Categoria: adivinhar

  • Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Plano será revisto para ampliar produção e reduzir impacto das oscilações internacionais no preço do combustível. Estatal busca atender toda a demanda interna e reforçar segurança energética do país diante da instabilidade no mercado global

    A Petrobras anunciou que vai revisar seu plano estratégico para garantir que o Brasil se torne autossuficiente em diesel nos próximos cinco anos. A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional provocada pela guerra no Irã.

    O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante um seminário. Segundo ela, o objetivo é reduzir a dependência de importações, que hoje representam cerca de 30% do consumo nacional.

    O plano atual prevê um aumento de aproximadamente 300 mil barris por dia na produção ao longo dos próximos anos, o que atenderia cerca de 80% da demanda interna. Agora, a companhia quer ir além.

    “Estamos revendo esse plano para avaliar se podemos chegar a cobrir toda a demanda em cinco anos”, afirmou Chambriard, destacando a importância do diesel para o transporte de cargas e para o agronegócio no país.

    Nas últimas semanas, o preço do diesel subiu cerca de 20% no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, reflexo direto das tensões no Oriente Médio.

    Para atingir a autossuficiência, a Petrobras planeja ampliar a capacidade de suas refinarias. Entre as principais ações estão a expansão da Refinaria Abreu e Lima e o aumento da produção na Refinaria Duque de Caxias, por meio da integração com o Complexo de Energias Boaventura.

    A empresa também está ajustando suas unidades para priorizar a produção de diesel em relação a outros derivados e não descarta a compra de refinarias privadas, caso surjam oportunidades estratégicas.

    A revisão do plano começa a ser discutida em maio, com a versão final prevista para novembro.

    Segundo Chambriard, alcançar a autossuficiência vai reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado externo e garantir mais estabilidade no abastecimento de energia.
     

     
     

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Aumento anunciado pela Petrobras pressiona custos das companhias aéreas e pode impactar rotas e preços de passagens. Entidade do setor alerta para efeitos da guerra no Oriente Médio e defende medidas para reduzir a volatilidade do combustível

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que a alta no preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, deve trazer “sérias consequências” para o setor no Brasil.

    Na quarta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do combustível para abril. Para reduzir o impacto imediato, a empresa ofereceu condições especiais às companhias aéreas: um reajuste inicial de 18% já na próxima semana, com o restante sendo pago em seis parcelas mensais a partir de julho.

    Em nota, a Abear destacou que os preços dos combustíveis no Brasil seguem as variações do mercado internacional, mesmo com cerca de 80% do querosene sendo produzido no próprio país.

    Segundo a entidade, o aumento “tem consequências graves para a abertura de novas rotas e a prestação de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”.

    A associação também defendeu a criação de “mecanismos permanentes” para reduzir a volatilidade dos preços do querosene no Brasil.

    No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a subir após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu intensificar ações militares contra o Irã nas próximas semanas.

    O barril do petróleo Brent, referência global, subiu cerca de 5%, ultrapassando os 106 dólares. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou mais de 4%, chegando a mais de 104 dólares.

    Em resposta à ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados no mundo.

     

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual; reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento

    A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro de R$ 5,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar do desempenho mais fraco na base anual, a varejista avançou na recuperação ao longo de 2025 e reduziu o prejuízo líquido em 81%, para R$ 59,9 milhões, ante perda de R$ 315,8 milhões em 2024, em meio a ganhos operacionais.

    O movimento foi sustentado pela evolução do resultado operacional. O Ebitda cresceu 198,6% em 2025, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem, enquanto a receita líquida avançou 6,5%, para R$ 1,48 bilhão.

    Segundo o presidente da Marisa, Edson Garcia, a melhora reflete os ganhos operacionais ao longo do ano. “A combinação de crescimento de receita, redução de despesas e expansão de margem resulta em um Ebitda mais robusto”, afirmou.

    No último trimestre do ano passado, porém, houve deterioração dos indicadores. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 458 milhões no período, queda de 2,2% na base anual, em meio à estratégia de priorizar a rentabilidade.

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, destaca o CEO.

    Foco na rentabilidade

    O reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento. Segundo Garcia, a empresa passou por uma fase de reestruturação em 2024 e de estabilização em 2025, com foco agora na rentabilização.

    A companhia também tem avançado na expansão de categorias, com destaque para o segmento infantil, cujas vendas cresceram 53% em 2025 e passaram a representar cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público feminino mais jovem.

    A dívida líquida da Marisa encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, acima dos R$ 29,7 milhões registrados um ano antes, refletindo a captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas. Apesar do aumento, a alavancagem permaneceu em nível considerado confortável, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.

    Os investimentos (capex) somaram R$ 18,9 milhões em 2025, com foco em tecnologia, modernização de lojas e eficiência operacional. Os aportes priorizaram melhorias em sistemas, integração da cadeia de suprimentos e iniciativas voltadas à experiência do cliente.

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%); movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve

    O dólar voltou a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, e a bolsa fechou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em um pregão marcado pelo maior apetite ao risco global. Investidores reagiram a sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito, reduzindo temores sobre energia, inflação e fluxos financeiros internacionais.

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h.

    A cotação está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, antes da escalada militar no Oriente Médio.  A divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no acumulado do ano.O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário. As falas alimentaram a expectativa de cessar‑fogo, apesar de o governo iraniano negar oficialmente ter feito qualquer solicitação nesse sentido.

    No exterior, o dólar também operou em baixa. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, refletindo ganhos de moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

    Bolsa

    O mercado de ações agiu com mais moderação em relação à possibilidade de fim do conflito. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%.

    A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como mais favorável a cortes adicionais da Taxa Selic (juros básicos da economia), caso o cenário externo siga menos turbulento.

    Petróleo

    Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo fechou em queda, refletindo a aposta de que o conflito possa caminhar para uma solução diplomática, com redução dos riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz.

    O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100.

    Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a conter perdas mais acentuadas, mas o mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

    *Com informações da Reuters

    Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Contrato encerra a US$ 4.783,20 após declarações do presidente Donald Trump sobre fim da guerra reduzirem a volatilidade e impulsionarem a busca por proteção em Nova York

    O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 1, impulsionado pela fraqueza do dólar e por expectativas de contenção da escalada no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento reflete uma retomada moderada da demanda por proteção, em meio a ajustes nos mercados de câmbio e petróleo.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.

    Analistas da Sucden Financial afirmam que o movimento sugere reconstrução do fôlego do ouro, ainda que os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo. Para eles, a perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.

    Na mesma linha, o ING destaca que o metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva, impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O banco holandês também pondera que o metal segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. O banco acrescenta que dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária.

    Do lado técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o momento altista pode estar se reacelerando, com o ouro podendo testar resistência em US$ 4.800 por onça. Ele ressalta, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda atuam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.

    *Com informações da Dow Jones Newswires.

    Ouro fecha em alta com dólar fraco em meio a sinais de alívio geopolítico no Irã

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Petrobras anunciou aumento de 55% no combustível usado na aviação. Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, estatal informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV)

    O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1°) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que  representa as principais companhias aéreas do país. 

    Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. 

    “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.  

    A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional. 

    “Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”. 

    A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. 

    Reajustes

    Para reduzir os impactos do reajuste anunciado hoje, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste anunciado para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

    O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã. 

    No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. 

    Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Nova lei prevê ampliação gradual do benefício a partir de 2027, com aumento escalonado até 2030. Medida também permite que trabalhadores emendem a licença com férias e busca fortalecer a participação dos pais nos primeiros dias após o nascimento ou adoção

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (31) uma lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. O prazo, que hoje é de cinco dias, poderá chegar a 20 dias, de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

    A mudança não será imediata. A nova regra passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 e seguirá um cronograma escalonado. Nos dois primeiros anos, os pais terão direito a 10 dias de licença. Em seguida, o período sobe para 15 dias e, a partir do quarto ano, atinge o limite máximo de 20 dias.

    A proposta busca ampliar o tempo de convivência entre pais e recém-nascidos, além de dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades familiares nos primeiros dias após o nascimento ou adoção.

    O impacto financeiro da medida já foi estimado. Os gastos devem começar em cerca de R$ 2,2 bilhões no primeiro ano e podem chegar a R$ 5,4 bilhões até 2029. Os recursos virão do orçamento da Seguridade Social, previsto na Lei Orçamentária Anual.

    Outra mudança importante é a possibilidade de o trabalhador emendar a licença com as férias. Para isso, será necessário informar a empresa com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data prevista para o parto ou à formalização da guarda.

    A nova legislação representa um avanço nas políticas de apoio à família e à primeira infância, alinhando o Brasil a modelos já adotados em outros países.
     
     

     

    Lula sanciona projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • INSS aumenta teto e muda valores pagos a milhões de brasileiros

    INSS aumenta teto e muda valores pagos a milhões de brasileiros

    Reajuste de 3,90% eleva benefícios acima do salário mínimo e altera contribuições. Mudança também amplia margem do consignado e exige atenção no planejamento financeiro, já que aumento apenas repõe a inflação, sem ganho real

    O reajuste aplicado pelo INSS em 2026 já começa a impactar milhões de brasileiros que recebem benefícios acima do salário mínimo. O novo teto passou a R$ 8.475,55, elevando o valor pago a parte dos aposentados e pensionistas, além de alterar a base de contribuição de quem ainda está no mercado de trabalho.

    Na prática, o aumento foi de R$ 318,34 em relação ao ano anterior, o que representa uma correção de 3,90%. Esse percentual segue o índice oficial de inflação usado para benefícios acima do piso, o que significa que não há ganho real, apenas reposição do poder de compra.

    Nem todos os segurados recebem o reajuste integral. Quem já recebia o benefício desde janeiro de 2025 tem direito ao aumento completo. Já aqueles que começaram a receber ao longo do ano passado terão valores corrigidos de forma proporcional, conforme o tempo de benefício.

    O novo teto também impacta diretamente trabalhadores ativos, como empregados com carteira assinada, autônomos e domésticos. Com a atualização, a contribuição previdenciária passa a incidir sobre uma base maior, respeitando o modelo progressivo, no qual as alíquotas variam conforme a faixa salarial.

    Outro efeito imediato aparece no crédito consignado. Como o valor do benefício aumenta, a margem disponível para empréstimos também cresce automaticamente. Isso pode facilitar o acesso ao crédito, mas exige cautela, já que o limite de comprometimento da renda continua valendo.

    Para saber exatamente quanto vai receber, o segurado pode consultar o extrato atualizado pelo aplicativo ou site Meu INSS, além do telefone 135. O documento mostra o valor bruto, os descontos e o total líquido.

    Apesar do reajuste trazer algum alívio no orçamento, especialistas recomendam atenção no planejamento financeiro. Como o aumento apenas acompanha a inflação, o ideal é priorizar gastos essenciais, evitar dívidas e usar o crédito com cuidado.
     
     

     

    INSS aumenta teto e muda valores pagos a milhões de brasileiros

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

    BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

    A unidade terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado por ano, ou 452 milhões de litros de etanol anidro, o que fará do Mato Grosso um dos principais polos nacionais de biocombustíveis à base de milho

    (FOLHAPRESS) – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a construção de uma usina de etanol de milho no município de Tapurah, em Mato Grosso.

    O financiamento, conforme informações obtidas pela Folha, foi fechado com a empresa RRP Energia e representa mais de 60% do investimento total previsto na planta.

    A unidade terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado por ano, ou 452 milhões de litros de etanol anidro, o que fará do Mato Grosso um dos principais polos nacionais de biocombustíveis à base de milho.

    Os recursos têm origem no Fundo Clima, instrumento federal voltado ao financiamento de projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, e na linha BNDES Finem, usada para apoiar investimentos de grande porte com crédito de longo prazo.

    Na prática, trata-se de um empréstimo, não de subsídio, no qual o banco entra como principal financiador. O uso do Fundo Clima indica o enquadramento do projeto nas políticas de transição energética, porque o etanol é considerado combustível renovável e contribui para substituir fontes fósseis.

    “Essa iniciativa está alinhada aos objetivos da Política Nacional de Biocombustíveis e da Nova Indústria Brasil, contribuindo com as cadeias de biocombustíveis para a transição energética e para a descarbonização, evitando a emissão de 309 mil toneladas de CO2-equivalente ao ano”, disse à Folha o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

    Por trás da empresa RRP Energia está o Grupo Piccini, que atua no agronegócio e é controlado pela família do empresário Joci Piccini.

    A RRP Energia marca a entrada do grupo no setor de biocombustíveis e reflete um movimento crescente no Centro-Oeste, com a “verticalização” da produção agrícola. O milho deixa de ser apenas uma commodity exportada e passa a ser transformado em energia dentro do próprio estado.

    A usina terá capacidade para processar mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano, com possibilidade de produzir derivados usados na alimentação animal, além de óleo de milho.

    Localizada próxima à BR-163, principal corredor logístico de Mato Grosso, a usina inclui uma termelétrica com capacidade de até 27 megawatts, para suprir a demanda energética da planta.

    Durante a fase de implantação, estão previstos 1.100 empregos. A operação deve gerar cerca de 300 postos permanentes.

    O avanço do etanol de milho sinaliza uma mudança no setor energético brasileiro. Tradicionalmente dominado pela cana-de-açúcar, esse mercado tem incorporado novas matérias-primas e regiões.

    Enquanto a cana segue predominante no Sudeste, com grupos consolidados como a Raízen, o milho ganha espaço no Centro-Oeste, beneficiado pela produção do grão e sua integração com a pecuária. A ideia é que o modelo conecte agricultura, energia e produção de proteína animal.

    O grupo Potencial, empresa brasileira do setor de distribuição de combustíveis e do agronegócio, elevou para cerca de R$ 6 bilhões seu plano de investimentos até 2030. A decisão considera a ampliação das capacidades para seus projetos de etanol de milho e da esmagadora de soja que vai atender a sua indústria de biodiesel, conforme disse um alto executivo da companhia à Reuters.

    A Potencial, com sede no Paraná, segundo maior produtor brasileiro de grãos, anunciou em agosto de 2025 o projeto de etanol de milho. No entanto, o grupo decidiu mais do que dobrar a capacidade de processamento do cereal em relação aos planos iniciais. Serão 2,6 milhões de toneladas ao ano, considerando que a guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo, trará oportunidades para o setor de biocombustíveis do Brasil.

    Já a Raízen protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65 bilhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, enfrenta há meses uma crise por causa do endividamento. Em seu pedido, a Raízen culpa as elevadas taxas de juros no Brasil e a situação econômica da Argentina pela crise financeira que a levou a buscar a renegociação de suas dívidas.

    A companhia, que atua na produção de etanol e açúcar e na distribuição de combustíveis, produtos e serviços por meio da marca Shell, escolheu a recuperação extrajudicial para preservar caixa para o pagamento de fornecedores e funcionários.

    BNDES empresta R$ 1 bilhão para construção de usina de etanol de milho em Mato Grosso

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem

    O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 31, em alta e logo na largada alcançou a marca de 186 mil pontos, vindo de abertura na mínima em 182.515,40 pontos, em sintonia com os índices das bolsas norte-americanas e europeias. O que move o principal indicador da B3, que tem elevação generalizada na carteira teórica composta por 83 ações, e o exterior são expectativas de fim da guerra no Oriente Médio, embora os ataques continuem.

    Paralelamente, investidores avaliam dados de emprego no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (Jolts), além do resultado primário do setor público de fevereiro.

    Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é que os países envolvidos no conflito – Estados Unidos, Israel e Irã – entrem em acordo que ajude a arrefecer a tensão mundial, ao menos. “Estamos naquela janela projetada pelo presidente americano, de quatro a seis semanas. Qualquer notícia que não convirja para alguma negociação, acordo, promete estender a guerra”, diz.

    A despeito da valorização do Índice Bovespa nesta manhã, caminha para fechar o mês com queda.

    Até as 11h11, cedia 1,32% no período e subia quase 16% neste encerramento do primeiro trimestre. O giro financeiro promete ser reforçado. Na segunda-feira, o Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514,20 pontos.

    Há relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado. Neste cenário, o preço do petróleo se estabiliza. Após subir mais cedo, o Brent caía 0,50% no horário citado acima, mas ainda acima dos US$ 100, perto de US$ 107 o barril.

    No entanto, o quadro é de incerteza. O próprio Trump compartilhou hoje o que seria um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã, no 32º dia da guerra no Oriente Médio.

    “Desde o início da guerra, a volatilidade tem guiado os mercados. As correções ou altas que acontecessem nunca são contidas, pois há muita incerteza\”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos. “Segue movido pelo fluxo estrangeiro”, afirma Moreira.

    Até a última sexta-feira, o ingresso de capital estrangeiro acumulado na B3 em 2026 é de R$ 50,581 bilhões, o que deve ser a melhor marca desde 2022. A entrada reflete principalmente ao fato de que algumas ações no índice estão com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes. Outro fator se junta a este quadro, como o afrouxamento monetário, iniciado em março pelo Banco Central brasileiro.

    Ainda, o mercado avalia os dados do Caged, que sairão à tarde e podem ajudar a ajustar as apostas para a taxa Selic. Também hoje acontece a reunião ministerial e os dois encontros do Banco Central com economistas em São Paulo.

    Ano campo corporativo, a Vale informou que fluxo de caixa livre da Vale Base Metals (VBM) pode ser de até US$ 1,9 bilhão em 2026. Hoje, em Dalian, o minério fechou em queda de 0,80%, a US$ 116,88 a tonelada.

    Às 11h25, o Ibovespa tinha alta de 1,80%, aos 185.805,49 pontos, ante alta de 2,16%, na máxima aos 186.447,97 pontos e abertura na mínima em 182.515,40 pontos. Já o dólar à vista caía 0,74%, a R$ 5,2095, contaminando os juros futuros.

    Expectativa de fim da guerra anima Ibovespa, mas índice ainda pode encerrar março em queda

    Fonte: Gazeta Mercantil