Categoria: adivinhar

  • Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem

    O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 31, em alta e logo na largada alcançou a marca de 186 mil pontos, vindo de abertura na mínima em 182.515,40 pontos, em sintonia com os índices das bolsas norte-americanas e europeias. O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem.

    Paralelamente, investidores avaliam dados de emprego no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (Jolts), além do resultado primário do setor público de fevereiro.

    Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é que os países envolvidos no conflito – Estados Unidos, Israel e Irã – entrem em acordo que ajude a arrefecer a tensão mundial, ao menos. “Estamos naquela janela projetada pelo presidente americano, de quatro a seis semanas. Qualquer notícia que não convirja para alguma negociação, acordo, promete estender a guerra”, diz.

    A despeito da valorização do Índice Bovespa nesta manhã, caminha para fechar o mês com queda.

    Até as 11h11, cedia 1,32% no período e subia quase 16% neste encerramento do primeiro trimestre. O giro financeiro promete ser reforçado. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514,20 pontos.

    Há relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. Neste cenário, o preço do petróleo se estabiliza. Após subir mais cedo, o Brent caía 0,50% no horário citado acima, mas ainda acima dos US$ 100, perto de US$ 107 o barril.

    No entanto, o quadro é de incerteza. O próprio Trump compartilhou hoje o que seria um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia da guerra no Oriente Médio.

    “Desde o início da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. As correções ou altas que acontecessem nunca são contidas, pois há muita incerteza\”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos. “Segue movido pelo fluxo estrangeiro”, afirma Moreira.

    Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro acumulado na B3 em 2026 é de R$ 50,581 bilhões, o que deve ser a melhor marca desde 2022. A entrada reflete principalmente ao fato de que algumas ações no índice estão com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outro fator se junta a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março pelo Banco Central brasileiro.

    Ainda, o mercado avalia os dados do Caged, que sairão à tarde e podem ajudar a ajustar as apostas para a taxa Selic. Também hoje acontece a reunião ministerial e os dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

    Ano campo corporativo, a Vale informou que fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode ser de até US$ 1,9 bilhão em 2026. Hoje, em Dalian, o minério fechou em queda de 0,80%, a US$ 116,88 a tonelada.

    Às 11h25, o Ibovespa tinha alta de 1,80%, aos 185.805,49 pontos, ante alta de 2,16%, na máxima aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima em 182.515,40 pontos. Já o dólar à vista caía 0,74%, a R$ 5,2095, contaminando os juros futuros.

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

    Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

    Resultado mostra avanço operacional com crescimento da receita e melhora da alavancagem, apesar do prejuízo. No acumulado do ano, perdas caem mais de 78%, enquanto indicadores de rentabilidade e desempenho superam projeções financeiras

    A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no quarto trimestre de 2025, o que representa uma melhora de 72,7% em relação ao resultado também negativo de R$ 6,542 bilhões reportado em igual intervalo de 2024.

    O Ebitda recorrente da companhia atingiu R$ 1,6 bilhão entre outubro e dezembro, revertendo a cifra negativa de R$ 443 milhões de um ano antes. No critério recorrente, o Ebitda cresceu 17,1%, para R$ 2,096 bilhões. A margem Ebitda recorrente ficou em 34,4%, alta anual de 1,9 ponto porcentual.

    Já a receita líquida da aérea somou R$ 6,1 bilhões entre outubro e dezembro de 2025, 10,5% acima do quarto trimestre de 2024. A receita por assento ofertado por quilômetro (RASK), por sua vez, recuou 4,5%, para R$ 46 centavos de real e receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) registrou queda de 3,3%, 42,1 centavos de real.

    A alavancagem líquida da Gol, medida por dívida líquida sobre Ebitda recorrente dos últimos 12 meses, fechou em 3,2 vezes, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior. No quarto trimestre de 2024, o indicador estava em 6,1 vezes.

    Resultados anuais

    No acumulado do ano, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão, cifra 78,5% menor que o prejuízo de R$ 6 bilhões apurado em 2024.

    O Ebitda saltou de R$ 1,6 bilhão no anterior para R$ 4,8 bilhões em 2025. No critério recorrente, o indicador registrou avanço de 30,5%, somando R$ 6,4 bilhões, 10% acima das projeções financeiras para 2025, publicadas durante o processo de financiamento de saída do Chapter 11. A margem Ebitda recorrente atingiu 29%, crescimento anual de 3,3 pontos porcentuais.

    A receita por assento ofertado por quilômetro (RASK) subiu 1,6% ano contra ano, para 44,9 centavos de real e receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) registrou alta de 2% para 48,6 centavos de real.

    Gol registra prejuízo líquido de R$ 1,392 bilhão no 4º trimestre, queda de 72,7% em um ano

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

    PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

    Trabalhadores podem consultar valores esquecidos no fundo e solicitar saque pelo sistema Repis. Quem fizer o pedido até hoje recebe em abril; após o prazo, pagamento só será liberado no fim de maio

    Trabalhadores que ainda têm dinheiro esquecido no antigo fundo do PIS/Pasep precisam correr: o prazo para solicitar o resgate termina nesta terça-feira, 31 de março. A data faz parte do calendário oficial do Sistema de Ressarcimento de Valores do PIS/Pasep, o Repis, criado pelo Ministério da Fazenda.

    Quem fizer o pedido até hoje garante o pagamento já no dia 27 de abril. Após esse prazo, o próximo pagamento só será feito em 25 de maio, para quem solicitar o resgate até 30 de abril.

    Os valores são referentes às cotas do antigo fundo do PIS/Pasep, que funcionou entre 1971 e 1988. O dinheiro ficou disponível para saque, mas muitos trabalhadores nunca retiraram os recursos, que acabaram sendo transferidos para a conta única do Tesouro Nacional.

    No último lote liberado, pago na quarta-feira passada, o valor médio recebido foi de R$ 2,8 mil por beneficiário. No entanto, o montante pode variar bastante, já que depende do tempo de trabalho e do salário da época.

    Para saber se tem dinheiro a receber, o trabalhador deve acessar o site do Repis Cidadão, entrar com a conta gov.br, informar o CPF e o número do NIS, e realizar a consulta.

    Na hora de solicitar o resgate, é preciso apresentar um documento oficial de identificação. Já no caso de herdeiros ou dependentes, podem ser exigidos documentos adicionais, como certidão com dependentes habilitados à pensão por morte, declaração do órgão previdenciário ou autorização judicial, dependendo da situação.
     
     

     

    PIS/Pasep: prazo acaba hoje para consultar e sacar dinheiro esquecido

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

    Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

    As mudanças previstas para 2026 limitam o número de parcelas que podem ser antecipadas e deixam parte do saldo bloqueada, reduzindo o valor disponível para crédito e para saques futuros

    As mudanças no saque‑aniversário do FGTS que entram em vigor em 2026 alteram a forma como o trabalhador acessa o saldo e reduzem o valor disponível para quem já contratou a antecipação. A nova regulamentação afeta tanto o dinheiro liberado quanto o limite de crédito oferecido pelos bancos.

    Quem antecipou pode ter menos dinheiro disponível

    A principal consequência imediata é o bloqueio de parte do saldo. Muitos trabalhadores percebem que o valor exibido no aplicativo da Caixa não corresponde ao que realmente pode ser sacado.

    Isso acontece porque o montante usado como garantia da antecipação fica retido até o fim do contrato. Mesmo quando há liberações extras do FGTS, essa parte bloqueada não entra na conta do trabalhador.

    Limite de antecipação será reduzido
    Outra mudança importante está no número de parcelas que poderão ser antecipadas. A partir de novembro de 2026, o trabalhador terá acesso a um volume menor de crédito, já que o limite de antecipações será reduzido.

    Como fica a regra
    Até outubro de 2026: é possível antecipar até cinco parcelas.
    A partir de novembro: o limite cai para três parcelas.
    Com isso, o valor total liberado pelos bancos também diminui.

    Por que o valor final pode cair
    Mesmo quem não está contratando um novo empréstimo pode notar uma redução no saldo disponível. Isso ocorre por três motivos principais:

    parcelas futuras já comprometidas com o banco;
    limite menor para novas antecipações;
    regras mais rígidas para uso do FGTS como garantia.
    Quando o trabalhador faz a antecipação, ele abre mão dos saques‑aniversário dos próximos anos, o que reduz o saldo livre.

    Como saber se parte do saldo está bloqueada

    A consulta deve ser feita no aplicativo do FGTS. Alguns sinais indicam que há valores retidos:

    diferença entre o saldo total e o saldo liberado;
    indicação de bloqueio no extrato;
    registro de antecipações ativas.
    Se houver bloqueio, o valor só volta a ficar disponível após o fim do contrato com o banco.

    Vale a pena continuar no saque‑aniversário?

    A resposta depende da situação de cada trabalhador. A modalidade pode ser útil para quem precisa de crédito rápido, mas não é a melhor escolha para quem deseja manter o saldo integral para situações como demissão sem justa causa.

    Com as novas regras, o saque‑aniversário se torna mais restritivo e menos vantajoso para quem depende da antecipação. Antes de contratar ou permanecer na modalidade, é essencial verificar quanto do saldo está realmente liberado e avaliar se a operação faz sentido no longo prazo.

    Nova regra do FGTS reduz valor para quem antecipou saque‑aniversário

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    (FOLHAPRESS) – A espanhola Aena foi a vencedora do acirrado leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, o grupo superou as ofertas das outras duas concorrentes e vai ficar responsável pela administração e operação do terminal até 2039.

    O certame foi realizado nesta segunda-feira (30) na sede da B3, em São Paulo, e marcado pela forte concorrência. O critério da disputa era o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 932 milhões. Além da Aena, apresentaram proposta a suíça Zurich Aiport e o consórcio formado pela Changi, de Singapura, e pela Vinci Compass -que têm participação na concessão atual.

    No Brasil, a Aena é hoje a concessionária responsável pelos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Campo Grande, Maceió e Aracaju.

    Nas propostas enviadas por escrito, Zurich e Aena ofertaram o mesmo valor: R$ 1,5 bilhão (ágio de 60,8%). A RIOgaleão fez oferta inicial de R$ 934 milhões (ágio de 0,13%)

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    As duas primeiras disputas no viva-voz ocorreram só entre Aena e RIOgaleão. A Zurich, que não havia feito nenhuma oferta, deu seu primeiro lance faltando 30 segundos para o fim da terceira rodada, em que a Aena seria declarada a vencedora.

    Da quarta rodada em diante, a RIOgaleão não fez mais propostas. E o ativo foi disputado só entre a suíça e a espanhola.

    O novo contrato marcará a saída da Infraero do negócio, o que foi um dos pontos considerados mais atrativos para o mercado. Hoje, a estatal detém 49% da concessão do Galeão, enquanto os outros 51% estão com a Changi e a Vinci, que comprou parte da fatia da empresa asiática em agosto de 2025. Na nova concessão, 100% da operação ficará nas mãos do parceiro privado.

    Outra mudança é em relação à outorga. Em vez de pagamentos fixos, o novo operador vai repassar à União 20% do faturamento anual da concessão até 2039.

    Principal concessão aeroportuária do atual mandato de Lula (PT), o leilão foi resultado de uma solução homologada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para reequilibrar economicamente a concessão, incorporar cláusulas mais recentes e viabilizar a retomada dos investimentos.

    O Galeão era um dos maiores ativos na lista dos chamados “contratos estressados”, nome dado às concessões que passaram a acumular problemas financeiros e pedidos de relicitação nos últimos anos.

    Para evitar a devolução do ativo, a saída encontrada foi otimizar o contrato e fazer um leilão simplificado. Nesse modelo, o governo negocia as melhorias diretamente com os atuais operadores e leva o projeto a mercado para que outras empresas do setor possam manifestar interesse em assumir o contrato com alterado.

    Inicialmente concedido à iniciativa privada em 2013, o Galeão atravessou anos de esvaziamento, processo intensificado durante a pandemia.

    Nos últimos anos, o aeroporto voltou a registrar alta de movimentação, impulsionado pelas restrições a voos no Santos Dumont, no centro da capital fluminense. Em 2025, o Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros, recorde da série histórica iniciada em 2000. O volume representou alta de 23,5% em relação a 2024, quando o terminal recebeu 14,2 milhões de viajantes.

    No ano passado, o Galeão teve o terceiro maior fluxo do país, atrás apenas de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e Congonhas, com 24 milhões. Ainda assim, o movimento segue distante da capacidade do terminal, estimada em 37 milhões de passageiros por ano.

    Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito

    (FOLHAPRESS) – A taxa média de juros do consignado privado atingiu o pico de 59,4% ao ano em fevereiro, mostram dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30). A cobrança de juros abusivos e o avanço do endividamento das famílias são motivos de preocupação para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O recorde foi registrado depois de uma alta mensal de 2 pontos percentuais. Em 12 meses, a elevação foi de 18,5 pontos percentuais. O patamar é superior ao praticado no mercado antes da implementação da modalidade do consignado para trabalhadores com carteira assinada, lançada pelo governo Lula em março do ano passado. Na época, a taxa média ficava ao redor de 40% ao ano.

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito.

    “Nessa linha específica, se olhar de abril de 2025 para fevereiro de 2026, temos muito mais um cenário de novo patamar da taxa de juros do que uma trajetória de crescimento. Em abril de 2025 era 59,1% [ao ano] e agora passou para 59,4% [ao ano]”, afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.

    As informações do BC mostraram também queda de 22,5% nas concessões de novos empréstimos para trabalhadores CLT em fevereiro em relação a janeiro, mês com três dias úteis a menos. Foram liberados R$ 7,15 bilhões para trabalhadores celetistas no consignado privado, contra R$ 9,22 bilhões no início de 2026.

    Outra modalidade que registrou alta de juros em fevereiro foi a do rotativo do cartão de crédito, com taxa média de 435,9% ao ano cobrada pelos bancos de pessoas físicas. Houve um aumento de 11,4 pontos percentuais na variação mensal. Nesse segmento, são cerca de 40 milhões de clientes.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o governo quer mudanças para reduzir o custo do crédito rotativo. Na última quinta (26), Lula disse ter mandado o Ministério da Fazenda elaborar propostas.

    Segundo Rocha, os altos juros cobrados no rotativo puxaram para cima a média das demais operações. Com isso, foi registrada em fevereiro a maior taxa média de juros cobrada em todas as modalidades do país desde o início da série histórica do BC, em março de 2011.

    “Se a gente considerar pessoa física, pessoa jurídica, [crédito] livre, [crédito] direcionado, essa taxa [média de juros] atingiu 33% ao ano no mês de fevereiro e é a maior taxa de juros da série histórica do BC, com crescimento de 0,3 ponto percentual no mês e aumento de 2,6 pontos percentuais em 12 meses”, disse o técnico da autoridade monetária.

    Lula teme impacto sobre sua popularidade em ano eleitoral diante do maior endividamento dos brasileiros. Para auxiliares do presidente, todo o aumento de renda da população está se esvaindo com as dívidas, alterando a percepção dos cidadãos com relação à redução do desemprego e ao controle da inflação e gerando mal-estar com o governo.

    O comprometimento de renda (parcela do orçamento familiar destinado ao pagamento de dívidas e despesas fixas) subiu 0,1 ponto percentual no mês, alcançando 29,3% em janeiro. Esse é o maior patamar da série histórica do BC, iniciada também em março de 2011.

    Segundo Rocha, as operações de crédito emergencial, em especial do rotativo do cartão de crédito, tiveram papel relevante no crescimento do comprometimento de renda da população brasileira.

    O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro (o dado é apresentado pelo BC com defasagem maior), permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 ponto percentual em 12 meses.

    No crédito com recursos livres, a inadimplência -pagamento em atraso há mais de 90 dias- subiu 0,2 ponto percentual em fevereiro e alcançou 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas físicas (6,9%) e de pessoas jurídicas (3,3%).

    O crescimento da inadimplência no período recente, contudo, reflete em parte a mudança nas regras contábeis. Desde janeiro, as instituições financeiras não têm mais um prazo limite para classificar esse crédito como prejuízo, de forma que essa inadimplência pode ser pode ser computada por mais tempo.

    No caso do consignado para trabalhadores do privado, a inadimplência saltou para 6,3% em fevereiro, ante 5,4% um mês antes. No rotativo do cartão de crédito, por outro lado, houve queda na inadimplência, de 62,5% em janeiro para 59,7% em fevereiro.

    O rotativo é a linha de crédito mais cara do mercado, recomendada por especialistas apenas em casos emergenciais. Ele é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura na data de vencimento.

    Segundo especialistas, a escalada do calote entre os mais pobres pode ser explicada pela maior vulnerabilidade a juros altos daqueles que ganham menos, que em geral possuem menos poupança para amortecer choques.

    Na semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as taxas de juros cobradas no rotativo do cartão de crédito são punitivas e defendeu uma discussão estrutural sobre a criação de alternativas mais adequadas aos brasileiros.

    Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída. Esse modelo é conhecido no jargão econômico como “muro inglês.

    Questionado por jornalistas se a medida não se mostrou eficaz após dois anos de implementação, Galípolo disse que o “muro inglês cumpriu seu papel”, mas que “talvez a extensão dessa política precise ser ponderada”.

    Na apresentação das estatísticas, Rocha ressaltou que cerca de metade de um total de 70 empresas que fornecem informações ao Banco Central sobre esse indicador “ou estão com taxa de juros, daqueles devedores maiores, travadas em 100% ou estão ali em 99%, mostrando a efetividade do muro inglês.”

    Desde 2017, os bancos são obrigados a transferir a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado após 30 dias. De acordo com dados do BC, em fevereiro, a taxa média nessa modalidade subiu a 200,2% ao ano -alta de 5,3 pontos percentuais no mês. Esse foi o maior patamar desde abril de 2023.

    O técnico do BC destacou ainda que, ao olhar o estoque, o ritmo de crescimento do crédito está em desaceleração em qualquer uma das métricas observadas pela autoridade monetária (pessoas físicas, pessoas jurídicas, crédito livre ou crédito direcionado).

    CONCESSÕES EM QUEDA

    As concessões a consumidores e empresas somaram R$ 699,8 bilhões em fevereiro, na série que considera os ajustes sazonais. Isso representou uma queda de 0,5% na comparação com janeiro, segundo os dados do Banco Central.

    Para a economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria, a retração mostra que o avanço das taxas de juros para consumidores e o aumento da inadimplência vêm refreando o crédito.

    O spread (diferença entre o custo que as instituições financeiras pagam para captar recursos e os juros cobrados na ponta) dos consumidores subiu mais do que os juros, diz ela. “Parte desse movimento reflete a piora da qualidade da carteira, com maior participação de modalidades emergenciais no último ano.”

    A expectativa, segundo a economista da Tendências, é de nova elevação dos juros nos próximos meses, devido ao maior risco de crédito e ao aumento nos juros futuros.

    Mais à frente, no fim de 2026 e ao longo de 2027, a tendência é de melhora gradual das condições financeiras, com cortes na Selic [taxa básica de juros] reduzindo o custo de captação e avanços em renegociações e portabilidade aliviando a inadimplência.”

    Em relatório, o Goldman Sachs apontou que acredita que o crédito enfrentará dificuldades nos próximos meses, como consequência das condições monetárias restritivas e da moderação no crescimento e na dinâmica do mercado de trabalho.

    “Por outro lado, o ativismo de crédito por parte dos bancos públicos e as novas linhas de financiamento patrocinadas pelo governo federal e bancos públicos devem amortecer o ciclo de crédito”, afirmou o banco.

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo está em alta nesta segunda-feira (30) com a continuidade dos confrontos entre Israel e Irã, e a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de invadir a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo iraniano é exportada.

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108. Às 13h10 desta segunda-feira (30), ele era vendido a US$ 107,90, subida de 2,45%. Já o contrato de maio era cotado a US$ 112,29, queda de 0,28%.

    Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%, em meio ao desabastecimento provocado pelas interrupções do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Antes dos ataques, o Brent estava a US$ 72,48.

    Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 103,51, alta de 3,88%, no contrato de junho, enquanto o de maio era vendido a US$ 100,83.

    Iranianos e israelenses voltaram a se atacar nesta segunda, horas após Trump afirmar que as negociações para o fim do confronto “estavam bem” e que estaria mais próximo de um acordo.

    O Exército israelense anunciou na manhã de segunda-feira que suas forças atacam “atualmente infraestruturas militares do regime de terror iraniano ao longo de Teerã”. Ao mesmo tempo, o exército do país informou que havia detectado mísseis lançados do Irã e que levaram ao acionamento dos sistemas de defesa.

    Na noite de domingo, Trump afirmou que sua “preferência seria tomar o petróleo” do Irã, comparando a possível medida à Venezuela, onde os EUA passaram a controlar a indústria petrolífera e a receita obtida com a venda do petróleo local após invadirem o país e capturarem o ditador Nicolás Maduro em janeiro.

    Para ser honesto com você, minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã, mas algumas pessoas estúpidas nos EUA dizem: ‘por que você está fazendo isso?’ Mas são pessoas estúpidas”, disse Trump ao jornal Financial Times.

    Tal medida envolveria tomar a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo do Irã é exportada. Na semana passada, o Pentágono determinou o envio de mais 10 mil soldados para o Oriente Médio. Com a chegada de 3.500 na última sexta-feira (27), o país soma mais de 50 mil militares na ação.

    O presidente norte-americano também afirmou que o Irã permitirá o trânsito de 20 navios-petroleiros pelo estreito de Hormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

    O regime iraniano afirmou que já se prepara para coibir uma possível incursão terrestre das tropas norte-americanas. “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em comunicado.

    “Nossos homens aguardam a chegada dos soldados americanos em terra para atacá-los e punir de uma vez por todas seus aliados regionais”, comentou Ghalibaf. A Guarda Revolucionária do Irã disse que bombardeou com mísseis balísticos um complexo industrial no sul de Israel em resposta aos ataques sofridos.

    O Irã também confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Na semana passada, Israel havia anunciado que tinha matado Tangsiri em um bombardeio. Ele seria o responsável pela estratégia para manter o bloqueio no estreito de Hormuz.

    A entrada dos houthis, grupo que atua principalmente no Iêmen, no confronto no último sábado (28) causou preocupação nos investidores. “Os ataques no golfo continuaram durante o fim de semana, com uma nova camada de risco surgindo quando os houthis do Iêmen entraram na disputa, o que pode restringir o transporte marítimo no Mar Vermelho, adicionando outro ponto de estrangulamento ao fornecimento de petróleo”, afirmou Richard Hunter, diretor de mercados da Interactive Investor.

    A situação no Oriente Médio causou reações diferentes no mercado financeiro. As Bolsas da Europa estão em alta nesta segunda, mas a maioria dos mercados na Ásia fecharam em baixa.

    O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, estava em alta de 0,70%, às 13h10, em tendência seguida em Frankfurt (0,88%), Londres (1,61%), Paris (0,92%), Madri (0,79%) e Milão (1,02%). Nos EUA, as três Bolsas em Nova York subiam: Dow Jones (0,70%), S&P 500 (0,31%) e Nasdaq (0,05%).

    Já na Ásia, os principais índices tiveram queda como ocorreu em Tóquio (-2,81%), Seul (-2,97%), Hong Kong (-0,81%) e Taiwan (-1,8%). A exceção foi Xangai, que subiu 0,24%, apesar de o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, ter fechado em queda de 0,24%.

    Os preços do alumínio avançaram até cerca de 6% na Bolsa de Metais de Londres após ataques supostamente vindos do Irã terem atingido duas grandes usinas de alumínio no golfo Pérsico, levantando preocupações sobre interrupções no fornecimento.

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado

    A taxa média de juros cobradas pelos bancos subiu para as famílias em fevereiro, com o cartão de crédito rotativo pesando mais no bolso. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), a taxa média das concessões de crédito livre para pessoas físicas teve alta de 1 ponto percentual (p.p.) no mês e de 5,4 p.p. em 12 meses, chegando a 62% ao ano.

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado.

    os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.

     

    Nos 12 meses encerrados em fevereiro, os juros do cartão de crédito rotativo tiveram recuo de 16,7 p.p. para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

    Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros subiram 5,3 p.p. no mês e 16,9 p.p. pp em 12 meses, indo para 200,2% ao ano.

    No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre recuaram 0,1 p.p. no mês e subiram 1,1 p.p. em 12 meses, alcançando 24,9%. Destaca-se, nesse cenário, a redução mensal de 3,1 p.p. e de 1,8 p.p. em 12 meses na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 22,5% ao ano.

    Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%).

    No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

    No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 10,8% ao ano em fevereiro, com redução de 0,3 p.p. em relação a janeiro e aumento de 0,3 p.p. em 12 meses. Para empresas, a taxa subiu 0,2 p.p. no mês e 1,1 p.p. em 12 meses, indo para 13,2% ao ano.

     Juros em alta

    Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em fevereiro aumentou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em 12 meses, atingindo 33% ao ano.

    Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para manter a inflação sob controle.

    De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, havia indicação de início de um ciclo de redução e a Selic foi reduzida em 0,25 p.p. na última reunião, neste mês.

    Entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em abril.

    Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam.

    Assim como os juros, o spread bancário apresentou alta de 0,5 p.p. no mês e 2,8 p.p. em 12 meses. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.

    Aumento no saldo

    Em fevereiro, as concessões de crédito chegaram a R$ 602,3 bilhões. Nas séries sazonalmente ajustadas, elas recuaram 0,5% no mês, com redução de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 0,3% com as famílias.

    Em 12 meses, as concessões nominais cresceram 8,2%, com altas de 8,1% nas operações com empresas e de 8,3% com pessoa física.

    Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,145 trilhões, um crescimento de 0,4% em relação a janeiro. Esse resultado decorreu da expansão de 0,6% na carteira de crédito para famílias e estabilidade no crédito às empresas, cujos saldos fecharam o mês em R$ 4,491 trilhões e R$ 2,653 trilhões, na mesma ordem.

    O crédito ampliado ao setor não financeiro – que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) – alcançou R$ 21,043 trilhões, com aumento de 1,1% no mês, refletindo principalmente o acréscimo de 2% nos títulos públicos e privados de dívida.

    Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,8%, com avanços nos títulos públicos de dívida (17,2%), nos empréstimos do SFN (9,5%) e nos títulos privados de dívida (18,5%).

    Endividamento das famílias

    Segundo o Banco Central, a inadimplência – atrasos acima de 90 dias – subiu 0,2 p.p. no mês e 1 p.p. em 12 meses, registrando 4,3% em fevereiro, sendo 5,2% nas operações com pessoas físicas e 2,6% com pessoas jurídicas.

    O endividamento das famílias – relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses – ficou em 49,7% em janeiro, com estabilidade no mês e aumento de 1,1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,3% no primeiro mês do ano.

    Já o comprometimento da renda – relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período – ficou em 29,3% em janeiro, aumento de 0,1% na passagem do mês e 1,6% em 12 meses.

    O endividamento e comprometimento de renda são indicadores apresentados com uma defasagem maior de tempo, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

    Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

    Dólar oscila em meio à alta do petróleo e tensões no Oriente Médio, enquanto mercado reage a dados de inflação no Brasil e no exterior. Expectativas econômicas pioram e investidores ajustam posições diante de incertezas globais e cenário político

    O dólar mostra volatilidade no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 30. Retomava a queda, rodando em torno de R$ 5,23 por volta das 9h40, após oscilar nos primeiros negócios. A divisa americana pode estar sofrendo influência de fator técnico ligado à formação da taxa Ptax de fim de março e do primeiro trimestre, que será definida amanhã, pois acumula alta de perto de 2% no mês.

    O investidor ajusta posições de olho na alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 107 o barril, por preocupações com a escalada da guerra no Oriente Médio, que completa um mês, e seus impactos na inflação e no crescimento global. No exterior, o dólar avança ante seis moedas fortes (DXY) e também frente à maioria das divisas emergentes, à exceção do peso colombiano, peso mexicano, rublo russo e do real.

    O presidente Donald Trump disse que os EUA negociam “seriamente” com um novo regime no Irã para encerrar as operações militares e afirmou haver “grandes progressos”. Porém, alertou que, sem acordo e com o Estreito de Ormuz fechado, Washington pode intensificar ataques, mirando infraestrutura energética, petróleo, a Ilha de Kharg e até usinas de dessalinização no Irã.

    Na Alemanha, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) acelerou para 2,7% em março, ante 1,9% em fevereiro, segundo o Destatis.

    No mercado doméstico, o Boletim Focus trouxe piora nas expectativas de inflação até 2028. A projeção suavizada do IPCA para 12 meses à frente passou de 4,07% para 4,10%.

    As projeções de IPCA para 2026 subiram pela terceira semana seguida, de 4,17% para 4,31%, ante 3,91% há um mês e 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta (4,50%). Para 2027, avançaram de 3,80% para 3,84%, ante 3,79% há um mês. Para 2028, passaram de 3,52% para 3,57%.

    O IGP-M subiu 0,52% em março, após queda de 0,73% em fevereiro, informou a FGV. O resultado ficou acima da mediana das projeções, que era de 0,46%.

    As concessões de crédito livre dos bancos caíram 6,8% em fevereiro ante janeiro, para R$ 551,6 bilhões. Em 12 meses, cresceram 8,3%, sem ajuste sazonal, segundo o Banco Central.

    O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 2,7 pontos de fevereiro para março, para 84,6 pontos, enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,8 ponto no mesmo período, para 88,4 pontos, na série dessazonalizada, informou a FGV.

    No cenário eleitoral, a Paraná Pesquisas mostra o senador Flávio Bolsonaro com 45,2% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44,1% no segundo turno. Brancos e nulos somaram 6,2%, e 4,5% não responderam.

    Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Bônus da Páscoa do INSS é liberado, veja quem recebe

    Bônus da Páscoa do INSS é liberado, veja quem recebe

    Antecipação do 13º salário começa a ser paga junto com calendário de março e abril. Benefício contempla aposentados, pensionistas e segurados de auxílios, garantindo reforço no orçamento de milhões de brasileiros

    O Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, já iniciou o calendário de pagamentos de 2026 e também confirmou a antecipação do chamado “bônus da Páscoa”, que corresponde ao pagamento da primeira parcela do 13º salário para milhões de beneficiários.

    A medida beneficia aposentados, pensionistas e pessoas que recebem auxílios previdenciários, como auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Na prática, trata-se da antecipação de parte do 13º salário, que costuma ser paga em duas parcelas ao longo do ano.

    Quem tem direito ao bônus da Páscoa

    Recebem o valor todos os segurados que têm direito ao 13º do INSS. Isso inclui:

    Aposentados
    Pensionistas
    Beneficiários de auxílios previdenciários

    Ficam de fora apenas os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), já que esse tipo de benefício não dá direito ao 13º salário.

    Quando o pagamento será feito

    O pagamento segue o mesmo calendário regular do INSS, que começou no dia 25 de março e vai até o início de abril para quem recebe até um salário mínimo. Já os segurados que recebem acima do piso começam a receber a partir de 1º de abril.

    As datas são definidas de acordo com dois critérios:

    Número final do benefício
    Valor recebido, sendo priorizados os que ganham até um salário mínimo

    Esse modelo é repetido ao longo do ano, com pequenos ajustes mensais.

    Como funciona o calendário

    O cronograma é escalonado para evitar sobrecarga no sistema bancário e garantir organização nos pagamentos. A divisão também ajuda a reduzir filas e prioriza quem depende de valores menores.

    Atualmente, cerca de 35 milhões de benefícios são pagos todos os meses no Brasil, o que torna o INSS um dos principais responsáveis pela circulação de renda no país.

    Impacto na economia

    Os depósitos do INSS movimentam bilhões de reais e têm efeito direto no consumo, especialmente em cidades menores. O dinheiro costuma ser usado para despesas básicas, como alimentação, contas e medicamentos, além de impulsionar o comércio local.

    Como consultar o pagamento

    Os beneficiários podem conferir as datas e valores pelos canais oficiais:

    Aplicativo Meu INSS
    Site do INSS
    Telefone 135
    Extrato bancário

    Caso o valor não seja depositado na data prevista, a recomendação é verificar os dados no sistema ou entrar em contato com o banco ou com o próprio INSS.

    Com a antecipação do 13º, o chamado bônus da Páscoa surge como um reforço importante no orçamento de milhões de brasileiros neste período do ano.
     
     
     

    Bônus da Páscoa do INSS é liberado, veja quem recebe

    Fonte: Gazeta Mercantil