Categoria: adivinhar

  • Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

    Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

    Geraldo Alckmin disse estar otimista com a suspensão da tarifa de 40% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O vice-presidente destacou avanços recentes nas negociações e afirmou que o diálogo entre Lula e Trump pode destravar novas parcerias comerciais

    O vice-presidente, ministro do Desenvolvimento e um dos principais articuladores pelo fim do tarifaço com os Estados Unidos, Geraldo Alckmin, se disse otimista com a possibilidade de o presidente americano, Donald Trump, aceitar o pedido do Brasil de suspender a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com Trump por telefone na semana passada.

    “O pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que enquanto negocia, suspenda os 40%. Esse foi o pleito. Aí temos um ganha-ganha. Há muita possibilidade de parceria entre Brasil e EUA”, disse o vice-presidente neste domingo, 12. “Pode ter aí um avanço importante, já avançamos. A celulose saiu do tarifaço, hoje celulose e ferro-níquel já é 0%, isso dá 4% da exportação brasileira. Na semana passada, madeira serrada e macia dava 50%, veio para 10%. Armário, sofá, móveis, dava em 50%, veio para 25%. O que nós precisamos é avançar mais depressa”, continuou em conversa com jornalistas após participar de missa em Aparecida (SP).

    Há expectativa de que os líderes se encontrem pessoalmente na Malásia, no fim do mês, após um breve encontro na assembleia-geral da ONU pavimentar o caminho do diálogo. Alckmin disse também que não vê empecilhos na negociação com os EUA com a indicação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para ser interlocutor do lado americano. “Não acredito (que o nome atrapalhe o diálogo). A orientação do presidente (dos EUA, Donald) Trump foi muito clara. Nós queremos fazer um diálogo e entendimento, e o Brasil sempre defendeu isso”, considerou.

    A indicação de Rubio gerou apreensão no governo e foi comemorada pela direita. Recentemente, Rubio fez dezenas de críticas ao ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e foi um dos responsáveis por anunciar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro e sua mulher.

    Rubio já se encontrou algumas vezes com o deputado federal Eduardo Bolsonaro e fez comentários públicos ameaçadores sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem também se reuniu no passado.

    Alckmin disse ainda que acha que o Brasil avançou no combate à pobreza com a saída do País do Mapa da Fome da ONU, mas destacou que a “tarefa nunca vai terminar”. “É importante cada dia avançar mais, no sentido da gente melhorar a qualidade de vida da nossa população”, afirmou.

    Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

    China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

    “A China é o único país que tem capacidade e condições de usar a mesma ferramenta contra os EUA – e já fez isso anteriormente”, diz o economista. Segundo Vale, até 1º de novembro, prazo dado por Trump para o início das novas tarifas, o mercado deve atravessar um período de forte volatilidade.

    O anúncio de um novo tarifaço sobre a China, feito na sexta-feira, 10, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem grandes chances de escalar para novas retaliações chinesas nos próximos dias, segundo o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale. Caso a taxa adicional de 100% seja mesmo confirmada, há “grandes chances” de a China anunciar medidas na mesma linha e proporção, afirma.

    “A China é o único país que tem capacidade e condições de usar a mesma ferramenta contra os EUA – e já fez isso anteriormente”, diz o economista. Segundo Vale, até 1º de novembro, prazo dado por Trump para o início das novas tarifas, o mercado deve atravessar um período de forte volatilidade.

    Por meio de um comunicado, a pasta chinesa afirmou que “as recentes contramedidas comerciais da China em relação aos EUA foram ações necessárias e defensivas”, e que “tomará medidas correspondentes para proteger seus direitos” caso os americanos insistam em suas ações. 
    “Ameaçar com tarifas elevadas a cada passo não é a maneira certa de lidar com a China”, disse o Ministério do Comércio. “A China insta os EUA a corrigirem suas práticas equivocadas o quanto antes.” O país afirmou ainda que não quer lutar, mas que não tem medo de lutar.
     

    Na sexta-feira, diferentes indicadores sofreram impacto assim que a retaliação foi anunciada. O petróleo caiu mais de 4% e o Ibovespa futuro registrou queda de 1,15%. As cotações de moedas digitais, como o bitcoin e o ethereum, encolheram 8,23% e 14,56%, respectivamente. Já o dólar futuro para novembro acelerou, com alta de 2,67%.

    Para Vale, o tarifaço de Trump terá efeito inócuo nas demandas pretendidas pelo presidente dos EUA, mas piorará as condições econômicas dentro do país. \”Nada do que ele está propondo vai adiantar em termos de balança comercial, arrecadação ou industrialização dos EUA\”, afirma. \”Ele aprendeu a usar as tarifas como uma arma para fazer bullying contra outros países, mas está apenas afastando-os dos EUA, que está reduzindo seu comércio internacional, se tornando uma economia mais fechada e com maior inflação.\”

    TERRAS RARAS

    Esta semana, a China anunciou restrições às suas exportações de terras raras. O país extrai 70% desses minerais do mundo e realiza o processamento químico de cerca de 90% do fornecimento global. Trump chamou as restrições impostas pela China de \”sinistras e hostis\” e disse que elas \”tornariam a vida difícil para praticamente todos os países do mundo\”.

    \”Na verdade, Trump e as empresas americanas precisam das terras raras chinesas\”, afirma Vale. \”A capacidade de negociação dos EUA, neste caso, não é grande.\”

    No caso da soja, outra reclamação de Trump, o problema é outro. \”Seja por conta do combate à imigração, à alta dos fertilizantes e equipamentos por causa de tarifas, os EUA deixaram de ser competitivo\”, afirma. \”É natural que a China busque soja no Brasil e na Argentina.\”

     

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

    China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

    O Ministério do Comércio da China defendeu hoje a legitimidade das novas restrições impostas esta semana à exportação de terras raras, assegurando que o impacto nas cadeias de abastecimento vai ser “muito limitado”.

    As medidas são “uma ação legítima do governo chinês para ajustar o sistema de controle das exportações em conformidade com as leis e regulamentos”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio em comunicado.

    “Os controles de exportação da China não são proibições de exportação, e serão concedidas licenças para pedidos que atendam aos critérios”, disse o porta-voz, acrescentando que Pequim informou antecipadamente os parceiros comerciais sobre as medidas “por meio de mecanismos de diálogo bilateral”.

    “As empresas não precisam se preocupar”, reforçou o porta-voz.

    Pequim reiterou que as restrições têm como objetivo impedir que as terras-raras e seus produtos derivados sejam usados na produção de itens militares ou de defesa, a fim de “defender a paz mundial, a estabilidade regional e cumprir suas obrigações internacionais de não proliferação”.

    O ministério afirmou ainda que a China avaliou detalhadamente o impacto potencial das novas restrições nas cadeias industriais e de suprimento e concluiu que esse impacto “é muito limitado”.

    Na quinta-feira, as autoridades chinesas anunciaram uma nova rodada de restrições à exportação de terras-raras, essenciais para a fabricação de tecnologia avançada, e adicionaram cinco novos metais à lista de produtos controlados.

    A China, que domina mais de 70% da produção mundial e quase 90% da transformação desse material estratégico, tem imposto restrições à exportação como instrumento de negociação desde que os Estados Unidos iniciaram a guerra tarifária, em abril. Ainda assim, recentemente, Pequim flexibilizou parte dessas medidas no contexto da trégua comercial entre as duas potências.

    As terras-raras têm sido um ponto de atrito nas negociações comerciais sino-americanas, com Washington acusando Pequim de atrasar deliberadamente a aprovação de licenças de exportação.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira a imposição de uma sobretaxa de 100% sobre importações da China a partir de novembro, em resposta a medidas comerciais que classificou como “extremamente hostis” por parte de Pequim.

    A partir de 1º de novembro — ou até antes, “dependendo de quaisquer ações ou mudanças futuras tomadas pela China” — os EUA imporão “uma tarifa de 100% sobre a China, além de qualquer tarifa já vigente”, declarou Trump na rede social Truth.

    Ainda no início do próximo mês, segundo o republicano, Washington também imporá controles de exportação contra Pequim sobre “todo e qualquer software crítico”.

    “O anúncio de Donald Trump é um exemplo típico de ‘dois pesos, duas medidas’”, reagiu a China.

    O Ministério do Comércio chinês afirmou que as ações de Washington “prejudicam gravemente os interesses da China e minam (…) o clima das discussões econômicas e comerciais entre as duas partes”.

    “Ameaçar constantemente com tarifas elevadas não é a forma correta de cooperar com a China”, acrescentou o ministério.

    As novas medidas surgem pouco antes da reunião dos líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul, onde se esperava um possível encontro entre os presidentes dos dois países — algo que agora está em dúvida.

    China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Trump acusa China de medida 'hostil' e impõe taxa de 100%

    Trump acusa China de medida 'hostil' e impõe taxa de 100%

    Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa adicional de 100% sobre as importações da China e impor controlos de exportação sobre todo o software essencial fabricado nos EUA a partir de 1 de novembro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que vai impor tarifas adicionais de 100% sobre produtos da China a partir do dia 1º de novembro. A tarifa dos EUA sobre produtos chineses em vigor atualmente é de 30%.

    Na mesma data, também serão aplicados controles de exportação para todos os tipos de software crítico, de acordo com a publicação de Trump na plataforma Truth Social.

    O presidente já havia adiantado mais cedo que avaliava um “aumento massivo” nas taxas e que não via motivo para se reunir com o líder da China, Xi Jinping, em três semanas na Coreia do Sul.

    As medidas, segundo o republicano, são uma resposta aos planos da China de “impor controles de exportação para todos os tipos de produtos”, em um movimento descrito por Trump como “obviamente um plano elaborado há muitos anos”. Ele acrescentou que as tarifas adicionais podem ser impostas até antes do dia 1º de novembro, a depender das ações ou mudanças de postura adotadas pela China.

    “Ninguém nunca viu nada parecido, mas, essencialmente, isso ‘entupiria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo, especialmente para a China”, disse ele na publicação.

    Mais cedo, Trump havia dito que não via motivos para se encontrar com Xi Jinping. “Eu deveria me encontrar com o presidente Xi, na Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português), na Coreia do Sul, mas agora parece não haver motivo para isso.”

    A Casa Branca e a embaixada chinesa em Washington não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

    Um porta-voz do representante de comércio dos EUA recusou-se a comentar, enquanto um porta-voz do Tesouro dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os dois escritórios lideraram as negociações com Pequim sobre comércio.

    Em setembro, ao anunciar um acordo para manter o TikTok ativo nos EUA, Trump afirmou que pretendia se encontrar com o líder chinês para discutir comércio, drogas ilícitas e a guerra da Rússia na Ucrânia.

    No começo de outubro, o presidente americano voltou a falar do encontro e disse que a soja seria um dos principais tópicos da conversa com Xi Jinping. Pequim nunca confirmou publicamente a reunião entre os líderes.

    Na última quinta-feira (9), a China anunciou novas políticas de controle para a exportação de terras raras, tema crucial na disputa comercial envolvendo as potências. O novo movimento tem como objetivo aumentar o domínio chinês sobre a cadeia de produção de itens que utilizam os minerais raros oriundos do país asiático.

    Com o anúncio, que tem efeito imediato, o país quer restringir o uso para fins militares, proibir cooperação não autorizada entre nações estrangeiras e atingir a fabricação de chips de alta tecnologia.

    Na prática, a China cria um tipo de jurisdição extraterritorial ao exigir licença de exportação para produtos fabricados no exterior que utilizem terras raras de origem chinesa.

    Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, o objetivo principal é salvaguardar a segurança e os interesses da China.

    MERCADO REAGE MAL

    O ataque de Trump à China nesta sexta-feira teve um forte impacto nos preços das Bolsas americanas. O índice S&P 500, composto por ações de grandes empresas, fechou em queda de 2,71%.

    A Bolsa Dow Jones encerrou em queda de 1,90%, enquanto o Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, desvalorizou 3,56%. Na semana, os índices caíram 2,73%, 2,43%, e 2,53%, respectivamente.

    Os índices S&P 500 e Nasdaq registraram as maiores quedas percentuais desde 10 de abril.

    No mercado doméstico, o dólar disparou 2,39% e encerrou a semana cotado a R$ 5,503, patamar que não alcançava desde o último mês de agosto. A Bolsa, seguindo as demais praças acionárias globais, fechou em queda de 0,72%, a 140.680 pontos.

    O nervosismo dos investidores acompanhou tanto o embate do presidente dos Estados Unidos com a China quanto o temor sobre o equilíbrio das contas públicas do Brasil.

    Trump acusa China de medida 'hostil' e impõe taxa de 100%

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • INSS proíbe Banco Master de conceder consignado a aposentados e pensionistas

    INSS proíbe Banco Master de conceder consignado a aposentados e pensionistas

    Segundo o INSS, entre os elementos considerados para a proibição estão o volume expressivo de reclamações em bases oficiais e públicas contra o banco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiu não renovar o ACT (Acordo de Cooperação Técnica) que autorizava o Banco Master a oferecer crédito consignado a aposentados e pensionistas. Com o término da vigência no último dia 18, a instituição deixa de estar credenciada para iniciar novas operações da modalidade nos sistemas do INSS.

    Segundo o instituto, a decisão, de caráter preventivo, decorre de análise técnica e jurídica e seguirá válida até a conclusão das apurações em andamento ou até que a instituição financeira comprove, de forma objetiva, o atendimento integral à legislação e aos regulamentos que regulam o crédito consignado.

    O INSS diz que já solicitou para a Dataprev a retirada dos acessos do banco aos ambientes operacionais do consignado.

    A reportagem procurou o Banco Master, que não respondeu até a publicação deste texto.

    Segundo o INSS, entre os elementos considerados para a proibição estão o volume expressivo de reclamações em bases oficiais e públicas -com relatos de dificuldades para cancelamento, cobranças indevidas e operações não reconhecidas.

    A autarquia também diz que há indícios de descompasso entre práticas adotadas e parâmetros normativos, que incluem exigências de autorização expressa, autenticação biométrica, guarda adequada de documentos e responsabilidade da instituição pela atuação de correspondentes bancários.

    O credenciamento das demais instituições financeiras segue normalmente, desde que todas as regras sobre o serviço sejam respeitadas. O INSS diz que a medida não altera os canais de atendimento ao cidadão nem os procedimentos de orientação sobre crédito consignado.

    “O credenciamento do Banco Master S.A. poderá ser reavaliado após a conclusão das apurações mencionadas e a apresentação de comprovação de conformidade integral às normas aplicáveis”, afirma, em nota, o INSS.

    O QUE É O CONSIGNADO DO INSS

    O crédito consignado é um empréstimo no qual a parcela é descontada diretamente da aposentadoria ou pensão. Como o risco de calote é praticamente zero, os juros são os menores do mercado.

    As regras são controladas pelo CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social).

    INSS proíbe Banco Master de conceder consignado a aposentados e pensionistas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar dispara 2% com mercado atento a risco fiscal e fim da guerra entre Israel e Hamas

    Dólar dispara 2% com mercado atento a risco fiscal e fim da guerra entre Israel e Hamas

    Governo Lula anunciou novo modelo de crédito imobiliário, que pode aumentar popularidade do presidente; Trump diz não ver razão para se encontrar com Xi Jinping e avalia ‘aumento massivo’ em tarifas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em forte disparada nesta sexta-feira (10), com investidores temerosos sobre o equilíbrio das contas públicas no país.

    A manhã contou com o lançamento do novo crédito imobiliário do governo federal, considerado estratégico para aumentar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas das eleições de 2026.

    A medida segue a esteira da derrubada da MP dos Impostos no Congresso Nacional, e o mercado, pesando a possibilidade de aumento de gastos por parte do Executivo e a de uma reeleição, vê riscos para os ativos brasileiros e busca proteção no dólar.

    Na ponta internacional, o fim da guerra entre Israel e Hamas e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, também influenciam nas cotações.

    Às 13h51, a moeda disparava 2,11%, cotada a R$ 5,488. No pico da sessão, chegou a 5,495. Já a Bolsa marcava queda de 0,98%, a 140.318 pontos.

    O novo modelo de crédito imobiliário, antecipado pela Folha e divulgado pelo governo federal nesta sexta-feira, prevê a liberação total dos depósitos compulsórios da poupança para ampliar o acesso da classe média à casa própria pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

    As novas regras devem injetar, de forma imediata, pelo menos R$ 20 bilhões em recursos para a contratação de financiamentos para a compra da casa própria. O desenho ainda aumenta o valor máximo dos imóveis financiados por meio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a compra da casa própria. Desde 2018, esse teto é de R$ 1,5 milhão, e agora é de R$ 2,25 milhões.

    A Caixa, além disso, volta a financiar até 80% do valor da casa própria no sistema de amortização SAC (Sistema de Amortização Constante), no qual as parcelas são maiores no início e menores no fim, por causa da diminuição progressiva dos juros.

    O novo modelo deverá ter “plena vigência” a partir de janeiro de 2027.

    As mudanças são vistas como uma forma de alavancar a popularidade do governo Lula antes das eleições de 2026. Como divulgado pela pesquisa Genial/Quaest na véspera, o presidente mantém a liderança nas simulações de primeiro e segundo turno para o próximo ano.

    “Estamos a 12 meses da eleição, e ainda há muito o que acontecer até lá. Os investidores tendem a reagir positivamente quando há, digamos, notícias que mostram fraqueza do governo atual. O mercado acredita que uma mudança de governo pode levar a uma gestão mais responsável fiscalmente”, diz Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Com as medidas possivelmente colaborando para a popularidade do presidente, o sentimento é reverso -e investidores preferem fugir do risco de investir em ativos brasileiros.

    “O volume de negociações está um pouco maior que o normal por conta da tensão fiscal, mas dentro do esperado para um momento como esse”, diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

    Na análise de André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, o novo desenho injeta estímulos que podem aquecer a economia a um nível que o mercado não precificava até então.

    “Apesar da taxa Selic em 15%, o mercado imobiliário pode manter um ritmo de crescimento da economia num patamar talvez um pouco mais forte do que o precificado. Com consequência, as taxas de juros futuras sobem neste momento, talvez até precificando uma taxa Selic alta por um período mais prolongado”, afirma.

    O novo crédito imobiliário segue a esteira da derrubada da MP (medida provisória) dos Impostos na Câmara dos Deputados na quarta-feira, uma medida que o governo considerava importante para sustentar a arrecadação e reduzir despesas obrigatórias em ano eleitoral.

    A derrubada da medida deve causar um bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e obrigar um ajuste de R$ 35 bilhões no PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026. Para governistas, esse era justamente o objetivo de partidos do centrão e da bancada ruralista: restringir o espaço fiscal de Lula no ano em que ele deve buscar a reeleição.

    Ao retirar do horizonte uma fonte de arrecadação para os próximos anos, o Congresso torna mais desafiadora a tarefa do governo de cumprir as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal.

    Isso, “somado à percepção de que os gastos públicos continuam aumentando às vésperas das eleições, faz com que o real fique pressionado perante moedas mais seguras”, diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    “A questão fiscal saiu da pauta recentemente, e o real estava se fortalecendo apoiado no diferencial de juros [entre Brasil e EUA] e na expectativa de enfraquecimento global do dólar. Mas não dá para ignorar o endividamento brasileiro por muito mais tempo.”

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou que apresentará “várias alternativas” ao presidente.

    Ao mesmo tempo, o fim da guerra entre Israel e Hamas derruba os preços do petróleo no mercado internacional, fortalecendo o dólar ante moedas de países de forte exportação da commodity, como o Brasil.

    O barril do Brent, referência global de preços, caía 1,75%, cotado a US$ 64,08 na Bolsa de Londres.

    “Essa queda também reforça a pressão sobre moedas de países considerados menos seguros”, diz Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.

    Além disso, o mercado também avalia os dados da confiança do consumidor dos Estados Unidos. A Pesquisa de Consumidores da Universidade de Michigan mostrou que o índice pouco se alterou, ficando em 55,0 este mês em relação a uma leitura final de 55,1 em setembro. Economistas consultados pela Reuters projetavam que o índice cairia para 54,2.

    O relatório mostrou estabilidade em outubro, com as famílias parecendo não se importar com a paralisação parcial do governo, embora as preocupações com o mercado de trabalho e a inflação continuem.

    Dólar dispara 2% com mercado atento a risco fiscal e fim da guerra entre Israel e Hamas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Trump ameaça China com aumento em tarifas e diz não ter motivos para se reunir com Xi Jinping

    Trump ameaça China com aumento em tarifas e diz não ter motivos para se reunir com Xi Jinping

    Nas redes sociais, Donald Trump disse que “parece não haver razão” para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping; o ataque do presidente teve um impacto imediato nos preços das ações americanas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que não há motivo para se reunir com o líder da China, Xi Jinping, em duas semanas na Coreia do Sul, e que avalia um “aumento massivo” nas tarifas de produtos chineses.

    Trump disse, em publicação na plataforma Truth Social, que a China tem enviado cartas a países do mundo todo dizendo que planeja impor controles de exportação sobre todos os elementos de produção relacionados às terras raras.

    “Ninguém nunca viu nada parecido, mas, essencialmente, isso ‘entupiria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo, especialmente para a China”, disse ele na publicação.

    Em setembro, ao anunciar um acordo para manter o TikTok ativo nos EUA, Trump afirmou que pretendia se encontrar com o líder chinês na Coreia do Sul para discutir comércio, drogas ilícitas e a guerra da Rússia na Ucrânia.

    Era esperado que a reunião acontecesse na cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português) no final de outubro.

    Nesta sexta, Trump afirmou que não há motivo para encontrar o líder chinês. “Eu deveria me encontrar com o presidente Xi em duas semanas, na Apec, na Coreia do Sul, mas agora parece não haver motivo para isso”, afirmou em seu post.

    Na última quinta-feira (9), a China anunciou novas políticas de controle para a exportação de terras raras, tema crucial na disputa comercial envolvendo as potências. O novo movimento tem como objetivo aumentar o domínio chinês sobre a cadeia de produção de itens que utilizem os minerais raros oriundos do país asiático.

    Com o anúncio, que tem efeito imediato, o país quer restringir o uso para fins militares, proibir cooperação não autorizada entre nações estrangeiras e atingir a fabricação de chips de alta tecnologia.

    Na prática, a China cria um tipo de jurisdição extraterritorial ao exigir licença de exportação para produtos fabricados no exterior que utilizem terras raras de origem chinesa.

    Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, o objetivo principal é salvaguardar a segurança e os interesses da China.

    MERCADO REAGE MAL

    O ataque de Trump nesta sexta-feira teve um impacto imediato nos preços das ações americanas, com o índice de referência S&P 500 .SPX caindo 2% após sua publicação nas redes sociais.

    As declarações levaram os investidores para o refúgio seguro dos títulos do Tesouro dos EUA, reduzindo os rendimentos desses ativos, bem como para o ouro. O dólar americano enfraqueceu frente a uma cesta de moedas estrangeiras.

    Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago despencaram, caindo US$ 0,1825, para US$ 10,04 o bushel, por volta das 13h20 (horário de Brasília).

    A Casa Branca e a embaixada chinesa em Washington não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

    Um porta-voz do representante de comércio dos EUA recusou-se a comentar, enquanto um porta-voz do Tesouro dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os dois escritórios lideraram as negociações com Pequim sobre comércio.

    Trump ameaça China com aumento em tarifas e diz não ter motivos para se reunir com Xi Jinping

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Teto de imóvel com uso do FGTS sobe para R$ 2,25 milhões

    Teto de imóvel com uso do FGTS sobe para R$ 2,25 milhões

    A partir de 2027, está prevista uma liberação anual adicional de 1,5 ponto percentual, até que a fatia total dos 20% compulsórios esteja disponível ao setor em dez anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta sexta-feira (10), em São Paulo, o novo modelo de crédito imobiliário que promete aproximar a classe média da casa própria.

    A medida, desenhada para modernizar o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), tem como foco tornar o uso da poupança mais eficiente, liberar recursos hoje parados no Banco Central e ampliar a oferta de financiamentos para a casa própria.

    O novo modelo de financiamento de crédito imobiliário viabiliza R$ 111 bilhões de recursos no primeiro ano, tornando disponíveis R$ 52,4 bilhões a mais, em relação ao modelo atual, para financiamento habitacional nesse período, dos quais R$ 36,9 bilhões de forma imediata.

    O ponto central é a liberação total dos depósitos compulsórios da poupança em um prazo de dez anos. Atualmente, 20% dos valores depositados nas cadernetas ficam retidos no Banco Central e não podem ser usados pelos bancos para crédito.

    A liberação dos recursos será escalonada, mas com um impacto imediato: 5% do compulsório foi destravado, injetando pelo menos R$ 20 bilhões no mercado -valor que pode chegar a R$ 25 bilhões, considerando a adesão da Caixa Econômica Federal, líder no segmento imobiliário. Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, até o final de 2026 a Caixa poderá financiar 80 mil unidades a mais para a classe média graças à nova regra.

    A partir de 2027, está prevista uma liberação anual adicional de 1,5 ponto percentual, até que a fatia total dos 20% compulsórios esteja disponível ao setor em dez anos.

    Até então, os bancos estão obrigados a direcionar parte dos recursos da poupança ao crédito imobiliário. Essa trava desaparece. O dinheiro da caderneta fica agora sem carimbo, mas com condicionantes: para ter acesso livre aos recursos, as instituições terão de comprovar que concederam financiamentos habitacionais equivalentes.

    A estratégia pretende incentivar o uso de instrumentos de mercado, como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário), para financiar os empréstimos. Na prática, cada R$ 100 emprestados em crédito imobiliário destrava R$ 100 da poupança para aplicação livre, com ganhos revertidos na manutenção de juros mais baixos para os mutuários.

    O governo quer garantir que o crédito irrigue prioritariamente o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que tem teto de juros de 12% ao ano. Agora, 80% dos valores liberados -incluindo o compulsório- irão para o SFH, e 20% para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que opera com taxas de mercado.

    Segundo o Banco Central, como regra geral, uma operação de crédito imobiliário com prazo de 30 anos ou mais poderá ser computada para fins de atendimento do direcionamento por cinco anos, sendo reduzido esse período de forma proporcional para operações com prazos inferiores.

    Para incentivar a concessão de crédito à classe média baixa, os prazos para uso flexível da poupança serão escalonados conforme o valor do imóvel:

    – Sete anos para financiamentos de até R$ 1 milhão (SFH)
    – Seis anos para imóveis de R$ 1 milhão a R$ 2,25 milhões (SFH)
    – Cinco anos para operações fora do SFH, acima de R$ 2,25 milhões

    O modelo foi desenvolvido pelo Banco Central em parceria com o Ministério das Cidades e com o Ministério da Fazenda, além da Caixa.

    Para o Ministério das Cidades, o novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais.

    “Essa medida atende a uma faixa da população que estava sem acesso a crédito habitacional. Hoje, as famílias nas faixas de renda 1, 2, 3 e 4, que vão até R$ 12 mil, são atendidas pelo Minha Casa Minha Vida. Acima disso, as pessoas estavam sem alternativas. A não ser que ganhem muito bem para suportar juros de mercado”, disse Jader Filho.

    Para Bruno Amatuzzi, sócio do escritório Amatuzzi advogados, não há uma certeza de que esse ajuste resultará em redução de custos do financiamento aos adquirentes. “Mas ele sem dúvida contribui para aumentar a oferta de crédito no mercado, pois traz flexibilidade aos bancos”, diz o especialista investimentos imobiliários.

    “Considerando o nível atual da taxa Selic, o problema de base persiste. A poupança, principal vetor de captação de recursos do SBPE, não é atualmente uma alternativa atraente de investimento, então a sua participação no funding do crédito imobiliário vinha decrescendo com o tempo, enquanto instrumentos como LCI e CRI vinham crescendo na composição total -especialmente após flexibilizações do prazo de carência da LCI ocorridas no último ano”, afirma Amatuzzi.

    TETO PARA USAR O FGTS SOBE PARA R$ 2,25 MILHÕES

    O pacote de mudanças também inclui o reajuste do teto do SFH, que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na compra do imóvel. O valor, congelado desde 2018 em R$ 1,5 milhão, passa para R$ 2,25 milhões, adequando-se ao aumento dos preços dos imóveis.

    A Caixa deve liderar a adesão ao novo modelo, que será testado até o fim de 2026. O funcionamento pleno está previsto para 2027, caso o desenho se mostre eficiente para expandir a oferta de crédito e reduzir custos.

    A norma editada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) estabelece ainda que os mutuários de financiamentos de imóveis avaliados até o novo teto utilizem os recursos de suas contas vinculadas do FGTS para redução do valor financiado, pagamento de prestações ou amortização extraordinária das operações.

    O presidente Lula disse para os brasileiros aguardarem, pois mais mudanças em relação à habitação serão anunciadas ao longo dos próximos meses do final do seu mandato.

    Jader Filho já anunciou que o teto das faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida serão ampliados nas próximas semanas em alguns municípios, para que a população consiga adquirir imóveis pelo programa federal. Em 2026, o governo pretende mexer também na faixa de renda mínima para as famílias acessarem o Minha Casa Minha Vida.

    O lançamento do novo crédito imobiliário contou ainda com a presença e falas do vice-presidente, Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jader Filho (Cidades), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do presidente da Caixa, Carlos Vieira, do presidente da Abrainc (associação de incorporadoras) e do presidente da Cbic, Renato Correia. E foi acompanho pelo presidente da Febraban, Issac Sidney, o presidente do Secovi-SP, Rodrigo Luna, o político Eduardo Suplicy e o deputado federal Guilherme Boulos.

    “Essas mudanças mudam o cenário da habitação no Brasil. Hoje é um dia que a população se aproxima do sonho da casa própria. O que foi feito com o FGTS, junto com o novo crédito imobiliário, vai garantir acesso à moradia digna e de qualidade aos estratos mais carentes da população” afirmou Correia.

    Teto de imóvel com uso do FGTS sobe para R$ 2,25 milhões

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões para indústria naval na Bahia

    Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões para indústria naval na Bahia

    A Petrobras anunciou a construção de seis embarcações offshore no Estaleiro Enseada, em Maragogipe, com investimento de R$ 2,58 bilhões. O projeto deve gerar mais de 5 mil empregos e marca a retomada da indústria naval no Recôncavo Baiano após oito anos de paralisação

    A retomada de investimentos da Petrobras na indústria naval na Bahia prevê a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore nos próximos anos, que serão fabricadas no estaleiro Enseada, em Maragogipe, município do Recôncavo Baiano, a cerca de 130 quilômetros de Salvador.

    Os detalhes foram anunciados nesta quinta-feira (9), em evento na região que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de ministros e centenas de trabalhadores do estaleiro.

    “Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira, mas os caras que deixaram um estaleiro dessa magnitude parado deveriam ser presos por causarem prejuízos à população brasileira”, afirmou Lula durante o anúncio do investimento bilionária para retomar o projeto.

     

    Pela manhã, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Lula participou da inauguração da nova fábrica de veículos elétricos e híbridos da chinesa BYD, na antiga fábrica da Ford, fechada em 2021.

    As seis embarcações são do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel, em inglês), especializadas em atividades de controle de vazamentos em alto-mar, e serão construídas pela empresa navegação CMM Offshore Brasil, para depois serem repassadas para uso da Petrobras.

    O investimento total é estimado em R$ 2,58 bilhões, com previsão de quatro anos para construção e 12 anos de operação para cada contrato. Apenas nessa construção, mais de 5,4 mil empregos, entre diretos e indiretos, serão gerados. Os contratos também exigem 40% de conteúdo local nos componentes usados na fabricação dos barcos.

    “Só para lembrar vocês, nós ficamos 8 anos sem que a Petrobras fizesse uma única demanda à indústria naval brasileira. O que nós estamos retomando, portanto, não tem preço”, destacou Magda Chambriard.

    Segundo a presidente da Petrobras, a companhia já avançou na contratação de 44 de 48 embarcações planejadas para fabricação no Brasil, em diferentes estaleiros do país. Os barcos, segundo ela, têm porte médio a grande, acima de 1 mil metros quadrados de área livre. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME), a renovação da frota naval no Brasil deve gerar 44 mil empregos e R$ 23 bilhões em investimentos.

    De acordo com a estatal, as embarcações que serão construídas na Bahia serão equipadas com um sistema de propulsão híbrida, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel e biodiesel, além da possibilidade de conversão futura para etanol, capazes de reduzir em até 25% de emissões de dióxido de carbônico (CO2), o principal gás causador do efeito estufa.

    Durante o evento, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou investimento de R$ 611,7 milhões para a construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades no setor naval e aquaviário. Desse total, R$ 550,5 milhões serão recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

    O financiamento, de acordo com a pasta, tem potencial de gerar mais de 2 mil empregos diretos. Até o momento, foram construídas quatro embarcações e outras três estão em fabricação.

    O Fundo da Marinha Mercante, mantido pelo governo federal, financia a renovação da frota e a reparação de embarcações.

    “Aqui, no Estaleiro Enseada, renascem quase 7 mil empregos diretos de qualidade. Salários dignos para melhorar a vida das famílias. Mais de 90% dos postos de trabalho estão sendo ocupados por gente daqui, do Recôncavo Baiano. Mão de obra local, benefício local”, celebrou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

    Fábrica de fertilizantes

    A Petrobras também anunciou a retomada e operação das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (Fafen-BA e Fafen-SE), cujas atividades devem começar em janeiro. As plantas vão produzir amônia, ureia perolada e ARLA-32, utilizando contrato que ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias, na Bahia.

    Na Fafen Bahia, o investimento previsto para a retomada da unidade é R$ 38 milhões e a estimativa é de que sejam gerados 750 empregos diretos. Os mesmos valores de investimento e empregos estão previstos para a planta sergipana.

    As duas fábricas, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), outra fábrica nacional de fertilizantes da Petrobras, instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a produção de fertilizantes consumida pelo setor agrícola brasileiro. Uma nova fábrica em construção no Mato Grosso deve elevar a produção nacional para 35% de toda a demanda nos próximos anos, assegurou a presidente da Petrobras. 

    Ainda na Bahia, o governo estadual e a Petrobras assinaram um protocolo de intenções para que a estatal possa utilizar o canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu (BA) para o acostamento de plataformas de petróleo. No local, essas plataformas serão descomissionadas parcialmente e, no futuro, poderão ser reconstruídas no mesmo local, gerando novos empregos.

    O protocolo também prevê a disponibilização de parte do canteiro para que estado da Bahia utilize a área como apoio à construção da Ponte Salvador-Itaparica.

    Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões para indústria naval na Bahia

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • 'Nova poupança' vai liberar mais de 80 mil novos financiamentos para a casa própria na Caixa, diz governo

    'Nova poupança' vai liberar mais de 80 mil novos financiamentos para a casa própria na Caixa, diz governo

    Após superar metas do Minha Casa, Minha Vida, o governo Lula prepara um novo programa habitacional voltado à classe média, com foco em famílias que ganham entre R$ 12 mil e R$ 20 mil por mês. A iniciativa inclui a criação de uma “nova poupança” para financiar imóveis

    (FOLHAPRESS) – A restrição do crédito imobiliário e a alta dos juros deixaram a classe média de fora das políticas habitacionais nos últimos anos. Em seu último ano de mandato, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer virar esse jogo. Após superar a meta de moradias do Minha Casa, Minha Vida, o Planalto prepara uma ofensiva para atender famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil mensais -um público que ficou desassistido, mas tem peso relevante nas urnas de 2026.

    Nesta quinta-feira (9), o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que, enquanto o MCMV (Minha Casa Minha Vida) bate recordes -com a previsão de entregar 3 milhões de moradias até o final de 2026-, a classe média “está desatendida”.

    “Com a Selic a 15% ao ano, ficou impossível para a classe média financiar um imóvel no mercado privado. Queremos corrigir essa distorção e induzir o mercado a voltar a operar para esse público”, disse o ministro no Incorpora 2025, evento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) para o setor imobiliário.

    Jader Filho apontou que a principal dificuldade para a classe média é a ausência de funding (recursos), especialmente porque a poupança, fonte tradicional de financiamento para esse grupo, não está reagindo devido à altíssima taxa de juros no Brasil. Essa taxa de juros, que gira entre 19% e 22%, inviabiliza o financiamento para essa faixa de renda, disse o ministro.

    O papel do governo, segundo Jader Filho, é buscar alternativas para atender a esse segmento significativo da sociedade. Ele fez um convite aos incorporadores para que lancem mais unidades para esse segmento

    Para destravar o financiamento para esse público, o presidente Lula vai anunciar nesta sexta-feira (10), em São Paulo, o novo modelo de crédito habitacional, a “nova poupança. A medida vem como alternativa ao esgotamento da caderneta de poupança tradicional como fonte de crédito mais barato.

    A previsão é liberar imediatamente 5% dos recursos da poupança que estão em depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Essa liberação inicial deve injetar pelo menos R$ 20 bilhões em recursos para financiar a compra da casa própria.

    O impacto imediato previsto, segundo Jader Filho, é de que somente a Caixa Econômica Federal -líder no crédito imobiliário- possa disponibilizar mais 80 mil novos financiamentos habitacionais apenas até o final de 2026.

    A vice-presidente de habitação da Caixa, Inês da Silva Magalhães, afirmou que o banco está otimista com as mudanças.

    Jader Filho também afirmou que a liberação do compulsório era uma demanda do governo desde o início deste mandato, mas só foi possível com a nova direção do Banco Central, sob comando de Gabriel Galípolo.

    O pacote de medidas que será anunciado inclui também o aumento do valor máximo dos imóveis financiados por meio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). A correção abre espaço para incluir imóveis de padrão mais elevado no financiamento com condições mais vantajosas. O teto, que está fixado em R$ 1,5 milhão desde 2018, deve ser corrigido para um patamar próximo a R$ 2 milhões.

    O ministro afirmou ainda que irá levar a voto no Conselho do FGTS o valor de R$ 147 bilhões de orçamento para a habitação em 2026. “Se alguém tem alguma dúvida de que vai faltar recursos, não vai faltar recursos”, disse Jader Filho.

    MINHA CASA MINHA VIDA TERÁ NOVOS TETOS PARA RENDA FAMILIAR

    Embora o foco imediato seja a “nova poupança”, o ministro indicou que a Faixa 4 do MCMV, que contempla famílias de R$ 9.600 até R$ 12 mil, está avançando e dentro do curso esperado pelo governo, considerando que o mercado precisou se ajustar ao lançamento da nova linha. Ele afirmou que havia uma carência de produto específico para essa faixa de renda, mas o mercado está reagindo e lançando empreendimentos, pois agora o recurso existe

    Jader Filho também afirmou que está estudando, em conjunto com a Abrainc, o ajuste do teto da renda e o teto dos imóveis nas faixas mais baixas do MCMV (Faixas 1, 2 e 3) em determinados municípios. A mudança deve ser anunciada nos próximos dias.

    “O MCMV segue forte, é um pilar econômico”, afirmou. Segundo ele, o programa já contratou 1,8 milhão de moradias desde 2023, das quais 1,1 milhão estão em construção. A meta inicial de 2 milhões será superada: a projeção agora é de 3 milhões de moradias contratadas até 2026. Desde o início do mandato, mais de R$ 275 bilhões foram injetados na economia via MCMV.

    Dentro do rol de políticas públicas do governo federal voltado à habitação, o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que haverá também um programa de financiamento voltado para melhorias habitacionais.

    “O déficit habitacional [cerca de 6 milhões de unidades, em 2025] não é formado apenas por famílias que não têm onde morar, mas também por famílias que moram em imóveis que não são adequados”, disse Mello, que defendeu as novas medidas para ampliar o acesso do brasileiro à habitação.

    'Nova poupança' vai liberar mais de 80 mil novos financiamentos para a casa própria na Caixa, diz governo

    Fonte: Gazeta Mercantil