Categoria: adivinhar

  • Petróleo despenca mais de 15% após trégua entre EUA e Irã

    Petróleo despenca mais de 15% após trégua entre EUA e Irã

    Mercado reage ao adiamento do ultimato de Trump e à sinalização de cessar-fogo. Barril volta a ficar abaixo de US$ 100, mas analistas alertam que reabertura do Estreito de Ormuz será decisiva para confirmar estabilidade

    Os preços do petróleo despencaram mais de 15% e voltaram a ficar abaixo dos US$ 100 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar o ultimato ao Irã e Teerã sinalizar disposição para negociar um cessar-fogo permanente.

    Por volta das 21h15 de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo nos Estados Unidos, caía 15,40%, sendo negociado a US$ 95,55.

    Já o Brent do Mar do Norte, referência global, recuava 15,03%, para US$ 92,85. Ambos voltaram a ficar abaixo da marca simbólica dos US$ 100, em meio ao alívio do mercado com a possibilidade de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz.

    “Aceito suspender os bombardeamentos e os ataques contra o Irã durante duas semanas”, declarou Trump na rede Truth Social, pouco mais de uma hora antes do fim do ultimato que havia reforçado na véspera, após negociações com mediadores paquistaneses.

    O cessar-fogo foi condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, o que também foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

    Teerã anunciou ainda que pretende negociar com os Estados Unidos um acordo para encerrar a guerra, com conversas previstas a partir de sexta-feira, em Islamabad, ao longo de duas semanas. O país também se comprometeu a reabrir o estreito caso cessem os ataques americanos e israelenses.

    “Se os ataques contra o Irã cessarem, as nossas poderosas forças armadas cessarão as suas operações defensivas”, afirmou Araghchi na rede X.

    “Durante um período de duas semanas, será possível uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas”, acrescentou.

    Antes desses anúncios, o preço do petróleo havia disparado cerca de 70% desde o início do conflito, no fim de fevereiro.

    Assim que a Casa Branca recuou e substituiu a escalada iminente por um cessar-fogo condicional de duas semanas, o mercado do petróleo começou a recuperar um funcionamento mais fluido e equilibrado”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, em entrevista à agência France Presse.

    Segundo ele, houve uma redução do chamado “prêmio de risco” que vinha pressionando os preços nos últimos dias.

    Os investidores “esperavam desesperadamente notícias encorajadoras há várias semanas e, ainda mais desesperadamente, ver medidas concretas sendo tomadas para uma desescalada”, disse Michael Brown, da corretora Pepperstone.

    Apesar do alívio, analistas alertam que o cenário ainda é incerto.

    “No entanto, para que esta evolução se confirme, os operadores precisarão de mais do que simples declarações diplomáticas. Terão de constatar uma retoma efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz. Enquanto não estiver visivelmente reaberto, tratar-se-á de simples liquidações de posições, em vez de uma reavaliação sustentável dos preços”, concluiu Innes.
     
     

     

    Petróleo despenca mais de 15% após trégua entre EUA e Irã

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Governo contraria Motta e mantém plano de novo projeto por fim da escala 6×1

    Governo contraria Motta e mantém plano de novo projeto por fim da escala 6×1

    No Planalto, as discussões vinham sendo conduzidas principalmente por Boulos e Gleisi; o envio do projeto é visto como uma estratégia para acelerar a tramitação da proposta no Legislativo

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo Lula (PT) deve contrariar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e insistir no envio de um novo projeto de lei que propõe a redução da escala de trabalho 6×1.

    À reportagem um integrante do Palácio do Planalto envolvido nas discussões negou que exista um acordo para recuar e dar prioridade à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que já está em tramitação na Câmara, conforme anunciou Motta nesta terça-feira (7).

    Membros do governo afirmam que a possibilidade de envio do PL segue sendo considerada e que será observada a tramitação das propostas atualmente deliberadas pelo Congresso antes de enviar o texto próprio.

    Uma possível mudança de planos não teria sido discutida pelos ministros que lideravam a discussão, Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann, que até recentemente chefiava a Secretaria de Relações Institucionais.

    O envio do projeto é visto como uma estratégia para acelerar a tramitação da proposta no Legislativo.

    Motta havia afirmado a jornalistas que a mudança de posição do governo teria sido fruto de um alinhamento que definiu as próximas etapas para a votação da PEC. Segundo ele, o líder do governo, José Guimarães (PT-PE), afirmou que o projeto com urgência constitucional não será mais enviado.

    Ao contrário de uma PEC, os projetos de lei têm prazo de 45 dias para serem votados na Câmara. Propostas de redução da jornada já tramitam na Casa neste formato, que tem tramitação mais lenta.

    “A admissibilidade deverá ser votada na próxima semana na CCJ e imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando a redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, disse Motta.

    Atualmente, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) está analisando duas propostas: uma, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a adoção da carga semanal de quatro dias de trabalho e três dias de descanso. Já a proposta de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador. A proposta de Lopes tem sido priorizada nos debates da comissão.

    No Planalto, as discussões vinham sendo conduzidas principalmente por Boulos e Gleisi -então à frente da articulação política do governo.

    O movimento ocorre em meio à transição no comando da Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política do governo. Desde a saída de Gleisi para disputar as eleições, o cargo é ocupado interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Costa.

    Inicialmente, o governo não pretendia enviar um texto próprio ao Congresso, mas apoiar propostas que garantissem ao menos dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas.

     

    Governo contraria Motta e mantém plano de novo projeto por fim da escala 6×1

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

    Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

    Ministério de Portos e Aeroportos prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão no terminal, que deve ter certame ainda em 2026; espaço será leiloado junto a outros dez aeroportos regionais

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Inframerica concorrerá no novo leilão do aeroporto internacional de Brasília (Juscelino Kubitschek), previsto para ocorrer ainda em 2026. A participação da concessionária no certame faz parte do processo de repactuação do terminal.

    Atualmente, a Inframerica já administra o espaço. A concessionária é controlada pelo conglomerado Corporación América Airports, que está à frente de 52 aeroportos em seis países (Argentina, Armênia, Brasil, Equador, Itália e Uruguai). A Infraero é sócia da Inframerica e mantém 49% de participação na concessão.

    O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou neste mês um acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Inframerica para a repactuação do contrato de concessão do terminal de Brasília. A Infraero sairá da concessão.

    A Inframerica diz que o pedido de repactuação foi feito por causa da baixa demanda no aeroporto observada ao longo dos últimos anos. A concessionária diz em nota que a aprovação da proposta pelo TCU representa um passo importante para a modernização do contrato e não implica qualquer mudança para passageiros, companhias aéreas ou demais usuários do aeroporto.

    “A operação seguirá sendo conduzida dentro dos elevados padrões de segurança e qualidade já reconhecidos. Como parte do processo de repactuação, a Inframerica participará do novo leilão e mantém uma perspectiva positiva em relação ao desfecho do processo”, escreveu a Inframérica à reportagem.

    A Secex Consenso (Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos) do TCU decidiu que o leilão será realizado ainda em 2026. O lance mínimo corresponderá a 5,9% das receitas brutas da concessão e participação obrigatória da Inframerica.

    O leilão ocorrerá em processo competitivo simplificado, que prevê a oferta ao mercado de um contrato de concessão previamente acertado com uma companhia, no caso, a atual concessionária. No entanto, se outra proponente oferecer uma proposta melhor, esse contrato pode trocar de dono.

    O ministério prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão somente no aeroporto de Brasília, no tempo restante do contrato. O aporte será utilizado para construção de um novo terminal internacional, implantação de um edifício garagem e de uma nova via de acesso ao aeroporto e aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.

    Outros oito aeroportos regionais do Centro-Oeste, um do Paraná e um da Bahia serão incluídos na concessão. São eles os terminais de Juína (MT), Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT), Alto Paraíso (GO), São Miguel do Araguaia (GO), Bonito (MS), Dourados (MS), Três Lagoas (MS), Ponta Grossa (PR) e Barreiras (BA).

    A proponente ganhadora ficará responsável por investir cerca de R$ 857,8 milhões para ampliar, manter e operar os dez aeroportos regionais.

    A inclusão desses terminais segue a lógica de conceder aeroportos com baixa demanda e menos atrativos ao mercado junto a ativos maiores.

    O novo contrato de concessão do bloco terá validade até 2037.

    A Inframerica arrematou o aeroporto de Brasília no início de 2012. Anteriormente, tinha saído vitoriosa do leilão que concedeu o aeroporto de Natal (São Gonçalo do Amarante). No entanto, em fevereiro de 2020, a concessionária anunciou a devolução amigável do terminal potiguar, processo que foi concluído quatro anos depois, em fevereiro de 2024.

    Atual concessionária participará de novo leilão do aeroporto de Brasília

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Trump deu prazo até às 21h desta terça-feira para que Teerã reabra o estreito de Hormuz e fez novas ameaças; investidores adotam postura cautelosa diante da perspectiva de escalada do conflito

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,154, nesta terça-feira (7), com o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz, o que elevou a busca por ativos de segurança.

    Trump reforçou o prazo até às 21h (horário de Brasília) para que Teerã concorde com um cessar-fogo. O republicano também afirmou que uma civilização inteira pode morrer hoje, caso um acordo não seja firmado entre Estados Unidos e Irã.

    A Bolsa, por outro lado, encerrou o dia em avanço de 0,05%, a 188.258 pontos, próxima da estabilidade e com o mercado acionário em compasso de espera.

    O presidente norte-americano aumentou o grau das suas ameaças ao regime do Irã. Na manhã desta terça, Trump escreveu em postagem na Truth Social que uma “civilização inteira” vai morrer em ataques americanos caso as partes não cheguem a um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz nas próximas horas.

    Em resposta, o representante da República Islâmica nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, afirmou que as falas “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. O representante participou de reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça.

    Nos últimos dias, o político tem reforçado o prazo que deu à liderança persa: esta terça, 21h, no horário de Brasília. O presidente americano também disse que, caso não haja acordo até lá, “todas as pontes e todas as usinas de energia” do Irã serão destruídas a partir de 1h de quarta (8).

    O bloqueio do estreito de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    “O grande motivador continuou sendo o petróleo, refletindo o medo de interrupção no fluxo global de energia”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil. Nesta terça, o preço do petróleo sobe a US$ 110 com as tensões em foco.

    Em paralelo, a temperatura do conflito aumentou. Israel e a teocracia atacaram nesta terça-feira (7) usinas petroquímicas, linhas férreas e a estratégica ilha de Kharg foram alvejadas.

    Israel bombardeou nesta manhã de terça a segunda petroquímica iraniana em dois dias. O alvo foi uma usina que segundo Tel Aviv produzia insumos para explosivos em Shiraz. Foram também registradas explosões em Kharg, que Trump já disse que pode tomar para si em uma ação com fuzileiros navais e paraquedistas.

    O Irã retaliou contra o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita. O local foi atacado com sete mísseis e vários drones. Nesta terça, a Guarda Revolucionária iraniana também afirmou que “o comedimento acabou” e que está pronta para interromper o fluxo de petróleo e gás pelo golfo Pérsico “por anos”.

    Na véspera, Trump já havia dito que o Irã poderia ser destruído em uma noite. Questionado se não considerava que estava cometendo crimes de guerra ao ameaçar atingir a infraestrutura civil, incluindo pontes e usinas energéticas, o republicano respondeu: “Não, porque eles são animais”.

    Do lado de Teerã, não há sinais de recuo. Uma autoridade do país afirmou que o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário intermediada por terceiros. O regime afirma que quer uma solução definitiva para os conflitos na região.

    Teerã tem afirmado que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    O conflito tem pressionado a inflação global. O crescimento econômico antes previsto também tem sido colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na última segunda (6), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu o que chamou de cautela da instituição na condução da política de juros no Brasil. Ele também afirmou que a sociedade não aceita mais inflação.

    A ideia é poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros, na direção da política monetária. É dessa cautela que a gente vem se beneficiando mais recentemente”, afirmou.

    Para Otávio Araújo, o cenário de maior cautela do Fed tende a pressionar a Bolsa brasileira e de outros países emergentes. “Um dólar globalmente mais forte costuma pesar sobre o fluxo para países emergentes. Por outro lado, um alívio nas tensões tende a favorecer ativos de risco e dar suporte adicional a commodities e empresas ligadas a petróleo e exportação”, afirma.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar fecha em alta com ultimato de Trump ao Irã no radar; Bolsa fica estável

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

    Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

    Dados recentes apontam que mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida; medida do governo pode integrar pacote de crédito em estudo

    A equipe econômica avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    Segundo o ministro, a proposta está em discussão conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo.

    Durigan afirmou que o uso do FGTS ainda está em análise e não há definição sobre o formato da medida. “Se acharmos que é razoável para financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, disse, após reunião com parlamentares do PT na Câmara.

    Pacote contra endividamento

    O plano em estudo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como foco reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito. A proposta deve atender principalmente pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.

    Entre as medidas analisadas está a concessão de garantia da União para renegociação de dívidas, o que pode facilitar a obtenção de melhores condições de pagamento, como juros mais baixos.

    O programa também pode prever descontos de até 80% sobre o valor total das dívidas, além de incluir débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

    Restrições e alcance

    Outra frente em discussão é a criação de restrições para apostas online (bets) para beneficiários do programa, como forma de evitar novo endividamento.

    A proposta também deve contemplar pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas de crédito mais baratas.

    Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi fechado. A expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias.

    Inadimplência

    O debate ocorre em meio a um cenário de alto endividamento no país. Dados recentes apontam que mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, sendo que quase um terço está com pagamentos em atraso.

    O governo tem dialogado com bancos, fintechs e instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve ter formato mais simples do que iniciativas anteriores de renegociação.

    Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • BYD e cantor Amado Batista entram em lista suja de trabalho escravo

    BYD e cantor Amado Batista entram em lista suja de trabalho escravo

    O cantor Amado Batista (foto) ingressou no cadastro do MTE por ter submetido, segundo o órgão, 14 trabalhadores a condições análogas à escravidão em dois sítios em Goiás

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A montadora chinesa BYD e o cantor Amado Batista entraram nesta segunda-feira (6) na lista suja do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), cadastro que reúne pessoas físicas e jurídicas que teriam submetido trabalhadores a condições consideradas análogas à escravidão.

    A entrada da montadora chinesa na lista ocorre um ano e meio após trabalhadores chineses serem resgatados em meio a condições de trabalho precárias nas obras da nova fábrica da montadora, em Camaçari (BA), segundo apontou fiscalização no local. Segundo o MTE, 163 empregados foram submetidos a um regime considerado análogo à escravidão.

    Os auditores fiscais do trabalho identificaram indícios de fraudes nos documentos apresentados às autoridades migratórias, o que viabilizou a entrada dos trabalhadores chineses de forma ilegal no país.

    Procurada por email às 9h15 desta terça-feira (7), a BYD não respondeu.

    Em nota, a assessoria de Amado Batista afirmou que as informações sobre o suposto resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista são falsas e que os funcionários continuam atuando na propriedade normalmente. Segundo a equipe do cantor, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro empregados vinculados a uma terceirizada e já estão sendo tomadas providências para encerrar a autuação.

    O cantor Amado Batista também ingressou no cadastro do MTE por ter submetido, segundo o órgão, 14 trabalhadores a condições análogas à escravidão em dois sítios em Goiás.

    No caso da BYD, empregados dormiam em camas sem colchões e não tinham armários, ainda segundo a fiscalização. Em um dos alojamentos, havia apenas um banheiro para 31 pessoas. Os trabalhadores também eram submetidos a uma jornada de, no mínimo, dez horas, sem concessão de folgas. Um trabalhador acidentado relatou ter ficado 25 dias sem descanso.

    A inclusão na lista suja ocorre apenas quando a empresa já não pode mais recorrer do auto de infração da fiscalização, por decisão administrativa no âmbito do MTE.

    Em janeiro, a BYD e duas empresas terceirizadas, também responsáveis pela construção da fábrica, firmaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (Ministério Público do Trabalho), que serão divididos entre os trabalhadores resgatados e um fundo para futuro pagamento de dano moral coletivo.

    O acordo, que encerra a ação civil pública do MPT, não basta para que a montadora chinesa seja excluída da lista suja.

    O cadastro não provoca bloqueios financeiros concretos para as companhias cadastradas, mas é usado por empresas e pelo setor financeiro para gerenciamento de riscos, como a aprovação de financiamentos, por exemplo.

    Na prática, pode afetar o acesso a crédito, sobretudo proveniente de bancos públicos. A relação é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um dos mais relevantes instrumentos de combate ao trabalho escravo no mundo.

    BYD e cantor Amado Batista entram em lista suja de trabalho escravo

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Leilão da Receita tem iPhone 17 por R$ 4.600 e guitarra Fender por R$ 500

    Leilão da Receita tem iPhone 17 por R$ 4.600 e guitarra Fender por R$ 500

    O período de apresentação de propostas vai de 9 de abril, às 8h, a 13 de abril, às 21h; os itens estarão disponíveis para visitação mediante agendamento entre 30 de março e 10 de abril

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Receita Federal realiza no próximo dia 14 de abril mais um leilão de mercadorias apreendidas ou abandonadas. São 270 lotes no total, com opções que vão de iPhone a vinhos e guitarras.

    O leilão é online e destinado a pessoas físicas e jurídicas. O acesso se dá através do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), e os lances e os lotes podem ser acompanhados no site da Receita Federal.

    O período de apresentação de propostas vai de 9 de abril, às 8h, a 13 de abril, às 21h. Já no dia 14, a classificação e ordenação das propostas acontece às 9h, enquanto a apresentação de lances está marcada para as 10h -horários de Brasília.

    Os itens estarão disponíveis para visitação mediante agendamento entre 30 de março e 10 de abril. Entre os locais estão os aeroportos de Viracopos e Guarulhos e cidades como Santos, Guarujá, São Bernardo, Barueri e Santo André, entre outros -confira no edital.

    VEJA OS DESTAQUES

    São dez lotes que contam com o iPhone Pro Max 17 de 256GB. Com preço original aproximado de mais de R$ 9 mil, eles podem ser arrematados a partir de R$ 4.600.

    Para quem gosta de vinhos, há opções para colecionadores. Uma garrafa de vinho tinto Domaine Leroy, Romanée-Conti Grand Cru Monopole da safra de 1971 está com o preço mínimo de R$ 26.400. Já um vinho tinto Saute-Loup de Pomerol (França), de 2012, sai por R$ 3.000.

    Aos interessados em música, há três guitarras disponíveis. Entre as opções, está uma Fender Stratocaster por R$ 500 e uma Tagima por R$ 300.

    Leilão da Receita tem iPhone 17 por R$ 4.600 e guitarra Fender por R$ 500

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Mudança ocorre após leilão de gás de cozinha com ágio superior a 100% gerar críticas do governo. Decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que também anunciou alterações na diretoria e na presidência do colegiado

    A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

    Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

     

    Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

     

    Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

    “As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

    No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

    Alta nos preços

    Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

    O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

    Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

    Diretoria de vendas

    A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

    A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

    Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

    Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

    Novo presidente do conselho

    A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

    Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

    O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

    Indicado do governo

    O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

    Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

    Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

    É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

    O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

     

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu próximo da estabilidade nesta terça-feira (7) com os investidores atentos às movimentações no Oriente Médio horas antes do fim do prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz.

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos.

    As negociações foram embaladas pela possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura cinco semanas.

    O plano entre Estados Unidos e Irã, intermediado pelo Paquistão, propõe uma trégua de 45 dias, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    O Irã já rejeitou a ideia de trégua provisória e pediu uma solução definitiva para os conflitos na região. O regime afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    As negociações têm como pano de fundo um ultimato do presidente Donald Trump às forças iranianas. Teerã tem até às 21h desta terça (7), no horário de Brasília, para aceitar as condições de uma trégua e reabrir Hormuz -caso contrário, os Estados Unidos irão “explodir tudo”. Uma autoridade de Teerã descartou a reabertura do estreito no caso de um cessar-fogo temporário.

    Trump ainda falou, em entrevista coletiva nesta tarde, que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, “e essa noite pode ser terça”.

    “Quando Trump fala em acabar com a guerra em um dia, soa como mais um blefe, porque ele não conseguiu fazer isso até agora. O mercado já está estafado dessas falas e de nenhuma ação concreta acontecendo”, diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

    “Fundos de renda fixa americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos [considerados uma espécie de porto seguro do mercado financeiro] nunca foram tão negociados. Todo mundo está à espera de alguma sinalização um pouco mais clara a respeito do futuro da guerra.”

    O bloqueio de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    Neste pregão, o petróleo Brent, referência internacional, avançou cerca de 1%, cotado a US$ 112 o barril.

    Com a inflação global sob pressão, o crescimento econômico antes previsto foi colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas ajustaram para cima as expectativas para a inflação em 2026 pela quarta semana consecutiva. As projeções para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora são de 4,36% este ano e de 3,85% no próximo, ante 4,31% e 3,84%, respectivamente, na semana anterior.

    Economistas também mantiveram a projeção de R$ 5,40 para o dólar no fim deste ano e de 12,50% para a Selic, hoje em 14,75%. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica na reunião marcada para o fim do mês.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    O objetivo da EFB é obter provas de supostas fraudes envolvendo os ativos do banco. Desde janeiro, foram expedidas mais de 28 intimações contra galerias de arte e empresas que operam no mercado de luxo

    (FOLHAPRESS) – A Justiça dos Estados Unidos negou em parte um pedido feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e permitiu que o liquidante do Banco Master siga mapeando ativos e bens que possam integrar a massa falida do conglomerado financeiro.

    Desde o mês passado, a defesa de Vorcaro reclamava no Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA) contra as medidas da EFB Regimes Especiais, que vem promovendo uma série de pedidos e intimações no país a empresas e pessoas que fizeram negócios com o ex-banqueiro.

    O objetivo da EFB é obter provas de supostas fraudes envolvendo os ativos do banco. Desde janeiro, foram expedidas mais de 28 intimações contra galerias de arte e empresas que operam no mercado de luxo.

    Para a defesa do ex-banqueiro, o liquidante viola as regras da lei de falências norte-americana ao intimar empresas de forma “ampla e imprópria” com a intenção de produzir provas contra o ex-banqueiro. Os advogados pediam uma ordem de proteção, que foi parcialmente negada.

    Em decisão proferida nesta segunda-feira (6), o juiz Scott M. Grossman disse que os pedidos feitos até o momento, que identificaram bens como casas, obras de luxo e empresas sediadas em paraísos fiscais, estão de acordo com a legislação brasileira que rege processos de liquidação extrajudicial e são consistentes com as regras do direito norte-americano para casos de insolvências transfronteiriças.

    Nesse caso, uma passagem da lei de liquidações estabelece que, após o início do processo de liquidação de uma instituição financeira, os ativos dos administradores e pessoas relacionadas tornam-se inalienáveis até que as investigações sejam concluídas e os passivos liquidados.

    O congelamento de ativos –que também está em andamento no Brasil– pode ser estendido aos indivíduos que adquiriram esses bens em situações nas quais houve “tentativa de burlar a lei”.

    “Esse arcabouço legal está alinhado com os objetivos do Capítulo 15 [da lei de falências dos EUA], que incluem a proteção dos interesses dos credores e outras partes interessadas e a maximização do valor dos ativos dos devedores, bem como o combate ao risco de que os ativos possam ser ocultados ou transferidos para fora do alcance dos credores”, diz o magistrado.

    Grossman lembrou que é permitido o interrogatório de testemunhas e a coleta de provas relativas aos ativos e negócios que possam indicar a situação financeira de um investigado. Dentro das regras judiciais norte-americanas, assim que um liquidante estrangeiro recebe aval para mapear bens nos EUA, é permitida uma investigação minuciosa sobre tudo que possa levar à descoberta de irregularidades relacionadas à massa falida.

    Recentemente, Grossman promoveu audiências com os advogados do liquidante e de Vorcaro para entender os pleitos de cada lado. O ponto central envolvia as reclamações feitas pelo ex-banqueiro contra a EFB.

    “O Sr. Vorcaro alega que o exame violaria direitos de privacidade protegidos. Quando pressionado na audiência, no entanto, sobre quais direitos de privacidade específicos ele estava alegando, seu advogado identificou apenas direitos gerais de privacidade sob a Constituição da Flórida -sem explicar como esses direitos seriam devidamente invocados pelo Sr. Vorcaro- e fez referência às leis de sigilo bancário do Brasil, novamente sem estabelecer sua aplicabilidade neste contexto”, disse o juiz.

    Para o ex-controlador do Master, o avanço do liquidante no tribunal da Flórida era preocupante, pois poderia se transformar em uma identificação prematura de ativos. O juiz discordou, disse que as leis norte-americanas são organizadas justamente para permitir que uma investigação ampla possa levar à descoberta de bens e outros assuntos relevantes para a administração da massa falida.

    Grossman, por outro lado, anulou uma intimação feita pelo liquidante ao Bank of New York Mellon por violar limites geográficos de produção de documentos. Pelas regras, uma intimação não pode ordenar a produção de documentos em um local que esteja a mais de 100 milhas (cerca de 160 km) de onde a parte intimada reside ou realiza seus negócios regularmente.

    Outras quatro intimações relacionadas a uma propriedade em Windermere (Flórida) foram limitadas porque já existe uma ação judicial específica sobre esse imóvel. As informações agora devem ser buscadas sob regras mais restritivas de litígio dentro da legislação dos EUA.

    O imóvel em questão é a casa de US$ 32 milhões comprada pela Sozo Real Estate, empresa registrada no nome de Henrique e Natalia Vorcaro, pai e irmã do ex-banqueiro.

    Tribunal dos EUA nega proteção a Vorcaro e permite rastreio de bens do Banco Master

    Fonte: Gazeta Mercantil