Categoria: adivinhar

  • Trump diz que prepara acordos com China e Índia, mas negociação com Coreia do Sul segue travada

    Trump diz que prepara acordos com China e Índia, mas negociação com Coreia do Sul segue travada

    Durante fórum da Apec na Coreia do Sul, Trump anunciou avanços em pactos com China e Índia, mas enfrenta impasse com Seul devido à exigência de investimentos bilionários nos EUA. O bloqueio pode ofuscar a cúpula, apesar de declarações otimistas sobre a relação entre os dois países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 29, que está prestes a firmar um pacto comercial com o presidente da China, Xi Jinping, e que também planeja um “grande acordo” com a Índia. As declarações foram dadas durante um fórum empresarial da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Gyeongju, na Coreia do Sul, onde Trump se reuniu com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung.

    As negociações com a Coreia do Sul, no entanto, continuam emperradas. O principal obstáculo é a exigência americana de US$ 350 bilhões em investimentos de Seul nos Estados Unidos. Segundo autoridades sul-coreanas, um aporte direto dessa magnitude poderia desestabilizar a economia do país, e a alternativa seria oferecer empréstimos, garantias de crédito e uma linha de swap cambial.

    O impasse ameaça ofuscar a participação de Trump e Lee na cúpula da Apec. Ainda assim, o líder americano buscou destacar a parceria entre os dois países. “Estamos entrando em uma nova era do comércio”, declarou. “Estamos encerrando as barreiras comerciais injustas e as cadeias de suprimentos fracas e patéticas. Se você construir sua fábrica nos Estados Unidos, não haverá tarifas.

    Em tom conciliador, Trump elogiou a “relação muito especial” com Lee e disse que os países estão “muito próximos de um acordo”. O presidente sul-coreano, por sua vez, advertiu contra o avanço do protecionismo global e defendeu “cooperação e crescimento inclusivo” em meio à instabilidade econômica.

    O presidente americano também exaltou novos compromissos de investimento nos Estados Unidos, citando aportes anunciados por Hyundai (US$ 26 bilhões), Micron (US$ 200 bilhões), TSMC (US$ 100 bilhões) e por empresas como SoftBank, OpenAI e Oracle, que devem investir mais de US$ 50 bilhões.
     
     

     

     

    Trump diz que prepara acordos com China e Índia, mas negociação com Coreia do Sul segue travada

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Lucro do Santander Brasil cresce para R$ 4 bilhões no 3º tri

    Lucro do Santander Brasil cresce para R$ 4 bilhões no 3º tri

    Santander Brasil registra lucro de R$ 4 bi no 3º trimestre de 2025, superando as expectativas do mercado. Com alta de 9,4% em relação ao ano anterior, o banco apresentou ROAE de 17,5%, crescimento da carteira de crédito e leve aumento na inadimplência acima de 90 dias

    (FOLHAPRESS) – O Santander Brasil lucrou R$ 4 bilhões no terceiro trimestre deste ano, uma alta anual de 9,4% e trimestral de 9,6% ante o registrado no trimestre anterior, informou o banco nesta quarta-feira (29).

    O resultado veio acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, de R$ 3,75 bilhões.

    A rentabilidade do banco medida pelo ROAE (Retorno Sobre Patrimônio Médio, na sigla em inglês) também cresceu, terminando setembro em 17,5%, alta de 1,2 ponto percentual em três meses e de 0,5 ponto percentual em um ano.

    Já a margem financeira do período teve leve queda de 1,2% no trimestre e de 0,1% no ano, a R$ 15,2 bilhões.

    A carteira de crédito ampliada do Santander Brasil somou R$ 688,8 bilhões, ganho trimestral de 2% e anual de 3,8%.

    “No crédito, seguimos com a mesma disciplina na alocação de capital, priorizando ativos de maior rentabilidade e qualidade, enquanto, no passivo, continuamos a otimizar o mix de captações, com maior representatividade da pessoa física”, afirmou Mario Leão, CEO do Santander Brasil, no balanço.

    O custo de crédito ficou estável ante o segundo trimestre, a 3,86%, mas com uma leve alta de 0,2 ponto percentual no ano.

    Ao todo, foram alocados R$ 7,5 bilhões em PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), sendo que R$ 986 milhões foram recuperados.

    No entanto, as contas em atraso em atraso por mais de 90 dias aumentaram no trimestre, indo de 3,1% em junho para 3,4% em setembro. No ano anterior, o índice estava em 3,2%.

    Segundo o banco, os atrasos foram impulsionado pelos juros altos, que tendem a “elevar o nível de endividamento das famílias, bem como aumentar os pedidos de recuperação judicial.”

    Além disso, a mudança na regra contábil para bancos neste ano, que os obriga a provisionar os empréstimos que o banco pode não reaver, também contribuiu para uma PDD maior, diz o Santander. Antes, a obrigação era reservar apenas os valores de perdas que já haviam ocorrido.

    RAIO-X SANTANDER BRASIL | 3º TRI DE 2025
    Lucro líquido: R$ 4 bilhões
    ROAE: 17,5%
    Funcionários: 51.747
    Clientes: 72,8 milhões (33,7 milhões ativos)
    Agências e pontos de atendimento: 1.789
    Fundação: em atividade no mercado local desde 1982
    Principais concorrentes: Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Nubank

    Lucro do Santander Brasil cresce para R$ 4 bilhões no 3º tri

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Em meio a negociações, EUA se reúnem com empresas americanas atingidas por tarifas contra o Brasil

    Em meio a negociações, EUA se reúnem com empresas americanas atingidas por tarifas contra o Brasil

    Governo dos EUA avança na análise das tarifas impostas ao Brasil por Trump e inicia escuta formal de empresas americanas afetadas. Negociações ganham tom técnico e podem levar à suspensão parcial das sobretaxas, com setores estratégicos como café e carne buscando isenção ou inclusão em futuras exceções

    (FOLHAPRESS) O governo dos Estados Unidos deu um passo adiante na análise das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao Brasil e começou um processo para ouvir empresas americanas atingidas pelas sobretaxas.

    As reuniões são focadas nas taxas de 40% aplicadas pelo governo americano e que tiveram como justificativa motivações políticas, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Segundo um interlocutor do governo americano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) determinou que todas as companhias que queiram tratar do assunto sejam escutadas pelo próprio órgão e pelo Departamento de Estado.

    A ordem foi dada após a reunião realizada entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário do Departamento de Estado americano, Marco Rubio, na semana retrasada. O encontro foi interpretado pelos americanos e pelos brasileiros como a largada efetiva das negociações tarifárias.

    Integrantes da comitiva americana relataram a interlocutores terem saído da conversa com Lula na Malásia com boa impressão, indicando boa vontade em chegar a um acordo.

    O USTR já ouviu formalmente uma série de empresas no âmbito da investigação tarifária aberta com base na chamada Seção 301. Vinculado a uma legislação americana de 1974, o regulamento autoriza o governo dos EUA a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano. China e União Europeia já foram alvo.

    O novo processo de escuta das empresas, porém, não seria vinculado à Seção 301 e teria como objetivo levantar as demandas das empresas americanas para incluir esses pedidos nas negociações com o Brasil. Segundo pessoas ligadas a empresas ouvidas nas discussões, isso indica a intenção dos EUA de progredirem efetivamente nas tarifas.

    Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, confirmou que o USTR está aceitando reuniões com companhias americanas interessadas em falar sobre o Brasil. “O USTR está se reunindo com as empresas que estão pedindo para falar sobre o Brasil, para ver se elas têm elementos para colocar na mesa de negociações”, afirmou ele.

    Federico Lamego, superintendente de relações internacionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), avalia que a liderança do USTR mostra que as negociações estão se encaminhando para um perfil técnico, o que contribui para uma eventual suspensão das tarifas avançar.

    “Estamos com uma grande expectativa que haja um bom desfecho, com a possibilidade de algum tipo de suspensão temporária das tarifas de 50%”, afirma. “O fato de o USTR liderar as negociações é importante, já que deve levar a uma agenda técnica entre os dois lados.”

    Ele afirma que o USTR tem como tradição ouvir as empresas sobre como proceder nas negociações com outros países, e o fato de ter determinado reuniões com empresas americanas indica que esse é o primeiro passo para a construção de um acordo.

    A CNI defende que o acordo com os EUA seja mais amplo — ou seja, que não se restrinja à questão tarifária — para elevar a chance de um avanço nas tratativas.

    “Acreditamos que o acordo deve incluir compromisso de investimentos de empresas brasileiras nos Estados Unidos, compras governamentais de produtos americanos em defesa e alianças estratégicas, como em minerais críticos, SAF [combustível sustentável de aviação] ou data centers”, avalia.

    A entidade prepara um documento para entregar ao governo americano com sugestões nesse sentido.

    Enquanto isso, os principais setores afetados pelo tarifaço também se movimentam individualmente para serem contemplados nas negociações.

    O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou que está realizando reuniões com o governo e que busca incluir o café na solicitação de suspensão de todas as tarifas para produtos brasileiros por 90 dias.

    Como alternativa, se a suspensão não for implementada, os exportadores de café pretendem que o produto seja incluído na lista de isenções ao tarifaço, assinada por Trump em 5 de setembro.

    Em nota, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) afirmou que a negociação é importante para preservar a competitividade da carne brasileira e garantir previsibilidade aos exportadores.

    “O encontro [entre Lula e Trump] reforça a importância do diálogo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e demonstra a disposição de ambos os governos em avançar nas discussões sobre as tarifas atualmente em vigor”, disse a entidade através de sua assessoria de imprensa.

    Em meio a negociações, EUA se reúnem com empresas americanas atingidas por tarifas contra o Brasil

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Milei planeja aproveitar respaldo das urnas para desengavetar reformas econômicas

    Milei planeja aproveitar respaldo das urnas para desengavetar reformas econômicas

    Presidente quer esperar novo Congresso, mais favorável, para aumentar jornada de trabalho argentina; proposta é mudar regras do trabalho, tributárias e previdenciárias, mas ele terá de negociar

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Logo depois de comemorar a vitória nas eleições legislativas do último domingo (26), o presidente argentino Javier Milei já deu algumas pistas de como pretende aproveitar o novo fôlego que as urnas deram aos governistas no Congresso.

    Com a configuração mais favorável no Parlamento a partir de dezembro, ele poderá finalmente avançar em três reformas que tentava fazer desde o início do mandato, há quase dois anos: uma trabalhista, seguida de uma tributária e, depois, uma do sistema previdenciário.

    Em uma entrevista na TV, ao comentar o que poderia ser feito para mudar as regras laborais do país, Milei usou de exemplo um projeto de lei de reforma que está parado na Câmara desde o ano passado, de autoria de uma deputada libertária.

    O projeto prevê o aumento da jornada de trabalho, de 8h para 12h, o pagamento de parte do salário em vale-refeição (o que a Justiça já impediu, em decisões anteriores) e o parcelamento de multas e indenizações em até 12 vezes. Nas vezes em que tentaram discutir as mudanças, os governistas não tiveram sucesso.

    Milei chegou a selar uma trégua com os sindicalistas argentinos, sobretudo da CGT (Confederação Geral do Trabalho), no ano passado e retirou uma de mudança na arrecadação dos sindicatos, o que evitou grandes mobilizações contra o governo. Agora, diz que irá insistir na reforma.

    “A maioria dos sindicatos sabe que o que temos hoje não funciona, acredito que vai ter uma melhora. Não estou falando do passado [de diretos adquiridos], estou imaginando o que virá adiante. Todos ganham, os informais que passam a ser formais, ganha a arrecadação para financiar maiores aposentadorias”, disse o presidente.

    O mercado de trabalho na Argentina sentiu o baque do programa atual de ajuste econômico que, se por um lado, freou a inflação, também reduziu a atividade. A informalidade no país também cresceu no último ano.

    Em setembro, o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) apontou que os informais eram 43,2% da população ocupada; 37% deles não contribuiam de forma alguma para a previdência. O número de informais aumentou em 226 mil pessoas entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025 , para 5,75 milhões.

    Uma semana antes das eleições, o secretário de Emprego, Julio Cordero, disse em uma apresentação na Comissão de Orçamento da Câmara que o governo pretendia implementar a negociação de acordos por empresa diretamente com o trabalhador. O secretário afirmou que o plano de Milei é implementar um sistema de salários dinâmicos que sejam definidos por mérito. “Um acordo por empresa permitiria uma situação diferente da que temos agora.”

    “O trabalho informal cresceu para 43%. O objetivo de criar trabalho não é cumprido, e a maior liberdade que os empregadores privados tiveram com este governo foi para demitir mais pessoas”, disse a deputada peronista Vanesa Siley, ao rebater os argumentos do governo.

    A discussão não é nova. Milei tentou fazer uma reforma trabalhista por decreto em seu primeiro ano de governo, por meio de um DNU (Decreto de Necessidade Urgência). A Justiça barrou o avanço das mudanças, argumentando que elas teriam que passar antes pelo Legislativo.

    O governo, teve uma lua-de-mel no primeiro ano, conseguindo aprovar cortes de gastos e enxugar o Orçamento, mesmo tendo atualmente menos de um terço da Câmara.

    Nos dias que precederam a campanha, o presidente reconheceu que a situação econômica era ruim, e que a atividade estava estagnada, mas atribuiu os números negativos a um boicote da oposição no Congresso, que derrubou seus vetos de aumentos de recursos para aposentados.

    Na configuração atual da Câmara, o partido de Milei, A Liberdade Avança, detém menos de um terço (86 vagas) das cadeiras, o que o colocava em uma situação de fragilidade e permitia a derrubada de vetos do presidente.

    A partir dos resultados do último domingo (26), os argentinos decidiram que a aliança governista com o PRO (do ex-presidente Mauricio Macri) terá 107 parlamentares, conquistando um terço e reduzindo a distância para alcançar a maioria necessária (129) para aprovar reformas.

    O cenário ficou mais favorável, mas não garantido. Para ter maioria, Milei terá de adotar uma postura mais conciliatória para tentar atrair parlamentares independentes ligados a forças provinciais oferecendo, por exemplo, mais recursos para os governadores; ou diluir as reformas para convencer deputados radicais e outros grupos independentes, como o Províncias Unidas.

    O representante da CGT, Gerardo Martínez, expressou sua oposição à reforma, chamando-a de ratificação do decreto que foi rejeitado pela Justiça. Ele enfatizou a rejeição da CGT a qualquer proposta de reforma trabalhista baseada nesse decreto.

    Para evitar que novas reformas por DNU sejam barradas pela Justiça, em um evento em Tucumán chamado por ele de Pacto de Maio, Milei já havia anunciado que prepara para dezembro uma segunda versão da Lei de Bases, com as reformas previstas -a primeira foi aprovada em 2024 e foi conhecida como “lei-ônibus”, por incluir normas de diferentes áreas.

    Ao debater o Orçamento de 2026, o governo havia adiantado que a nova Lei de Bases vai propor “a inviolabilidade da propriedade privada; o superávit fiscal inegociável; a redução do gasto público para 25% do PIB [Produto Interno Bruto] e novas regras para a exploração de recursos naturais”.

    Milei disse também, sem dar detalhes, que o governo trabalha em um projeto de eliminação de impostos. “Para a [reforma] tributária temos um plano de reduzir 20 impostos agora, ampliar a base tributária, para que, ao baixar as alíquotas, a evasão não faça sentido. Em outras palavras, que as pessoas não querem ser informais. Mas, primeiro, deve haver uma modernização trabalhista, o que não implica perda de direitos”, disse o presidente.

    Milei planeja aproveitar respaldo das urnas para desengavetar reformas econômicas

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    Renan Calheiros (MDB- AL) quer concluir votação de IR até semana que vem e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Renan Calheiros (MDB- AL) afirmou nesta terça-feira (28) que o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil deve ter seu trâmite concluído no Senado na semana que vem, até dia 8 de novembro, no máximo. Ele é o relator do projeto na Casa.

    Segundo ele, havia um compromisso para que a proposta do governo Lula (PT) não levasse mais do que 30 dias de trâmite no Senado. Ela é considerada pelo Planalto um trunfo para a futura campanha eleitoral do petista e, na Câmara dos Deputados, levou 7 meses para ser aprovada, com a inclusão de pontos que não estavam originalmente previstos.

    Adversário político de Renan, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), relator do tema na Câmara, tem dito que todas as alterações foram feitas com aval da Fazenda.

    Apesar do prazo anunciado, Renan ainda não sabe como fará para encerrar o assunto no Senado sem a necessidade de o texto voltar para a Câmara. Isso porque qualquer alteração substancial provoca a volta da proposta para nova análise da Casa vizinha, o que Renan diz não querer de jeito nenhum.

    Renan diz que as inclusões feitas pela Câmara não têm a devida compensação financeira e quer resolver isso no Senado. Ele acredita que isso será possível em um projeto paralelo, separado do texto central do IR. “Vou apresentar a compensação. Fazer aqui no Senado o que eles deixaram de fazer na Câmara”, disse o emedebista à imprensa.

    Para isso, Renan estaria aguardando cálculos da Fazenda. A expectativa é que ele apresente seu relatório ainda nesta terça, após um encontro com o ministro Fernando Haddad.

    Além de prever isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a proposta determina a redução gradual da alíquota do IR para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê a tributação de lucros e dividendos na fonte e a criação de um “imposto mínimo” de até 10% para pessoas com renda superior a R$ 600 mil por ano.

    Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

    Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

    Renan é crítico às mudanças feitas pela Câmara no textodo governo, e tem indicado a intenção de retirar as alterações

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (28) que vai tratar com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre o Projeto de Lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês. Um almoço entre os dois está marcado para esta tarde.

    Relator do texto no Senado, Renan é crítico às mudanças feitas pela Câmara no texto, e tem indicado a intenção de retirar as alterações, mas sem remeter o PL de volta para aprovação dos deputados. Isso poderia levar a questionamentos na Justiça.

    Haddad relatou que já houve uma reunião com Renan, e entre os secretários da Fazenda e a equipe técnica do senador.

    Vou trocar ideias com Renan Calheiros sobre isenção do IR em almoço, diz Haddad

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

    Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

    Trump também defendeu que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, “acalma os mercados” e que pensou nele para assumir a chefia do Federal Reserve

    O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que encontrará o seu homólogo chinês, Xi Jinping, na quinta-feira, 30, e disse que a reunião “correrá bem”. A declaração foi dada em discurso nesta terça-feira, 28, em jantar com empresários no Japão.

    O republicano ainda defendeu que o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, “acalma os mercados” e que pensou nele para assumir a chefia do Federal Reserve (Fed), mas enfatizou: “ele não quer”. Bessent é o responsável por realizar as entrevistas e guiar o processo dos candidatos para assumir o posto de Jerome Powell.

     

    Trump confirma, no Japão, que encontrará Xi Jinping na quinta-feira (30)

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,91 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,88 bilhões; com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 683,42

    A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (28) a parcela de outubro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,42. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,91 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,88 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. 

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Os beneficiários de 39 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (20), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 22 municípios do Acre afetados pela seca e de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (três), Paraná (duas), Piauí (duas), Roraima (seis) e Sergipe (quatro).Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção

    Cerca de 1,89 milhão de famílias estão na regra de proteção em outubro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. No mês, 211.466 famílias entraram na regra de proteção.

    Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois anos para um. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Data centers já inflacionam conta de eletricidade nos EUA e Brasil pode seguir mesmo caminho

    Data centers já inflacionam conta de eletricidade nos EUA e Brasil pode seguir mesmo caminho

    País não recebeu supercomputador de big tech em escala comercial e território americano está no limite; indústria brasileira se prepara para receber máquinas da Nvidia com refrigeração líquida de chips

    PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – Nos Estados Unidos, o preço da conta de energia em locais próximos a data centers chegou a disparar até 267% em relação ao que custava há cinco anos, mostra análise da Bloomberg, e o Brasil pode seguir o mesmo caminho, alerta o diretor brasileiro de uma multinacional de refrigeração baseado na Carolina do Norte, Frank Silva.

    A construção da infraestrutura para suportar os serviços de inteligência artificial elevou a parcela da geração elétrica dedicada a data centers de 1,9% em 2018 para 4,4% em 2023, mostra relatório do Berkeley Lab, que tem foco em análises sobre energia e impacto ambiental. O mesmo estudo projeta que, até 2028, essa parcela deve subir para algo entre 6,7% e 12%.

    Até 2017, o consumo desses espaços era mais ou menos constante, na casa de 60 TWh, contra o patamar de 176 TWh em 2023. Como base de comparação, todo o consumo doméstico dos 202 milhões de brasileiros foi 177,5 TWh.

    O que mudou foi a instalação das unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia nos servidores, cada máquina presente no data center. As entregas desse componente eletrônico, que processa muito mais dados ao preço de gastar mais energia e dissipar mais calor, começaram a subir também em 2017.

    Um dos requisitos para fazer funcionar essas GPUs é ter sistemas de resfriamento líquido direto nos chips, feito por máquinas chamadas de CDU. Multinacionais, como a Carrier e a Vertiv, fazem os primeiros movimentos para vender essas máquinas no Brasil.

    A Carrier vai apresentar sua tecnologia, compatível com as máquinas mais recentes da Nvidia, em evento do setor de data centers marcado para o início de novembro. Quando houver os primeiros pedidos, os sistemas de refrigeração de chips serão importados de fábricas da empresa nos EUA. “Se tiver demanda, podemos fabricar na unidade Midea Carrier de Canoas [na região metropolitana de Porto Alegre]”, disse João Paulo Oliveira, gerente de produtos da empresa no Brasil.

    Não se trata de uma tecnologia nova, afirmou o engenheiro hidráulico José Macléu da Silva. Ele trabalhou na assistência técnica da IBM entre 1987 e 1992, quando os mainframes da gigante americana utilizavam os chamados chips TTL, que dissipavam muito calor, assim como os chips da Nvidia, e precisavam de resfriamento líquido para não fritar.

    No final dos anos 1980, a IBM substituiu a tecnologia TTL por outra mais eficiente (MacOS), e as máquinas de resfriamento de chip caíram em desuso.

    Caso se confirme, a chegada desses equipamentos ao país alteraria o escopo do impacto ambiental dessas fábricas, como ocorreu nos Estados Unidos.

    A Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) calcula que exista 843 megawatts (MW) de potência instalada em data centers no Brasil, que representam 1,7% do consumo total de energia elétrica no país. Até 2029, a entidade projeta que esses números cresçam, respectivamente, para 2.192 megawatts e 3,6%.

    Os números não consideram o consumo dos data centers de grandes provedores de nuvem, como Google, Microsoft, Amazon e Huawei, que não divulgam informações sobre as suas operações.

    Hoje, o maior data center do Brasil em operação, localizado em Vinhedo, tem 61 MW. No mercado, se especula sobre a construção de data centers com potência instalada de até 900 MW em um só campus, com a chegada das máquinas de IA.

    Esses números colocariam essas unidades que se promete construir no Brasil entre as maiores do mundo. Na Noruega, o data center de Kolos, o que tem a maior potência instalada, segundo dados públicos, tem possibilidade de expansão para até 1.000 MW. Além da eletricidade gasta pelos próprios chips, as máquinas que mais consomem são justamente as responsáveis pela climatização do centro de processamento de dados.

    Diante da crescente demanda por processamento de dados ligada a maior oferta de produtos de inteligência artificial, os construtores de data centers enfrentam uma escolha de Sofia: adaptar todo o sistema de refrigeração, incluindo torres de resfriamento líquido, para ganhar eficiência em eletricidade (PUE), ou manter o sistema de troca de calor com o ar e gastar bem menos água -o que é medido pelo coeficiente de eficiência em água (WUE).

    As empresas se orientam por coeficientes como o PUE e o WUE, além da pegada de carbono, para definir seus projetos. Um data center de uma big tech nos Estados Unidos, por exemplo, pode preferir gastar mais água para compensar a pegada de carbono da eletricidade proveniente da queima de gás natural.

    Era o que estava planejado para um data center que o Google queria construir no Chile, que projetava um consumo anual de água de 7 bilhões de litros. As cifras assustaram a vizinhança, que se mobilizou e levou o gigante da tecnologia a desistir do projeto.

    No Brasil, isso não deve se repetir porque a Política Nacional de Data Centers, instituída por medida provisória do governo Lula, limita o gasto de água de data centers para conceder vantagens tributárias.

    Desistir da água, por outro lado, faz aumentar o consumo de eletricidade, que responde a cerca de 15% do gasto do complexo de processamento de dados.

    Enquanto um ar-condicionado com compressor a ar é capaz de resfriar até 600 toneladas de atmosfera, um equipamento de potência similar acoplado com torre de evaporação (em que há dissipação de água no ambiente) resfria até 4.000 toneladas. Uma solução intermediária, com torre de água em circuito fechado (sem evaporação), resfria até 2.000 toneladas, de acordo com a Carrier.
    Em relatório entregue a autoridades em agosto, a Brasscom argumenta que outros setores gastam mais do que os data centers. A metalurgia, por exemplo, já representa 9% do consumo de eletricidade no Brasil.

    Porém, a Agência Internacional de Energia mostra que os data centers tendem a se concentrar em regiões, onde há vantagens regulatórias, de conectividade e grande disponibilidade de mão de obra especializada. Esse comportamento pode levar a situação reportada pela Bloomberg, em que certas cidades americanas viram o preço da conta de eletricidade quase triplicar.

    Como o sistema de distribuição e de cobrança de eletricidade no Brasil é diferente, é difícil estimar se esse padrão se repetiria no país. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e grupos interessados no mercado já discutem quem vai pagar pelos investimentos necessários na rede de distribuição para receber data centers no país e parte disso pode sobrar para os outros consumidores.

    Data centers já inflacionam conta de eletricidade nos EUA e Brasil pode seguir mesmo caminho

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro

    Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro

    Para ex-presidente do Banco Central, risco é de imagem para esse mercado; economista diz que atual gestão da autarquia faz análise correta sobre assunto

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira (27) que o caso envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) não representa um risco sistêmico ao setor financeiro do país.

    “Tem um consenso hoje de que não tem risco sistêmico, mas sim de imagem. É preciso preservar o sistema, e o Banco Central tem feito uma análise correta sobre o tema”, disse Campos Neto, chefe global de Políticas Públicas e vice-presidente do Nubank, em entrevista à GloboNews.

    A autarquia decidiu em setembro vetar a aquisição após avaliar um risco de sucessão, já que o BRB teria que assumir todas ou grande parte das operações não conhecidas do Master, segundo profissionais ouvidos pela Folha de S.Paulo na ocasião.

    Campos Neto disse que ficou sabendo das negociações pela imprensa, e que até sua saída do BC, no fim do ano passado, o assunto não havia sido ventilado. Para o economista, a atual gestão do BC, hoje presidido por Gabriel Galípolo, tem feito um trabalho técnico sobre o assunto.

    Desde o veto, o banco de Daniel Vorcaro está sob pressão para evitar uma intervenção por parte do BC e, por isso, tem negociado empresas, participações societárias e imóveis.

    O Master precisa de cerca de R$ 300 milhões em outubro para manter o fluxo de pagamentos de seus CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e um pouco mais de R$ 1 bilhão nos meses de novembro e dezembro, segundo apurou a Folha de S.Paulo.

    Campos Neto diz que caso Master não representa risco sistêmico ao setor financeiro

    Fonte: Gazeta Mercantil