Categoria: adere

  • A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

    A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

    A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

    A missão Artemis II já está a dois terços do caminho rumo à Lua. Durante a viagem, e pela primeira vez na história da humanidade, a tripulação conseguiu capturar uma imagem em que é possível ver toda a Bacia Oriental do satélite.

    A primeira missão tripulada à Lua continua avançando sem contratempos, com os quatro astronautas já bem adiantados na jornada que os levará ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação atingiu dois terços do percurso no quarto dia de voo.

    Na mesma publicação, a NASA informou que, ao longo desse dia, os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão praticando o controle manual da nave espacial.

    Mais tarde, a NASA fez uma nova publicação divulgando a imagem mais recente da Lua. “Nesta nova fotografia, capturada pela nossa tripulação da Artemis II, é possível ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista por olhos humanos”, destacou.

    “Nós tiramos algumas fotos hoje mais cedo e, depois de analisá-las no computador com mais atenção, encontramos uma característica: o ‘Grand Canyon’ da Lua, chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo”, afirmou um dos astronautas, Victor Glover, em outra atualização citada pela Reuters.

    Astronautas decolaram em 2 de março

    Vale lembrar que a Orion deixou a órbita terrestre na quinta-feira, 2 de março, e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a alcançar a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

    Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilômetros) da Terra — um marco que faz dos quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a sair da órbita do “planeta azul” desde a missão Apollo 17, em 1972.

    Segundo a NASA, os tripulantes da Orion — o comandante Reid Wiseman e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch — estão bem e com o moral elevado.

    A missão é histórica por ser a primeira com uma tripulação que inclui uma mulher (Christina Koch), um homem negro (o piloto Victor Glover) e um canadense (Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense).

    Quando se aproximarem da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

    Após o voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que tudo funcione corretamente durante a Artemis II antes de tentar um pouso na Lua em 2028, na missão Artemis IV.

    As observações feitas pela tripulação poderão ajudar a NASA a escolher o local de pouso da Artemis IV, que deve explorar o Polo Sul da Lua — uma região ainda nunca visitada por humanos.

    A trajetória da Orion é do tipo “retorno livre”, o que significa que foi projetada para que a nave seja atraída pela Lua e depois retorne naturalmente à Terra.

    A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e incluirá a reentrada na atmosfera, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave pousará no oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia.

    A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua

  • Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

    Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira.

    Os astronautas a bordo da nave Orion já estão \”na metade do caminho\” rumo à Lua, divulgou Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) no final da noite desta sexta-feira, 3.

    \”No momento da publicação deste texto (às 23h da sexta, 3, em Brasília), a missão Artemis II está aproximadamente na metade do caminho até a Lua\”, escreveu a agência em uma publicação no X.

    \”Quando os astronautas chegarem, irão realizar um sobrevoo lunar e coletar observações científicas da superfície da Lua\”, detalhou. A previsão da agência é de que o sobrevoo aconteça na próxima segunda, 6.

    O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen decolaram rumo ao satélite natural da Terra na última quarta-feira, 1º. A Artemis II é a primeira missão tripulada da Nasa ao astro em mais de 50 anos.

    Astronautas a caminho da Lua estão 'na metade do caminho', diz Nasa

  • Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

    Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

    As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, interceptaram hoje um ataque contra o edifício da Oracle, uma das 18 empresas norte-americanas que a Guarda Revolucionária do Irã tinha ameaçado no início da semana.

    As autoridades confirmaram que responderam a um incidente menor envolvendo a queda de destroços após um ataque aéreo à fachada do edifício da Oracle”, informou o gabinete de imprensa de Dubai nas redes sociais.

    O ataque, que não deixou feridos, teve como alvo a sede local da gigante de tecnologia Oracle, localizada na Internet City.

    Uma hora antes, as autoridades da cidade já haviam informado sobre outro ataque interceptado na Dubai Marina, muito próximo ao prédio da empresa norte-americana.

    As autoridades de Dubai não forneceram informações sobre quem teria realizado o ataque.

    Na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou realizar ataques contra instalações de grandes empresas norte-americanas no Oriente Médio, incluindo a Oracle.

    A Guarda Revolucionária já havia anunciado na quinta-feira um ataque contra o prédio da Oracle em Dubai, alegação que foi posteriormente negada pelo gabinete de imprensa da cidade.

    Estados Unidos (EUA) e Israel mantêm, desde 28 de fevereiro, uma ofensiva militar de grande escala contra Teerã, que já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano.

    Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Os Emirados Árabes Unidos se tornaram o principal alvo dessas represálias regionais, com 11 mortos e 203 feridos em ataques iranianos, segundo os dados mais recentes das autoridades do país.

    Na sexta-feira, a Embaixada dos EUA em Beirute alertou para a possibilidade de o Irã ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já deixou 1.300 mortos.

    Em comunicado, a missão diplomática afirmou que “o Irã e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano” e destacou que Teerã “ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Oriente Médio”.

    O Departamento de Estado recomendou que cidadãos norte-americanos deixem o Líbano “enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”, destacando a natureza “volátil e imprevisível” da situação de segurança no país.

    O alerta surgiu após ameaças de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irã Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como possíveis alvos.

    Dubai intercepta ataque contra sede da Oracle

  • NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

    NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

    A NASA divulgou imagens da Terra captadas pela Artemis II, a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos. Veja-as na galeria abaixo.

    A NASA divulgou, na sexta-feira, as primeiras imagens em alta resolução da Terra, captadas pela tripulação da Artemis II ao passar pelo ponto médio entre a Terra e a Lua. As imagens foram registradas pelo comandante da missão, Reid Wiseman.

    Vale lembrar que a Orion deixou, na quinta-feira, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a alcançar a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

    Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilômetros) da Terra, um marco que faz dos quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do “planeta azul” desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

    Segundo a NASA, os tripulantes da Orion — o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch — estão bem e com o moral elevado.

    Essa missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadense, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

    Assim que chegarem próximos à Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

    Após um voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que ambos funcionem corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunissagem em 2028, na missão Artemis IV.

    As observações da tripulação poderão ajudar a NASA a escolher o local de pouso da Artemis IV, que deve explorar o Polo Sul da Lua, uma região onde nenhum ser humano esteve até hoje.

    A trajetória seguida pela Orion é chamada de “retorno livre”, o que significa que foi planejada para que a nave seja atraída pela gravidade da Lua e depois retorne naturalmente à Terra.

    A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e será marcada pela reentrada na atmosfera, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave fará um pouso no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

     

    NASA divulga primeiras imagens da Terra captadas pela Artemis II

  • Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

    Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

    No pilar de tecnologia, a Microsoft revelou uma colaboração estratégica com a SoftBank e a Sakura Internet para expandir as opções de infraestrutura de IA operando sob soberania de dados local

    A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (3) um investimento de US$ 10 bilhões no Japão para o período de 2026 a 2029. O aporte, o maior da história da companhia no país, visa acelerar a economia digital e a segurança nacional japonesa em alinhamento com as prioridades da primeira-ministra Sanae Takaichi.

    No pilar de tecnologia, a Microsoft revelou uma colaboração estratégica com a SoftBank e a Sakura Internet para expandir as opções de infraestrutura de IA operando sob soberania de dados local. A iniciativa permitirá que provedores domésticos ofereçam serviços de computação de IA baseados em GPU através do Azure, garantindo que os dados permaneçam em território japonês. Além disso, a empresa expandiu o serviço Azure Local para apoiar organizações com requisitos rigorosos de governança, permitindo operações desconectadas da nuvem pública em setores críticos.

    No campo da capacitação, a Microsoft se comprometeu a treinar mais de um milhão de profissionais em ferramentas de IA até 2030, visando suprir a escassez de mão de obra qualificada em setores industriais estratégicos. Este movimento ocorre em um cenário de forte adoção da tecnologia no Japão, onde o Microsoft 365 Copilot já é utilizado por 94% das maiores empresas do índice Nikkei 225. O investimento também abrange o fomento à pesquisa científica por meio de subsídios e a oferta de soluções como o Azure Local, que permite a governança de dados em ambientes desconectados da nuvem pública, fortalecendo a resiliência econômica do país.

    Microsoft anuncia investimento de US$ 10 bilhões no Japão em IA e segurança cibernética

  • Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

    Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

    Voo comercial cruzou o céu da Flórida no momento exato da decolagem e registrou imagens raras. Missão da NASA marca retorno de humanos à órbita da Lua após mais de 50 anos e segue com sistemas funcionando normalmente

    Desde quarta-feira, o mundo acompanha a missão tripulada Artemis II rumo à Lua. Mas passageiros de um voo comercial tiveram um privilégio raro: assistir ao lançamento diretamente da janela do avião.

    O voo 1784 da Delta Air Lines, que partiu da Costa Rica e seguia para Atlanta, sobrevoava a Flórida exatamente no momento do lançamento, garantindo uma vista impressionante do foguete em ascensão. Um dos passageiros registrou o momento em vídeo.

    Diferentemente de outras ocasiões em que voos são fretados para observar fenômenos espaciais, neste caso tudo aconteceu por coincidência.

    A NASA confirmou que a manobra que colocou a missão em trajetória rumo à Lua foi concluída com sucesso, apesar de pequenos incidentes sem impacto no voo. Segundo a agência, a tripulação está bem e os sistemas da cápsula funcionam conforme o previsto.

    Durante o primeiro dia completo no espaço, os astronautas realizaram verificações e manobras para garantir a segurança da nave, que nunca havia transportado humanos até então. “Este ainda é um voo de teste (…) continuaremos coletando informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave no ambiente espacial real”, afirmou Hu.

    O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com o foguete SLS, o mais potente já desenvolvido pela NASA, marcando o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.

    A missão também é histórica por reunir uma tripulação diversa, com a astronauta Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen.

    Ao se aproximarem da Lua, os astronautas irão orbitar o satélite e sobrevoar seu lado oculto, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, com expectativa de estabelecer um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço.

    A trajetória adotada, chamada de “retorno livre”, permite que a nave seja atraída pela gravidade lunar e retorne naturalmente à Terra. A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e incluirá a reentrada na atmosfera, considerada uma das etapas mais críticas, antes do pouso no oceano Pacífico.

    A missão faz parte do programa Artemis, que prepara o retorno de humanos à superfície lunar. A NASA trabalha em parceria com outros países e empresas privadas, como SpaceX e Blue Origin, responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos que serão usados em futuras missões de pouso na Lua.
     
     

     

    Passageiros flagram lançamento da missão Artemis II pela janela de avião

  • WhatsApp alerta usuários após app falso com spyware atingir celulares

    WhatsApp alerta usuários após app falso com spyware atingir celulares

    Empresa diz que versão maliciosa foi instalada por cerca de 200 pessoas e pode ter exposto dados pessoais. Plataforma acusa companhia de espionagem, desativa contas afetadas e promete medidas legais contra responsáveis

    O WhatsApp alertou cerca de 200 usuários após identificar que eles instalaram uma versão falsa do aplicativo contendo “spyware”, um tipo de software malicioso usado para espionar atividades e coletar dados pessoais.

    Segundo a empresa, a maioria dos casos foi registrada na Itália. Além de notificar os usuários afetados, o WhatsApp responsabilizou diretamente a empresa italiana SIO pela criação da versão fraudulenta do app.

    “A nossa equipe de segurança identificou proativamente cerca de 200 usuários, principalmente na Itália, que acreditamos terem baixado essa versão não oficial maliciosa”, informou o WhatsApp em comunicado enviado ao TechCrunch. “Desativamos essas contas, alertamos sobre os riscos de privacidade e segurança e incentivamos a remoção do aplicativo falso, além do download da versão oficial.”

    A empresa não detalhou se entre os atingidos há jornalistas ou integrantes do governo italiano, mas afirmou que pretende agir legalmente. “Nossa intenção é enviar uma notificação formal exigindo o fim de qualquer atividade maliciosa dessa empresa de spyware”, disse.

    A porta-voz do WhatsApp reforçou a prioridade da companhia. “Nossa principal preocupação é proteger os usuários que possam ter sido enganados a instalar esse aplicativo falso.”

    O caso não é isolado. Em 2025, o WhatsApp já havia denunciado uma operação de ciberespionagem que atingiu cerca de 90 pessoas, incluindo jornalistas e ativistas em mais de 20 países.

    Na ocasião, o ataque foi atribuído ao uso de um software da empresa israelense Paragon Solutions. “Nossas investigações indicam que você pode ter recebido um arquivo malicioso via WhatsApp e que o spyware pode ter permitido acesso aos seus dados, incluindo mensagens armazenadas no dispositivo”, dizia a notificação enviada às vítimas.

    O WhatsApp afirmou que a campanha utilizou um “vetor” de ataque — método de invasão que pode incluir o envio de arquivos maliciosos por meio de conversas —, mas não conseguiu identificar quem estava por trás da operação.

    A empresa também enviou uma notificação à Paragon exigindo o encerramento das atividades e não descartou medidas judiciais.

    A Paragon, responsável pelo software de espionagem Graphite, tem entre seus clientes agências governamentais e foi recentemente adquirida pelo grupo americano AE Industrial Partners. Segundo o próprio site, a companhia afirma oferecer soluções “éticas” para análise de dados digitais e mitigação de ameaças.

    WhatsApp alerta usuários após app falso com spyware atingir celulares

  • Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

    Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

    Estimativa da Nasa para o projeto de exploração espacial supera R$ 530 bilhões e visa garantir hegemonia dos EUA frente à China na corrida por minerais raros e ida a Marte

    O Programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à Lua depois de um intervalo de mais de 50 anos, deve alcançar um custo total de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 530 bilhões). A estimativa é baseada em relatório da própria Nasa, com previsões de orçamento até 2025, e de orçamentos anunciados pela Casa Branca até 2030.

    O valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), da cápsula Órion e de toda a infraestrutura dos lançamentos do programa. De acordo com as estimativas da Nasa, US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020 e outros US$ 53 bilhões estavam previstos para os cinco anos seguintes. Além disso, um pedido orçamentário da Casa Branca prevê para este ano um valor de US$ 8,3 bilhões para a área da exploração espacial relacionada à Lua e a Marte.

    Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 astronautas à Lua como parte do Programa Apollo. Segundo um artigo publicado na Space Next 50, a agência espacial teria gastado US$ 20 bilhões ao longo do programa – um total que, reajustado para valores atuais, ficaria em algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. O alto valor do programa, aliás, foi um dos motivos que levaram a sua extinção.

    Mas por que retomá-lo agora? Do ponto de vista científico, o objetivo é voltar à Lua para criar uma base espacial e, a partir de lá, enviar astronautas a Marte ainda na próxima década. Do ponto de vista econômico, entretanto, voltar à Lua agora faz mais sentido do que no passado, a partir da constatação da presença de muitos minerais raros no satélite terrestre e do desenvolvimento de tecnologia para minerá-los.

    É o caso, por exemplo do Hélio 3, um isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro devido ao seu potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e praticamente ilimitada. A rigor, a Lua não pertence a ninguém, mas quem conseguir chegar por lá primeiro, certamente terá a primazia na exploração. Não por acaso, a China entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite em 2030.

    Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.

    ‘Era de ouro para a ciência e as descobertas’

    Após o lançamento da missão Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou que o objetivo da agência é testar os sistemas da espaçonave Órion e do foguete SLS de olho em futuras missões. “Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem. Ela abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas”, disse à Nasa TV.

    Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacia

  • Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

    Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

    Vulnerabilidade ligada à técnica “DarkSword” poderia atingir milhões de aparelhos e permitir acesso a informações sensíveis sem deixar rastros. Atualização corrige o problema e reforça a segurança, inclusive em modelos mais antigos do sistema operacional.

    A Apple lançou uma nova atualização de segurança para o iOS 18 com o objetivo de corrigir uma falha que deixava iPhones vulneráveis a uma técnica de invasão conhecida como “DarkSword”.

    Os primeiros alertas sobre esse método surgiram em março, quando pesquisadores das empresas Lookout e iVerify, em parceria com a Google, identificaram que a vulnerabilidade poderia afetar “cerca de um quarto dos iPhones” em uso no mundo.

    Segundo o site TechCrunch, a técnica já havia sido utilizada em ataques reais contra usuários de iPhone e iPad em países como China, Malásia, Turquia, Arábia Saudita e Ucrânia. O problema se agravou quando ferramentas relacionadas ao DarkSword passaram a circular em fóruns online, abrindo caminho para que qualquer pessoa com conhecimento técnico pudesse explorar a falha em aparelhos com versões antigas do sistema.

    Para conter o risco, a Apple disponibilizou as atualizações iOS 18.7.7 e iPadOS 18.7.7, que incluem novas camadas de proteção contra esse tipo de ataque. A empresa também informou que versões mais recentes, como o iOS 26 e o iPadOS 26, já contam com essas defesas integradas. Além disso, dispositivos que não são compatíveis com os sistemas mais novos continuam protegidos por meio dessas atualizações intermediárias.

    Como funciona o DarkSword

    Diferentemente de outros ataques, o DarkSword não exige a instalação de arquivos maliciosos no aparelho. A técnica explora “processos legítimos do próprio sistema operacional do iPhone para roubar dados”, o que a torna especialmente difícil de detectar.

    Na prática, isso significa que o ataque pode ocorrer sem deixar rastros visíveis, mesmo quando consegue acessar informações sensíveis, como senhas e dados pessoais.

    Relatos indicam que o DarkSword teria origem em uma ferramenta desenvolvida pela empresa Trenchant para o governo dos Estados Unidos. Posteriormente, o código-fonte teria sido vazado e compartilhado por usuários russos, o que acabou ampliando o acesso à tecnologia e facilitando seu uso por terceiros.
     

     
     

    Falha em iPhones expõe dados e leva Apple a lançar atualização urgente

  • NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua

    NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua

    Problema de comunicação com a cápsula Orion foi corrigido ainda nos primeiros minutos de voo. Missão Artemis II marca retorno de astronautas ao entorno lunar e servirá como teste crucial antes de futuras tentativas de pouso na superfície

    A NASA informou que conseguiu resolver um problema de comunicação com a cápsula Orion após o lançamento do primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.

    “Aproximadamente 51 minutos após o lançamento, durante uma transferência planejada de satélite, a cápsula Orion apresentou um problema de comunicação que resultou em uma perda parcial e temporária de contato”, explicou o administrador da agência.

    Em coletiva de imprensa, Jared Isaacman afirmou que a tripulação conseguia ouvir a equipe da NASA na Terra, mas não era possível estabelecer comunicação no sentido contrário.

    “Não houve problemas com a própria nave. As comunicações com a tripulação já foram restabelecidas”, disse.

    Segundo a NASA, a situação foi normalizada e a nave já está em órbita baixa da Terra.

    “Em breve, a tripulação executará a queima de apogeu, colocando a nave em uma órbita terrestre alta e estável”, acrescentou Isaacman.

    Antes do lançamento do foguete, a agência já havia solucionado outro problema relacionado ao sistema de terminação de voo, que poderia ter impedido a missão Artemis II.

    Com condições meteorológicas favoráveis, o foguete SLS, o mais potente já lançado pela NASA, decolou cerca de 11 minutos após o horário previsto, às 18h35 (horário local), com milhares de pessoas acompanhando o lançamento nos arredores do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

    A missão é considerada histórica por reunir uma tripulação diversa, incluindo a astronauta Christina Koch, o piloto Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

    Durante a fase em órbita, serão realizados testes e manobras para garantir a segurança e a confiabilidade da nave, que nunca transportou humanos até então.

    Se tudo correr conforme o planejado, a cápsula deixará a órbita da Terra rumo à Lua em uma viagem que deve durar entre três e quatro dias, período em que os astronautas continuarão realizando testes e experimentos.

    Ao se aproximarem da Lua, a tripulação fará uma órbita ao redor do satélite natural, incluindo o sobrevoo do lado oculto, com a expectativa de superar a distância percorrida pela missão Apollo 13.

    Após o voo de teste realizado em 2022, a NASA busca validar todos os sistemas da missão Artemis II antes de tentar um pouso tripulado em 2028, previsto para a missão Artemis IV.

    Os dados coletados nesta missão devem ajudar a definir o local de pouso futuro, que está planejado para a região do polo sul da Lua, uma área ainda não explorada por humanos.
     
     

     

    NASA corrige falha de comunicação no voo tripulado em torno da Lua