custos, o funcionamento pleno está previsto para 2027.

    O que muda na prática?

    Antes das novas regras, o financiamento máximo era limitado a 70% do valor do imóvel. Com o retorno da cota de 80%, o comprador precisa dispor de uma entrada menor.

    Exemplo para um imóvel de R$ 500 mil:

    Regra antiga (70%): entrada de R$ 150 milRegra nova (80%): entrada de R$ 100 mil

    O que muda para quem usa o saldo do FGTS?

    O Sistema Financeiro da Habitação (SFH), criado para oferecer condições especiais e juros menores, também passou por atualização.

    O novo teto de R$ 2,25 milhões amplia o alcance das regras que permitem usar o saldo do FGTS como parte do financiamento.

    Agora, imóveis de valor mais alto podem ser adquiridos com juros regulados e benefícios antes restritos a faixas de preço menores.

    Como usar o FGTS em financiamentos habitacionais:

    como entrada, reduzindo o valor a ser financiado;para amortizar o saldo devedor, diminuindo parcelas ou prazo;para pagar parte das prestações, aliviando o orçamento mensal.

    Outras dúvidas comuns

    O FGTS pode ser usado para financiar qualquer imóvel?

    Sim, desde que o valor do imóvel não ultrapasse R$ 2,25 milhões e o financiamento seja feito dentro do SFH.

    Quem pode se beneficiar?

    As novas condições foram pensadas para famílias de classe média, com renda acima de R$ 12 mil mensais. Os compradores com renda inferior a esse valor continuam contemplados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, voltado à habitação popular.

    As regras valem para imóveis novos e usados?

    Sim. As condições se aplicam tanto para imóveis novos quanto usados, desde que o valor esteja dentro dos limites do SFH.

    Preciso ser cliente da Caixa para financiar?

    Não. Qualquer pessoa que atenda aos requisitos de renda, comprovação de capacidade de pagamento e documentação pode pedir o financiamento.

    Como saber quanto posso financiar?

    A Caixa oferece um simulador em sua página na internet que estima o valor do crédito e das parcelas de acordo com a renda familiar e o perfil do comprador.

    Que passos devo seguir para pedir o financiamento habitacional?

    Reunir documentos: comprovantes de renda, identidade e declaração de imposto de renda.Fazer simulação online no site da Caixa.Procurar uma agência com os dados em mãos para negociar o financiamento.

    O que muda no uso de recursos da poupança?

    Regras atuais:

    65% dos recursos depositados na poupança são obrigatoriamente destinados ao crédito habitacional;20% são retidos pelo Banco Central, como depósito compulsório;15% permanecem livres para outras operações dos bancos.

    Período de transição, de 2025 até janeiro de 2027:

    Percentual de depósitos compulsórios cairão de 20%, para 15%. A diferença, de 5 pontos percentuais, será aplicada no novo modelo.

    Depois do período de transição, a partir de janeiro de 2027:

    Fim da obrigação de os bancos destinarem 65% dos depósitos da poupança ao crédito habitacional;Depósitos compulsórios no Banco Central serão extintos;Até 100% do dinheiro aplicado na poupança poderá ser usado no crédito habitacional.

    Caixa muda regras e facilita compra da casa própria; veja o que muda

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar cai para R$ 5,46 com alívio nas tensões entre EUA e China

    Dólar cai para R$ 5,46 com alívio nas tensões entre EUA e China

    O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 5,462, com queda de R$ 0,041 (-0,75%); Bolsa tem leve recuperação e sobe 0,78%, após duas quedas

    O arrefecimento das tensões entre os Estados Unidos e a China permitiu um dia de recuperação no mercado financeiro. O dólar caiu quase 1%, após encerrar a semana passada em R$ 5,50. A bolsa de valores subiu, depois de duas quedas seguidas, e retomou os 141 mil pontos.

    O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (13) vendido a R$ 5,462, com queda de R$ 0,041 (-0,75%). A cotação operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h, chegou a R$ 5,44.

    Apesar da queda desta segunda, a moeda estadunidense sobe 2,61% em outubro. Em 2025, a divisa cai 11,62%. O euro comercial teve forte queda, recuando 1,14% e fechando em R$ 6,31. 

    O mercado de ações teve um dia de alívio. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 141.783,36 pontos, com alta de 0,78%. Os destaques foram ações de siderurgia, de petroleiras e de mineradoras, setores que exportam bastante para a China.A recuperação veio na esteira de declarações conciliatórias do presidente estadunidense, Donald Trump. Durante o fim de semana, Trump sinalizou a intenção de reduzir atritos comerciais com a China, revertendo a ameaça de tarifas de 100% sobre produtos chineses, inicialmente anunciada na sexta-feira (10).

    Em entrevista ao canal Fox News, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçou o otimismo ao confirmar a reabertura do diálogo entre as autoridades dos dois países.

    No mercado de câmbio, o real foi a segunda moeda emergente que mais se valorizou na segunda, perdendo apenas para o rand sul-africano. A atuação do Banco Central, que vendeu US$ 5 bilhões em leilão para rolagem de vencimentos de contratos futuros de câmbio, ajudou a conter a volatilidade.

    Dólar cai para R$ 5,46 com alívio nas tensões entre EUA e China

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Emendas terão corte de R$ 7,1 bi no Orçamento de 2026 sem MP dos impostos, calcula governo

    Emendas terão corte de R$ 7,1 bi no Orçamento de 2026 sem MP dos impostos, calcula governo

    Sem a MP, que iria cobrar impostos de ricos, fintechs e bets, governo prevê corte de R$ 7,1 bilhões nas emendas parlamentares para manter equilíbrio do Orçamento de 2026

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As emendas parlamentares terão um corte de R$ 7,1 bilhões no Orçamento de 2026 se o Congresso Nacional não compensar o espaço fiscal perdido com a derrubada da MP (medida provisória) de aumento dos impostos, segundo cálculo de técnicos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Na situação atual, o valor não poderá nem sequer ser incluído no Orçamento, para preservar a fatia das demais despesas discricionárias (que incluem custeio da máquina pública e investimentos) no gasto total, como prevê o acordo firmado no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Se o Legislativo insistir num montante maior de emendas, Lula poderá vetar o excedente, segundo esses técnicos.

    Essa é uma medida mais drástica do que um mero congelamento, quando os recursos podem ser liberados no futuro, caso haja melhora das condições financeiras do governo. O corte significa que as ações carimbadas pelos congressistas nem estarão previstas na peça orçamentária a ser aprovada até o fim de 2025 e cuja execução se dará em ano eleitoral.

    A previsão atual é que as emendas alcancem até R$ 52,9 bilhões no ano que vem, dos quais R$ 40,8 bilhões são obrigatórias (individuais e de bancada) e R$ 12,1 bilhões de comissão. O entendimento do governo é de que o corte reduziria o espaço para indicação dos parlamentares a R$ 45,8 bilhões.

    As emendas ainda poderão sofrer um contingenciamento adicional de R$ 4,5 bilhões em março, quando o governo fará a primeira revisão de receitas e despesas de 2026, caso até lá os parlamentares não aprovem o projeto de lei complementar que autoriza um corte nos benefícios tributários. Essa trava, porém, poderia ser revertida com mais facilidade até o fim do exercício se houver recomposição da arrecadação com outras medidas.

    O alerta sobre as emendas tem sido um dos instrumentos de pressão do Executivo sobre o Congresso, numa tentativa de abrir caminho à retomada de parte das medidas da MP ainda este ano. Parlamentares criticam o que veem como uma chantagem do governo, mas técnicos afirmam que é uma questão matemática a partir do acordo sobre as emendas mediado pelo STF.

    Sem a MP dos impostos, que também previa medidas de redução de despesas obrigatórias, o ritmo de crescimento das emendas poderia achatar as demais despesas discricionárias, parcela do Orçamento usada para pagar contratos de manutenção, limpeza, compra de materiais e pagamento de obras e investimentos.

    Para chegar a essa conclusão, os técnicos do governo levaram em consideração alguns fatores.

    O primeiro deles é o fato de que, sem as receitas da MP, o governo não poderia orçar a despesa no exato limite do arcabouço fiscal. O gasto previsto no Orçamento seria menor, na mesma medida da arrecadação perdida (R$ 20,9 bilhões), e o corte recairia sobre as discricionárias.

    O segundo fator é a impossibilidade de usar o espaço adicional de cerca de R$ 12 bilhões garantido pela nova PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios, que incorporou na base de cálculo do limite de 2026 um valor extra de despesas deste ano.

    O terceiro fator é a necessidade de acomodar despesas obrigatórias que antes seriam reduzidas pela MP.

    O texto geraria uma economia de cerca de R$ 15 bilhões no ano que vem, dos quais R$ 11 bilhões com a inclusão do Pé-de-Meia no piso da educação. O restante viria das mudanças no seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período em que a atividade é proibida), no Atestmed (sistema online para concessão de auxílio-doença sem perícia presencial) e na compensação previdenciária a estados e municípios.

    O Pé-de-Meia, que paga bolsas de incentivo a alunos do ensino médio, é classificado como despesa discricionária, então o ajuste não vai alterar a proporção desse tipo de gasto no Orçamento, embora implique redução de outras ações da área de educação. Como a proposta foi enviada com um excesso de R$ 3 bilhões em relação ao piso da educação, a necessidade de ajuste será da ordem de R$ 8 bilhões.

    Os outros R$ 7 bilhões são despesas obrigatórias, ou seja, a necessidade de reacomodá-los vai reduzir a proporção das discricionárias no Orçamento. Na soma de todos os fatores, o espaço para gastos mais flexíveis pode encolher até R$ 28 bilhões sem a MP.

    Técnicos do governo afirmam que, ao mediar o acordo, o ministro do STF Flávio Dino ressaltou que a expansão das emendas não pode se dar às custas das demais despesas discricionárias do Executivo. À luz desse entendimento, os R$ 7,1 bilhões seriam o corte necessário para manter a participação das demais obrigatórias no Orçamento.

    Há uma interpretação alternativa, ventilada no Congresso, de que o risco de achatamento das discricionárias impediria apenas o crescimento real das emendas, mas não autorizaria redução nominal dessas verbas de um ano para outro. Nesse cenário, o corte seria de R$ 2 bilhões, mas o governo rechaça esse entendimento.

    A avaliação entre os técnicos é que o ajuste deve se dar principalmente sobre as emendas de comissão, já que as demais são impositivas, isto é, obrigatórias. Na prática, em vez de distribuir R$ 12 bilhões às comissões, os parlamentares só terão R$ 5 bilhões nessa modalidade.

    As emendas que ficarem de fora do Orçamento até podem ser retomadas, mas o caminho é mais burocrático. Além da comprovação de melhora da situação fiscal, com aumento de receitas e redução de gastos obrigatórios, o Executivo precisará enviar um projeto para abrir crédito no Orçamento, o que dependerá de aprovação em sessão conjunta do Congresso. Só depois disso será possível executar as ações.

    Em um ano eleitoral, durante o qual há uma série de restrições à aplicação de verbas públicas, essa demora pode atrapalhar os planos de parlamentares que pretendem irrigar seus redutos eleitorais com emendas.

    Nos últimos dias, líderes e deputados governistas no Congresso afirmam que o governo estuda um arsenal de medidas para recuperar a arrecadação prevista com a MP dos impostos. A tentativa é costurar a aprovação de um texto que reúna trechos que já haviam sido alvo de acordo entre as bancadas.

    Estão nas negociações a regra que limita o uso de créditos tributários para abater impostos a pagar, permitindo o benefício apenas quando houver comprovação de efetivo pagamento do tributo que gerou o crédito, ou ainda a tributação maior das bets.

    Na semana passada, Lula citou a possibilidade de retomar o aumento da tributação sobre as fintechs citadas por Lula. Há ainda governistas que defendem o um novo decreto para ampliar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), já que o recuo parcial na ampliação anunciada em maio foi o que deu origem à edição da MP dos impostos.

    Emendas terão corte de R$ 7,1 bi no Orçamento de 2026 sem MP dos impostos, calcula governo

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar cai e Bolsa sobe com tensões comerciais entre EUA e China em foco

    Dólar cai e Bolsa sobe com tensões comerciais entre EUA e China em foco

    No começo da tarde desta segunda-feira (13), a moeda norte-americana recuava 1,01%, cotada a R$ 5,448; a Bolsa avançava 1,11%, a 142.243, pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em forte queda nesta segunda-feira (13), com investidores atentos às negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

    Depois de anunciar tarifas de 100% sobre produtos chineses na sexta-feira, o presidente Donald Trump moderou o discurso no final de semana, aliviando a tensão nos mercados globais.

    Às 14h08, a moeda norte-americana recuava 1,01%, cotada a R$ 5,448. O movimento é também de correção, tendo em vista que a divisa disparou mais de 2% na sexta-feira.

    Já a Bolsa avançava 1,11%, a 142.243, pontos, endossada pelo otimismo das demais praças acionárias do exterior.

    A sexta-feira foi como um déjà vu para os investidores. No mais novo capítulo de sua cruzada comercial, Trump anunciou que vai impor tarifas adicionais de 100% sobre produtos da China a partir do dia 1º de novembro.

    A medida, segundo o presidente americano, é em resposta à “posição extraordinariamente agressiva” dos chineses de “impor controles de exportação para todos os tipos de produtos”.

    Na semana passada, o governo de Xi Jinping anunciou a adoção de controles de exportação que deve causar rupturas no fornecimento global de terras raras, produtos essenciais para uma série de indústrias, da automobilística à de defesa. Pelas novas regras, empresas estrangeiras precisarão obter autorização de Pequim para exportar ímãs críticos e outros produtos que contenham até pequenas quantidades de terras raras extraídas da China.

    “Ninguém jamais viu algo assim, mas, essencialmente, isso ‘paralisaria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo, especialmente para a China”, disse Trump em sua publicação na rede Truth Social. Ele também ameaçou cancelar uma reunião com Xi Jinping marcada para o final deste mês.

    Já o Ministério do Comércio chinês disse, no domingo, que o país não quer embarcar em uma guerra comercial, mas não tem medo de aplicar “medidas firmes e correspondentes” caso os EUA não voltem atrás nas sobretaxas adicionais de 100%.

    “A China exorta os EUA a corrigirem imediatamente suas ações equivocadas e, sob a orientação do consenso alcançado nas conversas entre os dois chefes de Estado, a preservarem os frutos das negociações arduamente conquistados”, disse o porta-voz da pasta em entrevista coletiva.

    O cenário reacende o risco de uma guerra comercial em grande escala, semelhante à do início do ano, quando Trump impôs tarifas de 145% sobre produtos chineses e Xi respondeu com 125% sobre mercadorias americanas. Depois de meses de cabo de guerra, as sobretaxas em vigor atualmente são de 30% sobre a China e de 10% sobre os EUA.

    Os temores de uma nova escalada de tensões geraram impacto no mercado financeiro na sexta-feira, com Bolsas em queda ao redor do mundo e dólar em alta no Brasil, também afetado pela pauta fiscal do país.

    No final de semana, porém, Trump adotou um tom mais conciliador, dizendo que quer “ajudar a China, não prejudicá-la”.

    “Não se preocupem com a China, tudo ficará bem! O respeitado presidente Xi acabou de passar por um momento difícil. Ele não quer uma depressão para seu país, e eu também não”, declarou o mandatário americano em sua plataforma Truth Social.

    Nesta segunda, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, endossou a moderação no tom ao afirmar que houve comunicações substanciais entre norte-americanos e chineses no fim de semana.

    “Houve uma desescalada significativa da situação”, disse Bessent em entrevista à Fox Business Network. “O presidente Trump disse que as tarifas não entrarão em vigor até 1º de novembro. Ele se reunirá com o presidente do Partido, Xi, na Coreia. Acredito que essa reunião ainda será realizada.”

    Os investidores, na análise de Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury, estão “discretamente confiantes de que este é mais um caso em que o latido de Trump é pior do que a mordida”.

    A pauta tarifária deve continuar sendo o principal assunto da semana no mercado financeiro, diz Ryan, considerando que a paralisação do governo federal dos EUA continua sem fim à vista.

    A leitura predominante até o momento é que “shutdown” tem o potencial de impactar o ciclo de cortes de juros nos EUA. Com a paralisação, a divulgação de novos dados oficiais está suspensa. O relatório de emprego “payroll”, por exemplo, estava previsto para o fim de setembro e ainda não foi publicado.

    O mesmo deve acontecer com os dados de inflação do CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês), esperados para quarta-feira (15).

    O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) decidiu cortar os juros em 0,25 ponto percentual na reunião passada, no que foi a primeira redução de 2025. A continuidade do ciclo de afrouxamento, porém, depende da temperatura da economia norte-americana. Conforme a próxima reunião de política monetária se aproxima, marcada para os próximos dias 28 e 29, as autoridades do Fed seguem no escuro, sem acesso às estatísticas essenciais para tomar uma decisão.

    O cenário fiscal do Brasil também segue em pauta. Na sexta, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou um novo modelo de crédito imobiliário que pode turbinar a popularidade do presidente a um ano das eleições, além de injetar estímulos na economia, o que pode forçar a a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em um patamar elevado por mais tempo.

    “Existe uma preocupação de que 2026 seja marcado por uma ampliação dos gastos públicos por conta da eleição presidencial de outubro. Por isso, há receios em relação à sustentabilidade da dívida pública brasileira”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    O novo modelo de crédito segue a esteira da derrubada da MP (medida provisória) dos Impostos no Congresso Nacional, na quarta-feira passada, medida que o governo considerava importante para sustentar a arrecadação e reduzir despesas obrigatórias em ano eleitoral.

    Ao retirar do horizonte uma fonte de arrecadação para os próximos anos, o Congresso torna mais desafiadora a tarefa de cumprir as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal. A ala econômica do governo já afirmou estar estudando outras vias possíveis.

    Dólar cai e Bolsa sobe com tensões comerciais entre EUA e China em foco

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar no fim de 2025 continua em R$ 5,45, projeta Focus

    Dólar no fim de 2025 continua em R$ 5,45, projeta Focus

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,56 para R$ 5,51. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,60. A estimativa para o fim de 2028 permaneceu em R$ 5,56. Um mês antes, era de R$ 5,54

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,45. Um mês antes, era de R$ 5,50. A estimativa intermediária para o fim de 2026 diminuiu de R$ 5,53 para R$ 5,50. Um mês antes, era de R$ 5,60.

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,56 para R$ 5,51. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,60. A estimativa para o fim de 2028 permaneceu em R$ 5,56. Um mês antes, era de R$ 5,54.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Dólar no fim de 2025 continua em R$ 5,45, projeta Focus

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; 2026 segue em 12,25%

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; 2026 segue em 12,25%

    Pela 16ª semana seguida, o relatório Focus manteve a previsão da taxa Selic em 15% ao fim de 2025. O Copom reforçou a necessidade de cautela diante da incerteza econômica e avaliou que a manutenção prolongada dos juros pode garantir a convergência da inflação à meta

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 16ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 49 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há quatro semanas estava em 12,38%. Considerando só as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,50%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 35ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 42ª semana consecutiva.

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; 2026 segue em 12,25%

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Opep reafirma previsões para avanço da demanda global por Petróleo em 2025 e 2026

    Opep reafirma previsões para avanço da demanda global por Petróleo em 2025 e 2026

    A Opep manteve suas projeções de alta na demanda global por petróleo, estimando crescimento de 1,3 milhão de barris por dia em 2025 e 1,4 milhão em 2026. Com isso, o consumo deve alcançar 106,5 milhões de barris diários, impulsionado principalmente por países fora da OCDE

    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,3 milhão de barris por dia (bpd). Se confirmada a projeção, o consumo global somaria 105,14 milhões de bpd em 2025, segundo relatório mensal divulgado nesta segunda-feira.

    Para 2026, a Opep também manteve a projeção de alta na demanda, em 1,4 milhão de bpd, o que traria o consumo total para 106,52 milhões de bpd.

    Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve registrar aumentos de cerca de 100 mil bpd neste e no próximo ano, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 1,2 milhão de bpd tanto em 2025 quanto em 2026.

    Opep reafirma previsões para avanço da demanda global por Petróleo em 2025 e 2026

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Economistas reduzem previsão da inflação em quase 0,1 ponto percentual

    Economistas reduzem previsão da inflação em quase 0,1 ponto percentual

    O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que economistas reduziram a previsão de inflação para 2025 de 4,8% para 4,72%, aproximando o índice do teto da meta de 4,5%. As projeções para PIB e taxa Selic permaneceram praticamente estáveis nos próximos anos

    (FOLHAPRESS) – Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram em quase 0,1 ponto percentual a previsão da inflação neste ano e ela já está próxima de atingir o teto da meta estabelecida pela autarquia financeira.
    Para os especialistas, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar 2025 em 4,72%, de acordo com o boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (13).

    Houve uma queda de 0,08 ponto percentual na comparação com o levantamento da semana passada. É a maior redução desde 25 de agosto, quando houve uma diminuição de 0,09 ponto percentual (de 4,95% em 18 de agosto para 4,86% em 25 de agosto).
    A queda faz com que a previsão fique mais próxima do teto da meta da inflação, que é de 4,5%. A meta estipulada pelo BC é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    Já o IPCA projetado para os dois anos seguintes permaneceu em 4,28% (2026) e 3,9% (2027). Os economistas também mantiveram a previsão da Selic em 15% (2025), 12,25% (2026), 10,5% (2027) e 10% (2028).

    A perspectiva do PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 2,16% neste ano e em 1,8% em 2026, mas foi reduzida de 1,9% para 1,83% em 2027.

    Economistas reduzem previsão da inflação em quase 0,1 ponto percentual

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Leilão de outubro da Receita Federal tem brinquedos, smartphones por R$ 150 e carro por R$ 2.500

    Leilão de outubro da Receita Federal tem brinquedos, smartphones por R$ 150 e carro por R$ 2.500

    A Receita Federal realizará em São Paulo, no dia 28 de outubro, um leilão com mais de 300 lotes que incluem iPhones, notebooks, brinquedos e veículos. Os lances poderão ser enviados online entre os dias 23 e 27, e as visitas presenciais vão até o dia 24

    (FOLHAPRESS) – A Receita Federal fará um novo leilão em São Paulo, no dia 28 de outubro, com mais de 300 lotes de produtos que vão de smartphones e notebooks a brinquedos e automóveis. Os lances poderão ser apresentados das 8h do dia 23 até as 21h do dia 27, exclusivamente pelo sistema online da Receita.

    Os interessados devem acessar o site oficial do órgão, em “Consultar leilões da Receita Federal”, dentro da área de “Serviços”, e selecionar o edital mais recente de São Paulo. Também é possível agendar visitas presenciais aos lotes dos dias 13 a 24 de outubro, exceto aos sábados e domingos, conforme endereços e horários indicados no documento.

    Os smartphones aparecem em grande quantidade no leilão. O mais barato encontrado foi o Xiaomi Redmi 9A, nos lotes 341 e 342, a R$ 150.

    Os iPhones dominam a lista. O lote 3 traz um iPhone 14 com capa e carregador por R$ 1.500, enquanto os lotes 21 a 45 reúnem dois iPhones 14 Plus por R$ 3.100 e os 71 a 73 oferecem dois iPhones 14 por R$ 2.800. Já nos lotes 74, 81 e 140, há conjuntos com iPhones 13 e 14 por valores entre R$ 2.600 e R$ 3.500.

    Os modelos da linha 13 também aparecem em vários lotes, com preços entre R$ 900 e R$ 4.000. Entre os modelos mais antigos, há um iPhone 11 por R$ 300 no lote 6 e outro acompanhado de três smartwatches por R$ 1.000 no lote 331. Os lotes 127 e 128 reúnem dois iPhones por R$ 1.200 e R$ 1.600, e os 334, 337 e 338 trazem iPhones 8 e 11 com lances de R$ 800 a R$ 900.

    Os lotes 291 a 307 trazem Xiaomis por R$ 250, e os 322 a 342 incluem Redmi Note com preços iniciais de R$ 150 a R$ 1.600 -alguns acompanhados de smartwatches. O lote 188 oferece dois smartphones BlackShark por R$ 4.500.

    Também há brinquedos e jogos. No lote 106, há um skate elétrico com acessório por R$ 200, e o lote 114 tem um skate Evolve acompanhado de uma camiseta do Real Madrid com o nome de Cristiano Ronaldo por R$ 800.

    O lote 104 reúne cartuchos Illusionless Strife, o jogo Settlement e um kit de helicóptero por R$ 2.400. Já o lote 136 traz videogames antigos por R$ 1.000.
    Na parte de notebooks, o lote 112 tem dois MacBooks com acessórios e um smartwatch por R$ 1.800, enquanto o lote 137 oferece dois MacBooks com acessório por R$ 1.500. Um MacBook Air é leiloado a R$ 700 no lote 152, e um notebook Apple aparece por R$ 2.000 no 340.

    No lote 209, uma cadeira de massagem é encontrada por R$ 300.

    Na seção de veículos, um Ford Fiesta Sedan 2009 é leiloado por R$ 2.500 no lote 327.

    De acordo com o edital, alguns produtos são oferecidos sem garantia e com proibição de revenda comercial -ou seja, só podem ser adquiridos para uso pessoal. É possível que alguns itens apresentem danos, estejam incompletos ou precisem de manutenção. O pagamento deve ser feito à vista, conforme as condições especificadas no edital.
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    CALENDÁRIO DO LEILÃO

    Período de apresentação das propostas – de 8h de 23 de outubro até 21h de 27 de outubro

    Período de visitação – de 13 e 24 de outubro

    Sessão pública para classificar e ordenar propostas – 9h do dia 28 de outubro

    Apresentação dos lances – 10h do dia 28 de outubro

    Retirada de lotes arrematados – Em até 30 dias após leilão

    QUEM PODE PARTICIPAR?

    As pessoas físicas que desejarem participar precisam ter mais de 18 anos -ou serem emancipadas-, CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e selo de confiabilidade prata ou ouro no portal Gov.br.
    As empresas interessadas devem ter o cadastro regular no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) e também ter selo de confiabilidade prata ou ouro.

    COMO PARTICIPAR?

    O cidadão deve acessar o portal da Receita Federal e clicar em “Participar de leilão eletrônico”. Na tela seguinte, será preciso fornecer senha do portal Gov.br. Em seguida, acessar “Sistema de Leilão Eletrônico”, do lado esquerdo da tela, e selecionar o lote 0800100/000007/2025 – Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal.

    Dentro do sistema, é possível escolher o lote que deseja dar lance e clicar em “Incluir proposta”, aceitar os termos e as condições expressas pela Receita, digitar o valor da oferta e salvar.

    Leilão de outubro da Receita Federal tem brinquedos, smartphones por R$ 150 e carro por R$ 2.500

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Nobel de Economia premia teóricos da inovação e da destruição criativa

    Nobel de Economia premia teóricos da inovação e da destruição criativa

    Os economistas Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt foram reconhecidos pela Academia Real Sueca de Ciências por suas contribuições ao entendimento do crescimento econômico impulsionado pela inovação.

    O Prêmio Nobel de Economia foi concedido nesta segunda-feira (13) aos economistas Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, em reconhecimento às suas contribuições para o entendimento da inovação e da destruição criativa como motores do crescimento econômico.

    Segundo a Academia Real Sueca de Ciências, os três pesquisadores foram premiados “por explicarem o crescimento econômico impulsionado pela inovação”.

    Metade do prêmio foi atribuída ao norte-americano-israelense Joel Mokyr, de 79 anos, “por identificar as condições necessárias para o crescimento sustentável por meio do progresso tecnológico”. A outra metade foi dividida entre o francês Philippe Aghion, de 69, e o canadense Peter Howitt, de 79, “pela teoria do crescimento sustentável baseado na destruição criativa”

    Nobel de Economia premia teóricos da inovação e da destruição criativa

    Fonte: Gazeta Mercantil