Categoria: adivinhar

  • Taxação BBB, de bancos, bets e bilionários, só é injusta para desinformados, diz Haddad

    Taxação BBB, de bancos, bets e bilionários, só é injusta para desinformados, diz Haddad

    Após a derrota da MP que aumentava impostos sobre bancos, casas de apostas e grandes fortunas, o ministro Fernando Haddad tenta construir, com apoio do Congresso, novas alternativas para recompor o Orçamento de 2026. O governo calcula impacto de até R$ 35 bilhões com a queda da proposta.

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) defendeu nesta terça-feira (14) a chamada tributação BBB, de bancos, bets e bilionários, após a rejeição da MP de aumento de impostos sobre esses setores na Câmara dos Deputados, e disse que recebeu aceno de parlamentares na busca de alternativas.

    Segundo o chefe da equipe econômica, o cardápio de medidas será discutido nos próximos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós estamos aguardando a volta do presidente da República hoje [terça], amanhã [quarta] devemos começar a trabalhar o tema”, disse.

    “Mas já recebi de vários parlamentares acenos no sentido de corrigir o que aconteceu, vamos buscar alternativas ao que aconteceu, porque, de fato, a chamada taxação dos BBBs [bancos, bets e bilionários] só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”, acrescentou.

    A declaração foi dada em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal. Também participaram o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

    “Vejo aqui nessa casa, no Senado, mas também de algumas lideranças importantes da Câmara, agora que a poeira deu uma baixada, a compreensão de que isso vai ter efeitos sobre outros processos, dificuldade de fechar a peça orçamentária, necessidade de cortes em áreas prioritárias, em emendas, isso tem efeitos. Não é uma coisa que você faz para demarcar posição, sem efeitos concretos”, afirmou.

    “Então, quero crer que vamos, agora com a volta do presidente, voltar a nos reunir, sentar com os líderes e buscar uma solução para o Orçamento do ano que vem”, continuou.

    O governo Lula busca alternativas à MP de aumento de impostos, que perdeu validade após a Câmara dos Deputados retirá-la da pauta da sessão da última quarta-feira (8).

    Na semana passada, em entrevista à rádio Piatã da Bahia, o presidente Lula disse que iria se reunir com integrantes do governo na volta da viagem a Roma para discutir possíveis caminhos.

    Segundo técnicos da área econômica, a derrubada da medida deve causar um bloqueio nas despesas de 2025 e obrigar um ajuste de R$ 35 bilhões no PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026.

    Cálculos da equipe técnica também indicam que as emendas parlamentares terão um corte de R$ 7,1 bilhões no Orçamento de 2026 se o Congresso Nacional não compensar o espaço fiscal perdido com a derrubada da MP.

    Na audiência, Haddad ressaltou a importância da MP para o Orçamento de 2026 e afirmou que a proposta era “muito justa, inclusive no que diz respeito aos títulos isentos.” “Ela buscava diminuir a distância entre o que paga de imposto alguém que adquire um título público do que um título incentivado”, acrescentou.

    O ministro defendeu a taxação de setores que produzem externalidades negativas, como é o caso das apostas esportivas, que podem gerar dependência, e aumentou a pressão sobre as bets.

    “Às vezes, tem coisas que são difíceis de proibir, embora no caso das bets nós tenhamos tecnologia hoje para, se essa queda de braço continuar e ir para um embate mais firme com o setor, que teve uma participação desastrosa nos debates na Câmara, há tecnologia para enfrentar esse tema”, disse.

    “Mas eles têm que dar uma contribuição para os efeitos colaterais de um entretenimento que pode gerar dependência”, complementou.

    Diante do risco fiscal, líderes e deputados governistas no Congresso afirmam que o governo estuda um arsenal de medidas para recuperar a arrecadação prevista com a medida.

    Entre as possibilidades estão um novo decreto para ampliar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) -após o recuo parcial na tentativa de aumentar o imposto em determinadas operações- e a retomada de partes do texto rejeitado por meio de projetos de lei.

    O governo poderia tentar emplacar novamente a regra que limita o uso de créditos tributários para abater impostos a pagar ou ainda a tributação maior das bets, além das fintechs citadas por Lula. No entanto, esses temas podem enfrentar novas resistências no Congresso.

    Mas, até o momento, não há definição sobre o cardápio que será apresentado a Lula.

    Taxação BBB, de bancos, bets e bilionários, só é injusta para desinformados, diz Haddad

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Governo avalia cenário energético antes de decidir sobre horário de verão

    Governo avalia cenário energético antes de decidir sobre horário de verão

    Ministro Alexandre Silveira afirmou que o país vive um momento de segurança energética e que o governo está tecnicamente preparado para decidir sobre a medida. Silveira lembrou que o Brasil é um país que depende naturalmente de suas hidrelétricas

    SÃO PAULO, SP (AGÊNCIA BRASIL) – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (14) que o governo federal está “completamente seguro” de que o país não precisará retomar o horário de verão neste ano.

    “O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne mensalmente para discutir a segurança energética nacional e a modicidade tarifária [princípio que garante cobrança de tarifas justas]. Chegamos à conclusão que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano.”

    Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa “Bom Dia, Ministro”, Silveira lembrou que o Brasil é um país que depende naturalmente de suas hidrelétricas.

    “Elas nos dão segurança energética e dependem das nossas térmicas. Por isso, estamos implementando e vamos, na próxima semana, lançar o leilão das térmicas.”

    “O Brasil produz muita energia, em especial, com o advento das energias renováveis. São energias ainda intermitentes. Por isso, também estamos com uma expectativa muito grande de lançar, ainda este ano, nosso leilão de bateria. A gente vai literalmente armazenar vento. O vento vai ser armazenado através das baterias.”

    “Através da bateria, vamos ter o sol até 22 horas armazenado. Energia solar armazenada em baterias. É um grande sistema que vem estabilizar o nosso sistema”, completou.

    O ministro destacou que as chamadas energias intermitentes cresceram rapidamente não apenas Brasil, mas em todo o mundo.

    “É um grande problema é não é um problema nacional, é um problema no mundo inteiro. Portugal, Espanha sofreram agora recentes apagões de longo prazo por causa dessa intermitências”.

    “Mas o nosso sistema é muito robusto. Há um planejamento muito bem feito e nós estamos completamente seguros de que não precisamos do horário de verão neste ano.”

    “O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Por isso, teríamos coragem completa e absoluta, caso fosse necessário, independentemente das opiniões e das controvérsias sobre o horário de verão, de implementá-lo”, concluiu.

    Governo avalia cenário energético antes de decidir sobre horário de verão

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro

    Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro

    Índice fechou o mês com alta de 2,1%, vindo de dois meses seguidos em 1,9%; governo conta com indicador para ganhar votos para as eleições de 26 de outubro

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Faltando 12 dias para as eleições legislativas na Argentina, o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) divulgou que a inflação de setembro teve uma leve aceleração no país. O indicador teve alta de 2,1% ante o mês anterior, o mais elevado desde abril, e de 31,8% no acumulado de 12 meses.

    A inflação é o principal foco econômico do governo na campanha, e analistas concordam que houve um aumento. Em agosto, a inflação havia sido de 1,9% mensal, mesmo desempenho de julho.

    Durante setembro, o dólar teve um aumento significativo, chegando a 1.474,50 pesos argentinos, o que levou o banco central do país a vender reservas. No entanto, após isso, o dólar caiu para cerca de 1.420 pesos argentinos.

    O segmento com o maior aumento no mês foi o de habitação, água, eletricidade e outros combustíveis (3,1%), devido aos aumentos em aluguéis residenciais, seguido por educação (3,1%).

    O grupo com maior impacto na variação mensal regional foi o de alimentação e bebidas não alcoólicas, exceto na Patagônia, onde o maior impacto foi registrado em transportes.

    As duas divisões que registraram as menores variações em setembro de 2025 foram lazer e cultura (1,3%) e restaurantes e hotéis (1,1%).

    O governo de Javier Milei defendia que o impacto da crise cambial que o país viveu após os resultados negativos para o partido do presidente nas eleições legislativas da província de Buenos Aires seria pequeno.

    A previsão de inflação é influenciada pelo aumento nos preços de hortaliças e frutas, que também impactaram os preços de alimentos e bebidas na região.

    Os analistas sugerem que a perda de valor do peso é repassada somente após algum tempo, com expectativa de inflação acima de 2% nos próximos meses.

    Após cair com a intervenção do Tesouro norte-americano no mercado cambial argentino, com a compra de pesos, ocorrida na semana passada, o dólar voltou à tendência de alta nesta terça-feira.

    O dólar oficial fechou a 1.392 pesos argentinos (acima do teto da banda, de 1.385 pesos), enquanto o mercado esperava os desdobramentos do encontro entre Milei e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.

    No fim da tarde, as ações argentinas reagiam mal ao condicionamento feito por Trump, de que o apoio à Argentina dependia do desempenho de Milei nas eleições de 26 de outubro. O Merval S&P caía 2,7%.

    Questionado pelos jornalistas sobre um eventual projeto de dolarização da economia argentina -algo que Milei prometeu durante a sua campanha, em 2023, mas que sumiu do radar-, Trump disse que não se opunha, embora “gostasse” dos pesos. Ele defendeu que os países confiem no dólar e criticou os países do Brics, em uma busca por negociar sem usar a moeda americana.

    “Estão todos saindo dos Brics. Era um ataque ao dólar. Eu disse: ‘querem jogar esse jogo? Vamos colocar tarifas sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos’. Eles disseram: ‘estamos fora dos Brics’. E agora ninguém mais fala disso”, disse o republicano.

    Crise no câmbio faz inflação na Argentina voltar a acelerar em setembro

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Petrobras aguarda solução para licenciamento na Foz do Amazonas

    Petrobras aguarda solução para licenciamento na Foz do Amazonas

    Segundo Magda Chambriard, presidente da Petrobras, a sonda para perfuração está contratada até dia 21

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou nesta terça-feira (14) que esperava que a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a exploração na Bacia da Foz do Amazonas já tivesse sido concedida. Segundo a executiva, haverá nova reunião entre as equipes da estatal e do órgão ambiental na próxima quinta-feira (16).

    “A preocupação agora é o dia 21 de outubro, que é o dia limite do contrato da sonda [para perfuração]. Se a gente não começar a perfurar até o dia 21, essa sonda pode ser retirada da locação e se ela for retirada e substituída por outra sonda no futuro, o que vai acontecer é que o processo de licenciamento começa tudo de novo”, disse Magda, após a reunião do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, no Rio de Janeiro.

    A executiva disse esperar que a perfuração comece até o próximo dia 21. “Até onde me foi informado o que existia era uma demanda por uma reunião para esclarecimentos e espero que nessa reunião, no próprio dia 16, esteja tudo resolvido para iniciar a perfuração”, acrescentou. 

    Magda afirmou que a estatal está enfrentando uma dificuldade de fazer uma nova locação dessa mesma sonda. 

    “Essa sonda é rara no mundo. É uma das poucas sondas de última geração que existem no mundo. A gente tem duas, três sondas dessas no mundo todo. É uma sonda altamente demandada”.

    De acordo com a executiva, essa sonda custa por dia R$ 4,2 milhões à Petrobras. “Estou otimista que vai dar certo, senão essa sonda já teria saído de lá há muito tempo”, completou Magda.

     

    Petrobras aguarda solução para licenciamento na Foz do Amazonas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Ambev escapa da crise do metanol, mas frio, geração Z e até Ozempic viram vilões para ações

    Ambev escapa da crise do metanol, mas frio, geração Z e até Ozempic viram vilões para ações

    A gigante de bebidas perdeu cerca de R$ 11,6 bilhões em valor de mercado desde o dia 29 de setembro, primeiro pregão após o início dos casos de contaminação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A indústria da cerveja deveria, em tese, ter sido beneficiada pela crise do metanol, que atingiu os destilados. No caso da Ambev, esse fator não parece ter impedido a queda das ações na última quinzena.

    A gigante de bebidas perdeu cerca de R$ 11,6 bilhões em valor de mercado desde o dia 29 de setembro, primeiro pregão após o início dos casos de contaminação, até a última quinta-feira (9).

    Mas essa fotografia não conta a história toda. Dona de um portfólio concentrado em cervejas e drinks prontos, a Ambev passa ao largo da crise justamente pelo foco das contaminações estar em bebidas destiladas como vodka, gin e cachaça, não comercializados por ela.

    Pela lógica, faria sentido até que a empresa se beneficiasse de uma “corrida pela cerveja”, dizem especialistas ouvidos pela reportagem. Pelos números, não parece ser esse o caso também.

    O desempenho das ações deriva de uma série de fatores que vão além da crise do metanol -inclusive temporalmente. Os papéis da dona da Skol e da Brahma caíram 12% nos últimos seis meses; no acumulado do ano, ficaram praticamente de lado, em alta de 2%.

    Um relatório nomeado “Sem Happy Hour”, publicado no fim de setembro pela XP Investimentos, ilustra o tamanho do problema. A corretora rebaixou a empresa de “neutra” para “venda” -isso é, passou a recomendar que investidores deixassem de ter papéis da Ambev em carteira. O panorama traçado parece ressoar com outras casas de análise: segundo a Bloomberg, apenas 3 das 20 corretoras consultadas recomendam compra das ações.

    São três os principais motivos para o relativo pessimismo em relação à Ambev.

    O primeiro vincula as temperaturas abaixo da média dos últimos meses ao apetite por cerveja: no frio, a “gelada” não tem o mesmo apelo.

    Diferentemente de 2023 e 2024, o inverno de 2025 teve temperaturas baixas de fato. Em São Paulo, por exemplo, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) confirmou que a estação foi a mais fria em 30 anos.

    O relatório da XP estabelece correlações entre clima e estimativas sobre o volume de cerveja vendido no Brasil.

    O primeiro trimestre do ano, marcado por um verão mais quente que a média, registrou alta de 0,7% nas vendas em relação ao mesmo período de 2024. O segundo trimestre, porém, teve queda de 9% na comparação anual, e o terceiro deve mostrar uma diminuição de 6,1%.

    A tendência segue até o próximo ano, e é somente no segundo trimestre de 2026, por causa da Copa do Mundo de Futebol, que os analistas vêem as vendas de cerveja de volta no positivo.

    Uma executiva da Ambev, sob condição de anonimato, de fato atribui a queda das ações e das vendas ao clima. O ano passado foi o mais quente já registrado, disse ela, e o contraste com 2025 torna evidente a influência do clima no consumo de cerveja e o desafio de equilibrar as contas. A estratégia de longo prazo da companhia já leva a sazonalidade em consideração, afirma.

    Por outro lado, há uma mudança no comportamento de consumo em curso, segundo os analistas: os brasileiros estão tomando menos cerveja.

    Em média, cada brasileiro consome 74 litros de cerveja anualmente, de acordo com o relatório da XP. 2024 foi o primeiro em sete anos a registrar um consumo abaixo da régua (cerca de 73 litros), e 2025 deve terminar em 69 litros per capita.

    “O ponto crucial aqui é de queda no volume de vendas: a população está bebendo menos cerveja, e isso é uma mudança estrutural. A Ambev controla o mercado cervejeiro do país, com uma fatia de quase 60%. Aumentar o volume de vendas pelo aumento da fatia de mercado é difícil: quando uma empresa já é muito grande, ela não consegue fazer muitas aquisições, porque o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] tende a barrar”, diz Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos.

    “Ganhar de forma orgânica também é difícil: é preciso que a indústria cresça como um todo, e estamos vendo o movimento oposto.”

    Ainda, o estilo de vida “wellness”, capitaneado pela geração Z (a dos nascidos entre 1997 e 2013), e até o uso de inibidores de apetite, como Ozempic e Mounjaro, jogam água no chope no médio prazo.

    O “wellness” -um modo de vida que defende escolhas mais saudáveis de nutrição e incentiva atividades físicas- deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar “um dos principais motores do consumo de cerveja”, pontuam os analistas da XP.

    Em outras palavras, a força online do movimento de bem-estar está se traduzindo em vendas na vida offline, mostrando que as “gerações mais jovens incorporaram saúde, nutrição e fitness em seu cotidiano” e que elas estão “dispostas a gastar mais em produtos funcionais, experiências presenciais e alternativas sem álcool”.

    A tendência se mostra em outras pesquisas. O relatório “O dossiê das bebidas”, feito em 2024 pela MindMiner, mostra que 45% dos consumidores maiores de idade da geração Z consomem bebidas alcóolicas -menor porcentagem entre os grupos geracionais. Os millenials (nascidos entre 1981 e 1996) vêm logo em seguida, com 57%; baby boomers (1946 e 1964) marcam 65%, e geração X (1965 e 1980) lideram o quadro, com 67%.

    Somam-se a isso as canetinhas emagrecedoras. “Ninguém sabe ainda quanto elas podem impactar, se muito ou pouco, mas é mais um fator de risco para a Ambev”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.

    Isso porque, segundo alguns estudos preliminares, não é só o consumo de alimentos que diminui entre os usuários -o de álcool também. A semaglutina, componente dos inibidores de apetite, tem o potencial de reduzir o desejo por bebidas alcoólicas, como reportou a revista de relatórios científicos Jama Psychiatry, dos Estados Unidos.

    Conforme os medicamentos ganham popularidade globalmente, a leitura é que eles estão pavimentando o caminho para mudanças estruturais de consumo. No Brasil, o impacto das canetinhas deve demorar mais para se materializar do que em mercados desenvolvidos, devido à menor renda per capita e ao alto custo dos produtos. Mas a quebra de patentes -a da Ozempic, por exemplo, está prevista para julho de 2026- deve tornar os preços mais acessíveis e acelerar essas mudanças.

    À reportagem a executiva da Ambev afirmou que o consumo da geração Z não gera preocupações dentro da empresa. Ainda que as pesquisas tenham sido conduzidas apenas com pessoas maiores de 18 anos, o grupo geracional como um todo ainda não chegou completamente à maioridade, diz ela, e, até agora, reproduz o mesmo padrão de compra de quando as demais gerações tinham essa faixa etária. Dados internos não foram compartilhados com a reportagem.

    Em relação às canetinhas emagrecedoras, a executiva diz que ainda não existem estudos que comprovem de forma satisfatória a correlação entre inibidores de apetite e queda nas vendas de cerveja. É uma tendência emergente e que a Ambev seguirá acompanhando, afirma.

    Atenta ao estilo de vida “wellness”, a empresa tem aumentado a produção de cervejas sem álcool, cujo consumo disparou 600% no último ano. Para analistas de mercado, a Ambev está bem posicionada no segmento para seguir na liderança. O aumento, porém, não parece compensar a desaceleração geral da indústria, “que provavelmente seguirá impactando negativamente as vendas de cerveja”, diz a XP.

    A competição com a Heineken, o terceiro motivo, também deixa o copo meio vazio para a Ambev. A principal concorrente da companhia inaugurou, no último mês de agosto, a expansão de sua cervejaria em Igarassu, Pernambuco, triplicando a capacidade produtiva da unidade. Isso mostra uma abordagem voltada à quantidade, “o que provavelmente vai criar ventos contrários tanto para volume quanto para a capacidade de precificação da Ambev”.

    A executiva da empresa afirmou que, em termos de concorrência, o terceiro trimestre deve mostrar uma virada no jogo. A Ambev repassou o aumento de custos de produção para os consumidores no trimestre encerrado em junho, enquanto as demais empresas seguraram o repasse para os três meses seguintes. Agora, diz ela, quem manterá os preços será a Ambev, invertendo o cenário e favorecendo a empresa em termos de preferência de consumo.

    Ambev escapa da crise do metanol, mas frio, geração Z e até Ozempic viram vilões para ações

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • BTG propõe troca de ações para fechar capital do Banco Pan

    BTG propõe troca de ações para fechar capital do Banco Pan

    O BTG Pactual apresentou proposta para incorporar totalmente o Banco Pan e tirá-lo da Bolsa, oferecendo ações próprias em troca das do banco digital. A operação, que ainda depende de aprovações do Banco Central e dos acionistas, visa simplificar estruturas e reduzir custos operacionais.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O BTG anunciou, em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (13), uma proposta de incorporação completa do Banco Pan. O conglomerado financeiro oferecerá as próprias ações para tornar o banco digital uma subsidiária e tirá-lo da Bolsa.

    A proposta é de 0,2128 “unit” do BTG, composta por uma ação ordinária e duas preferenciais de classe A, para cada ação preferencial do Banco Pan. Isso representa um prêmio de mais de 30% sobre o preço atual do Pan, segundo o documento.

    Hoje, o BTG é o controlador do Pan e a operação visa incorporar a totalidade das ações circulantes. Os acionistas minoritários do Pan poderão exercer direito de retirada e vender de volta os papéis, se não concordarem com a operação.

    O processo requer aprovação dos acionistas das duas companhias em assembleias que devem ocorrer no prazo de quatro semanas. Ainda é necessária aprovação do Banco Central. O BTG pretende concluir a operação ainda em 2025.

    Segundo o conglomerado financeiro, a incorporação tem o objetivo de simplificar a estrutura, reduzir custos redundantes e unir produtos dos dois bancos.

    “A operação visa a consolidação, em uma única instituição financeira listada, de uma ampla e diversa gama de produtos para diferentes perfis de clientes, com consequente diversificação de portfólio, ganho de escala e eficiência, conferindo benefícios significantes para as companhias e seus acionistas”, afirma o BTG.

    O Pan é o antigo Banco PanAmericano, que era controlado pelo Grupo Sílvio Santos. Em 2009, 35% do capital total da instituição financeira foi vendido à Caixa Econômica Federal por R$ 739,3 milhões. O movimento foi autorizado pelo BC em meados de 2010.

    Poucos meses depois da aprovação, a autoridade monetária descobriu uma fraude de R$ 2,5 bilhões (nos valores da época) ao cruzar informações das carteiras de crédito do banco -cifra que mais tarde se revelaria muito maior, de R$ 4,3 bilhões.

    A descoberta levou a uma investigação interna e o Grupo Sílvio Santos -então controlador do Pan- conseguiu um empréstimo com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) como assistência financeira para cobrir a fraude.

    Em janeiro de 2011, Silvio Santos assinou a venda de sua parte no banco para o BTG Pactual, que tornou-se sócio da Caixa no negócio. Em 2021, a o banco estatal vendeu sua participação no Pan para o banco privado.

    A incorporação do Pan foi o segundo anúncio nesta segunda-feira de retirada de uma empresa da Bolsa. Mais cedo, a Gol convocou assembleia para ser incorporada por uma nova empresa fechada.

    BTG propõe troca de ações para fechar capital do Banco Pan

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Corte de emendas pode ser maior que R$ 7 bi, mas depende de Lula, diz Haddad

    Corte de emendas pode ser maior que R$ 7 bi, mas depende de Lula, diz Haddad

    Haddad diz que discutirá com Lula medidas fiscais após retorno ao Brasil. Ministro da Fazenda afirmou que cortes em emendas parlamentares podem ultrapassar R$ 7 bilhões e que a decisão dependerá do cenário e da reunião com o presidente

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (14) que irá despachar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre medidas fiscais quando ele voltar ao Brasil.

    O presidente havia sinalizado uma reunião para esta quarta-feira (15) com ministros para discutir alternativas a medida provisória que aumentava impostos sobre bets, papéis isentos do agro e o outros. A medida perdeu a validade ao não ser votada pelo Congresso.

    O ministro disse que o montante a ser cortado de emendas parlamentares depende do cenário e da decisão de Lula, mas afirmou que pode ser até maior que R$ 7 bilhões.

    Corte de emendas pode ser maior que R$ 7 bi, mas depende de Lula, diz Haddad

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Wells Fargo supera em lucro e receita no terceiro trimestre

    Wells Fargo supera em lucro e receita no terceiro trimestre

    Lucro do Wells Fargo cresce 10% no 3º trimestre e supera previsões de analistas. Banco americano registrou resultado de US$ 5,6 bilhões, impulsionado pela alta nas receitas e pela queda nas provisões para perdas de crédito, após o fim das restrições impostas pelo Fed

    O Wells Fargo teve lucro líquido de US$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, acima dos US$ 5,1 bilhões do igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 14. O lucro diluído por ação do banco americano ficou em US$ 1,66, superando a previsão de analistas compilados pela FactSet, de US$ 1,55.

    A receita subiu 5,25% na mesma comparação, a US$ 21,44 bilhões, vindo levemente acima do consenso da FactSet, de US$ 21,14 bilhões.

    As provisões para perdas com crédito somaram US$ 681 milhões no terceiro trimestre, queda de 36% em relação a um ano antes.

    Este foi o primeiro trimestre completo em que o Wells esteve livre do limite de ativos que o Federal Reserve (Fed) impôs em 2018 como punição pelo escândalo das contas falsas. O Fed levantou o limite de ativos no início de junho, pouco antes do final do segundo trimestre.

    Por volta das 7h58 (de Brasília), a ação do Wells Fargo subia 1,77% no pré-mercado de Nova York.

     

    Wells Fargo supera em lucro e receita no terceiro trimestre

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

    Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

    O encontro entre Javier Milei e Donald Trump na Casa Branca marca uma nova etapa da aproximação entre Argentina e Estados Unidos. A reunião deve reforçar o apoio americano ao governo argentino e faz parte da estratégia de Washington para conter a influência econômica da China na América Latina

    (FOLHAPRESS) – A foto que Javier Milei busca ao chegar aos Estados Unidos nesta terça-feira (14) para um encontro com Donald Trump na Casa Branca deve selar mais do que um apoio do presidente dos EUA ao governo da Argentina para as eleições legislativas daqui a duas semanas. A reunião pode representar um novo passo nas investidas americanas para frear a influência chinesa no país.

    Nas últimas semanas, os EUA sinalizaram um apoio de US$ 20 bilhões (R$ 110 bilhões) à Argentina, na forma de um swap (troca de moedas entre bancos centrais). O movimento, que surpreendeu analistas, serviu para respaldar o programa econômico do governo e dar um freio na crise cambial que o país latino vive às vésperas das eleições de 26 de outubro.

    Para o governo argentino, foi um gesto de socorro, que evitou que o país continuasse queimando dólares para controlar a escalada do câmbio. Já a Casa Branca tem expectativas em relação ao atual alinhamento de Milei ao governo de Trump, que encontra eco em outros países da região, como Paraguai, Equador e, em breve, a Bolívia, que terá um segundo turno entre candidatos de direita no próximo domingo (19).

    “Milei está empenhado em tirar a China da Argentina”, disse, sem meias-palavras, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, em uma entrevista dada à TV americana na semana passada, em meio ao anúncio de que os americanos haviam comprado pesos argentinos no mercado.

    “A Argentina é uma referência na América Latina. O presidente Milei fez a coisa certa. Ele está tentando quebrar cem anos de um ciclo negativo. Não queremos um Estado falido na região”, explicou Bessent, em referência à Venezuela.

    Bessent alertou sobre o avanço das empresas chinesas e reiterou a necessidade de reforçar alianças com países que tenham modelos econômicos capitalistas fortes. Ele mencionou que a presença da China se dá principalmente por investimentos em recursos naturais encontrados na Argentina, como terras raras e urânio, e acredita que as empresas privadas dos EUA podem ser aliadas no desenvolvimento desses setores.

    Economistas críticos ao alinhamento de Milei destacam que ele pode não ser vantajoso, já que os Estados Unidos competem com produtos exportados pelos argentinos, como grãos e carnes, enquanto a China é um cliente do qual o país não pode abrir mão. Representantes de agricultores dos Estados Unidos também criticam o apoio de Trump aos competidores.

    No ano passado, os principais produtos argentinos vendidos aos chineses foram carnes, grãos, produtos químicos orgânicos e compostos de terras raras; no sentido oposto, compraram máquinas e equipamentos, produtos químicos e automóveis.

    A resposta chinesa a Bessent foi dura. No sábado (11), a embaixada do país asiático na Argentina publicou uma nota em que criticou as declarações feitas por Bessent, chamando-as de “provocativas” e alegando que refletem uma mentalidade da Guerra Fria.

    Eles acusam os Estados Unidos de realizar ações de “hegemonia e intimidação” e de intervenções nos assuntos de outras nações. “São palavras que só parecem fortalecer um espírito de confronto e intervencionismo nos assuntos de outras nações soberanas.”

    A diplomacia chinesa destacou que o país mantém um swap anterior, de cerca de US$ 18 bilhões (R$ 98,3 bilhões), com o BCRA (Banco Central da República Argentina) e investimentos em diferentes províncias. A embaixada enfatizou que a cooperação da China beneficia o desenvolvimento econômico e social da América Latina, ao contrário das tentativas dos EUA de impor controle na região.

    “Os países da América Latina e do Caribe têm o direito de escolher, de forma independente e livre, qual é o seu caminho de desenvolvimento e quem são seus parceiros de cooperação. Diante dessa situação, seria melhor que os Estados Unidos parassem de semear discórdia e criar problemas onde não existem, para dar contribuições mais reais ao desenvolvimento da região que afirmam defender”, escreveu a embaixada.

    O investimento direto chinês na Argentina flutuou nos últimos anos, seja por incertezas econômicas globais ou por crises internas no país vizinho. Em 2023, ano em que Milei foi eleito, o estoque total de investimentos foi de US$ 1,82 bilhão, enquanto o patamar máximo foi em 2021, de US$ 2,14 bilhões, segundo dados do governo chinês.

    Os aportes tiveram destinos variados, como a modernização de ferrovias -como a Belgrano e a San Martín- e outras obras de infraestrutura na Argentina. No setor de energia e mineração, os chineses têm investido na exploração de lítio e em projetos de energia renovável, como o parque solar Cauchari (em Jujuy), além de modernização agrícola.

    A Argentina ingressou na Iniciativa do Cinturão e Rota em 2022 e assinou um plano de cooperação em 2023, com foco em infraestrutura, energia e modernização industrial. A chegada de Milei ao poder esfriou os planos de entrada da Argentina nos Brics, apesar do convite patrocinado pelo presidente Lula.

    Um entrave para os planos do governo americano é que a Constituição argentina define que os recursos naturais são de domínio das províncias. O novo embaixador de Trump no país, Peter Lamelas, sabia disso ao defender a sua indicação no Senado americano, em julho. Ele disse que seu objetivo na Argentina seria “dialogar com os governadores e garantir que eles não façam acordos com os chineses”.

    Na época, líderes de diferentes províncias repudiaram o discurso, dizendo que as palavras de Lamelas atacavam a liberdade e a soberania da Argentina. “É inaceitável que um embaixador estrangeiro pretenda imiscuir-se nos assuntos internos de um país ao qual não é mais do que um visitante temporário”, disse Ricardo Quintela, governador de La Rioja.

    Com ajuda a Milei, Trump aposta em reduzir influência chinesa na Argentina

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Pix automático passa a ser obrigatório; veja como funciona o novo sistema

    Pix automático passa a ser obrigatório; veja como funciona o novo sistema

    Nova modalidade do Banco Central substitui boletos e débitos automáticos, permitindo pagamentos recorrentes autorizados de forma única pelo usuário. O serviço beneficia empresas, microempreendedores e consumidores, que poderão pagar contas, assinaturas e mensalidades de forma automática, segura e disponível 24 horas por dia

    Com a promessa de substituir o débito automático e os boletos, o Pix automático torna-se obrigatório nesta segunda-feira (13). Lançada em caráter opcional em junho, a extensão do Pix foi desenvolvida para o usuário autorizar pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços, como microempreendedores individuais (MEI). O cliente autoriza uma única vez, com os débitos ocorrendo automaticamente na conta do pagador.

    A ferramenta pretende beneficiar tanto empresas como consumidores. De acordo com o Banco Central (BC), o débito automático beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

    Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.

    Como funciona

    • Empresa envia pedido de autorização de Pix automático a cliente
    • No aplicativo do banco ou instituição financeira, o cliente acessa a opção “Pix automático”
    • Lê e aceita os termos da operação
    • Define a periodicidade da cobrança, o valor (fixo ou variável) e o limite máximo por transação
    • A partir da data acordada, o sistema faz os débitos automaticamente
    • Cobrança pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados
    • Usuário pode cancelar autorização e ajustar valores e periodicidade a qualquer momento

    Tipos de contas

    O Pix automático só é válido para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, serviço que os bancos devem oferecer obrigatoriamente desde outubro de 2024.

    Algumas contas pagas com Pix automático

    Contas de consumo (luz, água, telefone)Mensalidades escolares e de academiasAssinaturas digitais (streaming, música, jornais)Clubes de assinatura e serviços recorrentesOutros serviços com cobrança periódica

    Algumas empresas, principalmente micro e pequenas empresas, usavam o Pix agendado recorrente para cobranças periódicas. O Pix automático promete simplificar as operações de cobrança.

    No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.

    Segurança

    O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou, em junho, uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático.

    Bancos e instituições de pagamentos deverão checar uma série de informações das empresas, divididas em três eixos: dados cadastrais, compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço ofertado no Pix automático e histórico de relacionamento com o participante. Para impedir fraudes por empresas recém-criadas, somente empresas em atividade há mais de seis meses poderão oferecer a nova modalidade do Pix.

    As regras de segurança que os bancos deverão checar são as seguintes:

    • Data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
    • Situação cadastral dos sócios e administradores no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e outras informações da empresaCompatibilidade entre a atividade econômica e o serviço oferecido para o Pix automático
    • Quantidade de funcionários, valor do capital social e faturamentoTempo de abertura da conta e uso de outros meios de cobrançaFrequência das transações com o participante

    Pix automático passa a ser obrigatório; veja como funciona o novo sistema

    Fonte: Gazeta Mercantil