Blog

  • Após prisão de Billups, Splitter se torna primeiro brasileiro técnico da NBA

    Após prisão de Billups, Splitter se torna primeiro brasileiro técnico da NBA

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O brasileiro Tiago Splitter, 40, assumiu nesta quinta-feira (23) o comando do Portland Trail Blazers, em um dia caótico da NBA, a liga norte-americana de basquete. Ele se tornou o técnico interino do time após a prisão do titular do cargo, Chauncey Billups, detido em meio a uma investigação de apostas ilegais nos Estados Unidos.

    Campeão da NBA em 2014 como jogador, com a camisa do San Antonio Spurs, o catarinense é um discípulo do comandante Gregg Popovich. Ele trabalhou como assistente técnico no Brooklyn Nets, de 2019 a 2023, e do Houston Rockets, de 2023 a 2024. Sua única experiência como treinador principal foi na Europa, no Paris Basketball, da França, na última temporada.

    A direção dos Blazers foi obrigada a nomear um novo técnico por causa da prisão de Billups, acusado de participação em jogos de pôquer manipulados. Houve outras prisões de pessoas relacionadas à NBA -uma delas a do armador Terry Rozier, do Miami Heat-, mas no caso do treinador a detenção não é ligada a apostas em jogos da liga de basquete.

    Horas após a operação policial, a NBA anunciou o afastamento de Billups e Rozier e disse cooperar com as investigações. Os dirigentes da equipe de Portland consideraram deixá-la sob comando de outro de seus assistentes, Nate Bjorkgren, 50, que tem larga experiência como auxiliar e chegou a ser o comandante principal do Indiana Pacers, mas optou por Splitter.

    O brasileiro esteve na liga norte-americana como jogador de 2010 a 2017. Além de defender o San Antonio Spurs, vestiu os uniformes do Atlanta Hawks e do Philadelphia 76ers. Começou, então, uma carreira à beira da quadra e deixou ótima impressão em sua passagem pela França, conquistando com o Paris a Liga Francesa e a Copa da França.

    O Palmeiras sofreu uma dura derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, e precisará reverter o placar no Allianz Parque para seguir sonhando com a final da Libertadores. Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo

    Folhapress | 04:02 – 24/10/2025

    Após prisão de Billups, Splitter se torna primeiro brasileiro técnico da NBA

  • Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

    Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

    Lula afirmou que não espera fechar um acordo imediato com Donald Trump na reunião marcada para domingo (26), na Malásia. O presidente disse que o entendimento entre Brasil e Estados Unidos dependerá de negociações técnicas e políticas conduzidas por ministros e secretários de ambos os países

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (24) que não espera um acordo imediato com o presidente Donald Trump na reunião que farão no domingo (26), na Malásia.

    O presidente afirmou que o encontro, programado para o período da tarde de domingo em Kuala Lumpur, precisará de uma sequência de negociação técnica e política entre ministros do Brasil e secretários dos EUA.

    “Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã ou depois de amanhã, quando eu me reencontro com ele. O acordo será feito pelos negociadores”, disse Lula em entrevista antes de decolar de Jacarta, na Indonésia, para Kuala Lumpur, capital malaia.

    “Eu nunca participo de uma reunião na qual não acredito no sucesso. Eu só vou saber se ela é bem-sucedida ou não se eu participar. Então, eu vou participar da reunião na expectativa de que a gente tenha sucesso naquilo que o Brasil tem interesse.”

    Questionado pelo Estadão sobre o prazo que o Brasil considera razoável para um acerto, Lula afirmou que “quanto antes, melhor”.

    “Se eu pudesse te dar uma resposta, eu te daria. Eu queria que fosse ontem, mas se for amanhã já está bom. Quanto mais rápido, melhor”, respondeu.

    Lula foi questionado insistentemente sobre setores econômicos em pauta, como minerais críticos — entre eles as terras raras —, mas não respondeu sobre que proposta fará aos EUA.

    O petista afirmou que a reunião está sendo aguardada há algum tempo e que o Brasil sempre esteve disponível para conversar. Os negociadores do lado brasileiro são os ministros.

    Lula disse que houve um “certo truncamento” nas negociações, mas que, depois do telefonema entre eles, as coisas caminharam. O petista disse querer reconstituir uma relação civilizada com os EUA.

    “Tenho todo interesse em ter essa reunião, toda a disposição de defender os interesses do Brasil e mostrar que houve equívocos nas taxações ao Brasil. Quero discutir também as punições dadas a ministros brasileiros da Suprema Corte, que não têm nenhuma explicação.”

    Lula disse que fará uma reunião “sem frescura” com Trump, com objetividade e sinceridade. Ele citou como exemplos o preço da carne em alta nos EUA e a inflação sobre o café no mercado interno americano. O Brasil tem expectativa, nos bastidores, de que esses produtos sejam retirados do tarifaço.

     

     

    Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

    Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

    Restando apenas cinco rodadas para o fim da Série B do Campeonato Brasileiro 2025, a emoção toma conta de cada rodada na briga pelo acesso. Nesta sexta-feira, dois jogos esquentam ainda mais a disputa na abertura da 34ª rodada, quando Novorizontino, Cuiabá e Remo buscam uma boa posição na concorrência por vaga na elite.

    Os jogos do dia se iniciam a partir das 19h, quando Novorizontino e Botafogo-SP fazem um clássico do interior paulista no estádio Jorge de Biasi, em Novo Horizonte, no duelo de opostos. Em quinto lugar, com 54 pontos, mesmo número do Remo, primeiro time no G-4, o time de Novo Horizonte tenta ao menos dormir na zona de acesso. Do outro lado, com 34, em 18º, o Botafogo está três atrás do Athletic-MG, primeiro time na zona de rebaixamento e tenta se manter vivo na Série B.

    Mais tarde, às 21h35, o próprio Remo entra em campo para um duelo direto na briga pelo acesso diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. Em quarto lugar, três pontos atrás o líder Coritiba (57), os paraenses querem se firmar na zona de acesso, enquanto o time da casa, com 50, em 8º, quer voltar a brigar por vaga entre os quatro primeiros.

    A emocionante 34ª rodada da Série B segue no sábado, com mais quatro jogos. A partir das 16h, Athletic-MG e América-MG se enfrentam na Arena Sicredi, simultaneamente a Volta Redonda e Coritiba, no Raulino de Oliveira. Mais tarde, às 18h30, é a vez do Paysandu receber o Avaí, na Curuzu, pouco antes de Criciúma e Goiás, às 20h30, no Heriberto Hulse.

    No domingo, a partir das 16h, é a vez de CRB e Atlético-GO medirem forças no Rei Pelé e Vila Nova e Ferroviária se enfrentarem às 18h30, no Onésio Brasileiro Alvarenga.

    A rodada acaba na segunda-feira, com mais dois jogos. A partir das 19h, Chapecoense e Operário-PR se enfrentam na Arena Condá, enquanto Athletico-PR e Amazonas fecham a rodada na Arena da Baixada, às 21h30.

    O Palmeiras sofreu uma dura derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, e precisará reverter o placar no Allianz Parque para seguir sonhando com a final da Libertadores. Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo

    Estadao Conteudo | 08:04 – 24/10/2025

    Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

  • Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

    Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

    A derrota do Palmeiras por 3 a 0 para a LDU, nesta quinta-feira, em Quito, no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores, não abalou a confiança do técnico Abel Ferreira em conseguir a classificação para a final semana que vem em São Paulo.

    “Temos 90 minutos no Allianz Parque. E 90 minutos é muito tempo. Hoje damos os parabéns ao nosso adversário porque foram melhores. O Palmeiras não esteve em sua média. Eu acredito que é possível em nossa casa fazer o mesmo número de gols de hoje ou mais”, disse o treinador português em entrevista coletiva.

    Abel apontou o fraco desempenho palmeirense no primeiro tempo como o responsável pela derrota. “Demoramos muito para entrar no jogo, mas isso não tira o mérito do nosso adversário, que entrou muito forte. Não é a primeira vez que uma equipe brasileira sofre aqui na altitude. A LDU estava no grupo do Flamengo na primeira fase, eliminou Botafogo e São Paulo…não foi falta de aviso.”

    Apesar dos 3 a 0 e da má atuação, Abel apontou que o Palmeiras criou pelo menos cinco oportunidades para marcar. “No dia em que não fizemos um bom jogo criamos chances e poderíamos ter feito um ou dois gols”, afirmou o técnico. “Foi uma derrota dura, pesada, mas se existe uma equipe que pode reverter um resultado desse é a nossa.”

    O Palmeiras sofreu uma dura derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, e precisará reverter o placar no Allianz Parque para seguir sonhando com a final da Libertadores. Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo

    Folhapress | 04:02 – 24/10/2025

    Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

  • Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

    Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

    Especialistas e bancos centrais alertam para o risco de uma bolha no mercado de inteligência artificial, impulsionado por investimentos trilionários e valorização acelerada de grandes empresas. Enquanto o setor promete revolucionar a economia, analistas temem que o ritmo de investimento supere a demanda real por IA

    (FOLHAPRESS) – Vai ser um estouro. A grande questão é qual tipo de estouro. Se as expectativas quanto à inteligência artificial se concretizarem, os investimentos trilionários previstos para essa tecnologia vão ter valido a pena. Caso contrário, a explosão é de outra natureza -a de uma bolha.

    No último mês, os alarmes têm soado. O banco central da Inglaterra, por exemplo, expressou preocupação com a enorme valorização das empresas de IA e alertou para o risco crescente de uma “correção súbita” no mercado (ou seja, o estouro de uma bolha). No mesmo dia, Kristalina Georgieva, chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), fez alerta semelhante.

    Em agosto, o próprio CEO da OpenAI, Sam Altman, já tinha sugerido que pode haver uma bolha se formando no mercado de inteligência artificial. E, de lá para cá, a conversa se intensificou.

    Um amontoado de sinais preocupa analistas econômicos e investidores. Desde o lançamento do ChatGPT ao público, em 2022, o mercado de ações dos EUA cresceu US$ 21 trilhões (R$ 113 trilhões). Dez empresas são responsáveis por mais da metade desse salto, entre elas Amazon, Nvidia e Broadcom, todas com negócios em IA.

    O dinheiro tem fluído aos borbotões para empresas de IA, em patamares sem precedentes. O banco Morgan Stanley prevê que o investimento no setor vai atingir quase US$ 3 trilhões (R$ 16 trilhões) entre este ano e 2028.

    O montante, contudo, é uma aposta no futuro -o dia, ainda hipotético, em que a IA vá decolar e revolucionar economias. No presente, esse dia ainda não chegou. Basta ver a diferença entre os investimentos que atraem e o faturamento das empresas de inteligência artificial.

    A OpenAI, por exemplo, tem valor de mercado estimado em US$ 500 bilhões (R$ 3 trilhões), mas receita anual de US$ 13 bilhões.

    O descompasso é a expressão numérica de uma questão fundamental: quando vai haver a demanda por essa tecnologia que garanta o retorno desse investimento? A dúvida é sobre a sincronia entre promessas de longo prazo e expectativas de retorno no curto e médio prazos.

    Do lado dos usuários comuns, a procura cresceu rapidamente: o ChatGPT, quando foi lançado, por exemplo, atingiu 100 milhões de usuários em apenas dois meses, tornando-se o aplicativo de crescimento mais rápido da história. 

    Hoje, tem 800 milhões de usuários; só 5% deles, contudo, pagam assinatura.

    Mas os dados sobre a adoção por empresas, mesmo quando são expressivos, ainda levantam dúvidas. Um índice da Universidade Stanford mostra que 78% declararam adotar IA em seus negócios em 2024. Mas um relatório anual da consultoria McKinsey deste ano diz que só 1% das que adotam a tecnologia acreditam ter atingido a maturidade.

    O especialista Paulo Carvão, que foi executivo da IBM por três décadas e hoje é pesquisador na Universidade Harvard, aponta que a adoção da IA por empresas é mais complexa -já que negócios são mais cautelosos quanto a riscos de segurança ou reputação e mais atentos ao retorno sobre investimentos.

    Para ele, o frisson do consumidor comum ainda precisa se traduzir na mesma proporção em uso corporativo da tecnologia. Se isso não ocorrer, diz, todo investimento em chips e data centers pode criar uma capacidade ociosa.

    “Se houver um descompasso e a demanda não se materializar antes que esses investimentos se mostrem obsoletos, a bolha vai estourar”, afirma ele.

    A modernização do hardware coloca um cronômetro nesse mercado. As GPUs (unidades de processamento gráfico), um dos principais custos na construção de data centers, podem se tornar obsoletas entre três e seis anos –o que obrigaria as empresas de IA a renovar seu parque computacional.

    O fantasma que fala ao pé do ouvido dos investidores em IA é o da bolha pontocom, na virada para o século 21.

    Na ocasião, quem apostou nas empresas de tecnologia até fez a previsão correta –a internet era mesmo a tecnologia do futuro. O problema é que demorou mais do que o esperado, e a demanda pela infraestrutura que se construiu naquela época só se consolidou mais de duas décadas depois. Ou seja: a questão é de sincronia entre ciclos de capital e a procura de fato pela tecnologia.

    “Hoje nós somos beneficiários dos investimentos daquela época”, diz Carvão. 

    “Mas existe uma diferença entre a fibra óptica [da era pontocom] e a GPU da Nvidia. Hoje usamos os mesmos cabos daquela época. Já os chips terão que ser atualizados em seis anos. Ou seja, você tem uma demanda contínua por GPUs, mas se a demanda [por IA] não se materializar… É como pedalar uma bicicleta, enquanto você pedala ela não cai.”

    O crescimento da própria infraestrutura também pode esbarrar em limitações de espaços com acesso à água e energia para data centers, limites no fornecimento de eletricidade e falta de mão de obra. A tecnologia que depende de computação na “nuvem”, na verdade, está ancorada no mundo material -e pode esbarrar em suas limitações.

    Há outros fatores que podem indicar a formação de uma bolha. Carvão e outros analistas têm apontado a concentração do mercado financeiro nas empresas de tecnologia. No pico da bolha pontocom, 17% do desempenho da S&P 500 se devia às companhias do ramo -hoje, esse índice já passa de um terço.

    Além disso, as sete que ocupam o topo da Bolsa de Valores de Nova York hoje são todas do mesmo segmento: Nvidia, Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e Tesla.

    As principais empresas de IA, como a OpenAI, têm capital fechado, por isso não aparecem na lista. Mas os acordos comerciais com companhias como a mãe do ChatGPT alimentam o crescimento dessas outras empresas na bolsa.
    Mas isso também tem preocupado analistas, que apontam uma circularidade nos investimentos, algo típico de bolhas de tecnologia.

    Funciona assim: a Nvidia, como anunciou em setembro, fecha o acordo para investir US$ 100 bilhões na OpenAI, que vai comprar GPUs da Nvidia. Ao mesmo tempo, a OpenAI tem contratos com empresas de nuvem, como a Microsoft e a Oracle, que também dependem de chips da Nvidia (não à toa, há quem diga que a fabricante de chips virou o banco central da IA).

    Enrolado? Pois é. O cenário é um emaranhado de acordos que resulta em uma engenharia financeira complicada -e se uma das companhias no novelo tropeçar, aumenta o risco de criar problemas para as demais, num efeito cascata.

    Esse sistema se formou porque as empresas de IA, sobretudo a OpenAI, foram bem-sucedidas em convencer o Vale do Silício de que precisam construir uma infraestrutura cada vez maior para seu desenvolvimento de produtos. É um modelo de ganho de escala.

    Segundo Sam Altman disse nesta semana, o retorno sobre o investimento vai vir de tecnologias ainda em fase de desenvolvimento –nesta semana, por exemplo, a OpenAI divulgou o lançamento de seu navegador, visto como a nova fronteira do uso de IA.

    Nem todo mundo concorda que há uma bolha no setor. Um relatório desta semana do Goldman Sachs foi na contramão da conversa pública: segundo o banco, a alta das ações de tecnologia tem “fundamentos sólidos” e a concentração de mercado, embora possa preocupar, não necessariamente resulta em crises.

    Executivos de tecnologia, como Jeff Bezos, da Amazon, também têm dito que, mesmo que algumas empresas fracassem na corrida, haverá avanços tecnológicos duradouros e um legado para a sociedade -como na época da bolha pontocom.

    Outros falam que todo avanço tecnológico sofre acusações de ser uma bolha e que, no caso da IA, a liderança está nas mãos de empresas financeiramente saudáveis, que usam principalmente o próprio caixa e não assumem endividamento. Um estouro de bolha, segundo essa visão, teria um impacto limitado na economia como um todo.

    Não é essa a opinião de José Julio Senna, economista da FGV e ex-diretor do Banco Central que acompanha a economia americana de perto. Senna aponta que, desde o começo do governo Donald Trump, a expectativa dos analistas era que a incerteza gerasse uma retração do consumo das famílias e dos gastos das empresas –mas o contrário vem acontecendo e o cenário é de demanda aquecida.

    “O entusiasmo com a IA é grande. Mas o que isso tem a ver com o consumo? A valorização do mercado acionário cria um ambiente de entusiasmo e influencia o restante da sociedade também”, diz ele, lembrando que as famílias americanas investem mais em ações do que os brasileiros. “A economia americana está muito bem. Isso tem a ver com a pujança do consumo e a riqueza gerada na bolsa.”

    Para se ter uma ideia, estima-se que 40% do crescimento do PIB americano no ano passado se deve ao boom da IA. A aposta em inteligência artificial tem ajudado a reverter previsões pessimistas com a guerra comercial de Donald Trump, a erosão democrática americana e a alta da dívida pública. Por isso, uma retração nas empresas de tecnologia seria um baque e tanto.

    Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

    Fonte: Gazeta Mercantil

  • Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

    Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

    A ida de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF pode redesenhar o equilíbrio interno do colegiado e fortalecer Kassio Nunes Marques, que passa a ocupar posição decisiva nos julgamentos. A nova composição tende a alterar a dinâmica entre ministros e influenciar casos de grande repercussão política

    (CBS NEWS) – A mudança do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) pode dar mais força ao ministro Kassio Nunes Marques em um colegiado dominado nos últimos anos pelo decano do tribunal, o ministro Gilmar Mendes.

    Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo, Nunes Marques não se alinhou a nenhuma das correntes da corte. Sua atuação é comparada a um pêndulo: ora vota com André Mendonça, ora forma maioria com Gilmar e Dias Toffoli.

    A posição de Nunes Marques na Segunda Turma deve garantir a ele o voto decisivo em julgamentos no Supremo e colocá-lo como peça-chave para a nova relação de forças do tribunal.

    A Segunda Turma do Supremo é composta pelos ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O colegiado é conhecido por ser o mais garantista do tribunal, corrente que prioriza a proteção dos direitos fundamentais e as garantias individuais em detrimento do poder persecutório do Estado.

    Um eventual alinhamento de Nunes Marques com Fux e Mendonça pode garantir maioria na turma e dar ao trio um poder até então considerado pouco provável, diante das derrotas deles em processos julgados no plenário do Supremo.

    A Segunda Turma é a responsável por julgar os processos ligados às fraudes do INSS, analisa casos sobre desvio de emendas e será a responsável por decidir sobre possíveis revisões criminais de Bolsonaro e dos demais condenados pela trama golpista.

    Foi lá também que muitas das decisões da Lava Jato foram revistas e derrubadas com discursos contundentes contra a atuação do Ministério Público ou das instâncias inferiores.

    Quatro ministros ouvidos pela Folha destacam que os integrantes do tribunal não costumam ter alinhamentos automáticos. Eles divergem sobre os impactos da ida de Fux à Segunda Turma -um acha cedo para avaliar e outros veem implicações especialmente em matérias criminais.

    Na visão de um magistrado, no entanto, a mudança deve ressaltar as diferenças entre os dois colegiados em diferentes temas.

    Nunes Marques costuma votar contra o Ministério Público em processos que envolvem políticos ou possuem grande repercussão nacional. Foi com o voto dele que a turma considerou ilegal o uso de relatórios de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) na denúncia das rachadinhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Ele foi um dos poucos a votar pela absolvição dos bolsonaristas presos em frente ao QG do Exército no dia seguinte aos ataques às sedes dos Poderes.

    Foi também de Nunes Marques o voto decisivo para a Segunda Turma anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci, braço direito de Lula (PT) no primeiro mandato na Presidência, preso na Operação Lava Jato.

    Luiz Fux decidiu deixar a Primeira Turma do STF após se ver isolado no colegiado. Ele foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro e parte dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado do fim de 2022. Desde então, o ambiente entre os ministros ficou mais denso.

    A turma é composta por Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

    O movimento foi interpretado por colegas de Supremo como uma tentativa de Fux de buscar aliados num momento em que se viu acuado pelas críticas que recebeu por seu voto para absolver Bolsonaro.

    A posição de Fux já era esperada pelos demais integrantes da Primeira Turma. O principal motivo de indignação foi pela forma como o voto foi apresentado, durante leitura de cerca de 13 horas sem permissão para interrupção dos colegas.

    Ainda que a divergência fosse prevista, os ministros ficaram incomodados com a postura que entenderam agressiva de Fux e o conteúdo que teria ido além do que Fux indicava nos casos de 8 de Janeiro, ao fazer questionamentos à condução do caso por Moraes e referências críticas às manifestações dos colegas, além de minimizar o caso em debate com afirmações em defesa da liberdade de expressão e manifestação e protestos pacíficos.

    No dia seguinte ao seu voto, Moraes, Cármen e Dino dedicaram parte da sessão para rebater as teses de Fux e defender a condenação do ex-presidente e seus aliados.

    Agora com assento em outro andar do Supremo, Fux vai dividir espaço com o ministro Gilmar Mendes, com quem acumula desavenças. A mais recente foi uma discussão, na quarta-feira (15), no intervalo da sessão plenária.

    O motivo do entrevero foi o pedido de vista (mais tempo para análise) de Fux que interrompeu um julgamento de processo que Gilmar move contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) por calúnia.

    O resultado parcial era de 4 a 0 contra o recurso de Moro. Só faltava o voto de Fux. Na discussão, Gilmar sugeriu que o colega fizesse “um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”, como mostrou a colunista Mônica Bergamo.

    Na Segunda Turma, Fux pode herdar a relatoria dos processos restantes da Lava Jato. O ministro Edson Fachin era o responsável pelos casos, mas deixou-os ao assumir a presidência do Supremo.

    Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

  • Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

    Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

    Moraes negou pedido da defesa de Bolsonaro para presidente do PL visitá-lo em prisão domiciliar; proibição no passado causou ruídos no partido e atrapalhou eleições municipais, segundo aliados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) temem que a investigação sobre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, atrapalhe as articulações para as eleições de 2026.

    Reservadamente, disseram ver com estranheza a decisão de retomada da apuração contra o dirigente por suposta participação na trama golpista. Para eles, trata-se de uma tentativa de enquadrar quem é hoje o principal articulador da sigla.

    A decisão de reabrir o inquérito sobre Valdemar foi tomada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por sugestão do ministro Alexandre de Moraes.

    A principal consequência prática será a dificuldade de interlocução com Bolsonaro, avaliam seus aliados. O ex-presidente já está proibido de receber visitas, com as exceções autorizadas por Moraes.

    Nesta quarta, ele já negou que Valdemar encontrasse o ex-presidente, sob a justificativa de que Bolsonaro está proibido de manter contato com demais réus e investigados do caso da trama golpista.

    A proibição já aconteceu no passado, quando o dirigente era investigado também. Eles ficaram nessa situação por um ano, enquanto a Polícia Federal apurava a tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do PL chegou a ser indiciado no inquérito, mas acabou não sendo incluído na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    Na época, bolsonaristas já apontavam a dificuldade de articulação e a proliferação de ruídos na sigla que a situação causava. Para eles, isso atrapalhou nas eleições municipais, como em Curitiba, onde o ex-presidente foi na contramão do partido.

    Bolsonaro também se queixou em entrevistas do presidente do partido e chegou ameaçar deixar a legenda -algo que aliados atribuíram à falta de conversas entre os dois.

    Agora, com o ex-presidente em prisão domiciliar e impedido de falar com as pessoas, esse diálogo tende a ficar ainda mais prejudicado, porque muitas decisões têm de passar pelos dois.

    Além de se ocupar dessas conversas e articulações pelo cargo que ocupa, Valdemar tem intensificado viagens pelo país, algo que ficava mais a cargo de Bolsonaro.

    Em casa e preocupado com uma possível ida para um presídio quando terminar a fase de recursos no STF, o ex-presidente não tem sido muito atuante nas articulações para 2026, de acordo com interlocutores. Ainda cabe a ele a definição, sobretudo, de nomes para o Senado. E, para aliados, isso ficará ainda mais difícil se Moraes mantiver proibição de Valdemar visitá-lo.

    Nas redes sociais, parlamentares saíram em defesa do presidente do PL. “[A investigação] É apenas uma desculpa para alcançar seu objetivo de cassar o registro do PL. Mais um gol de mão que o VAR da 1ª turma do STF vai validar, pelo bem da democracia, claro”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    “Que isso sirva de alerta a outros partidos, incluindo PP, União Brasil, Republicanos, PSD e até o PT. Se o vento na biruta do biruta mudar, ele vai pra cima de qualquer um, sem nenhuma cerimônia. Basta ousar contrariar seus interesses”, completou.

    Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse reafirmar seu “total apoio ao presidente Valdemar Costa Neto, que atuou dentro da legalidade e com respeito às instituições brasileiras”.

    “Questionar as urnas buscando o aprimoramento do processo eleitoral se tornou crime”, afirmou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

    POR QUE O INQUÉRITO FOI REABERTO

    A reabertura do inquérito foi definida pela maioria dos ministros da Primeira Turma do STF, derrotada a posição defendida pelo ministro Luiz Fux.

    A sugestão foi dada por Moraes ao votar pela condenação de Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, contratado pelo PL em 2022 para produzir relatório contra as urnas eletrônicas.

    A Primeira Turma condenou Rocha a sete anos e seis meses de pena pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Ele é acusado de produzir um relatório que criava falsas suspeitas de fraudes em parte das urnas utilizadas nas eleições de 2022.

    Com base nesse relatório, o PL entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a anulação dos votos de quase metade das urnas. A ação foi rejeitada na Justiça Eleitoral, e o partido foi condenado a pagar multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé.

    Além da decisão sobre Valdemar, o STF também publicou nesta quarta-feira (22) o acórdão com a decisão que condenou o ex-presidente e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, ampliando a pressão sobre o bolsonarismo.

    Com a publicação, que formaliza o resultado do julgamento, passam a contar os prazos para que as defesas possam recorrer. Um eventual cumprimento de pena em regime fechado pode se dar depois do esgotamento desses recursos -algo que ministros da corte preveem ocorrer ainda em 2025.

    Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

  • Saiba como nova lei dos estrangeiros afeta brasileiros em Portugal

    Saiba como nova lei dos estrangeiros afeta brasileiros em Portugal

    Entraram em vigor nesta quinta-feira (23) as novas regras da Lei dos Estrangeiros de Portugal, que endurecem a concessão de vistos de residência, trabalho e estudo para cidadãos não europeus. As mudanças afetam diretamente a comunidade brasileira, que representa mais de 30% dos imigrantes no país

    As alterações da Lei dos Estrangeiros de Portugal, com as regras de autorização para entrada, permanência e residência de cidadãos não europeus, entraram em vigor nesta quinta-feira (23). O decreto de regulamentação, assinado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, alterou a lei portuguesa n.º 23 de 2007.

    A comunidade brasileira em Portugal deve ser diretamente impactada pelas novas medidas, que, entre outros pontos, tornam mais rigoroso o processo de aquisição de vistos de residência, trabalho ou estudo e alteram o processo de solicitação de nacionalidade portuguesa.

    Os brasileiros representam a principal comunidade estrangeira residente em Portugal (31,4% do total), de acordo com 

    dados de 2024 da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) portuguesa. Estimativas do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil apontam que cerca de 513 mil brasileiros viviam em Portugal, no ano de 2023. 

    O que muda com as novas regas

    A mudança mais impactante para os brasileiros e demais cidadãos de países de língua portuguesa é o fim da possibilidade de regularização de residência para quem entra como turista. Também foram ampliadas restrições ao visto de procura de trabalho.

    A regra restringe o visto a uma minoria de profissionais estrangeiros altamente qualificados que procuram trabalho em terras portuguesas. São exemplos: cargos de direção, acadêmicos ou técnicos especializados.

    Na prática, a medida desincentiva a entrada de estrangeiros que procuram trabalho em setores não qualificados e solicitam o visto geral de permanência. Antes, existia um visto de curta duração (120 dias, prorrogável por mais 60) que permitia a entrada para buscar emprego.

    Confira as principais alterações da nova lei portuguesa:

    • fim da regularização in loco: o novo regime elimina a possibilidade de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) entrarem em Portugal como turista e, somente depois, solicitarem a autorização de residência com base em contrato de trabalho. Com isso, os brasileiros e somente podem solicitar o visto ainda no país de origem.
    • ilegais: o governo português pode recusar o visto (residência, procura de trabalho qualificado ou estada temporária) de quem tenha entrado ou permanecido ilegalmente no país;
    • obtenção de visto de trabalho: restringe as condições para a obtenção de visto de trabalho. A lei cria a modalidade de visto para procura de trabalho altamente qualificado, destinado apenas a pessoas com “competências técnicas especializadas”.
    • reagrupamento familiar: o titular de residência válida em Portugal tem direito ao reagrupamento familiar. Porém, a nova regra geral passa a exigir do requerente um período mínimo de dois anos morando legalmente no país para solicitar a concessão de autorização de residência aos demais familiares, exceto para cônjuges com filhos menores ou incapazes. Na lei anterior, o pedido de reagrupamento familiar podia ser feito imediatamente após a obtenção do título de residência.
    • duração da autorização de residência do cônjuge/parceiro reagrupado: a nova lei estabelece o que o casal deve demonstrar que morou junto, por pelo menos 18 meses, antes da entrada do residente em Portugal. No caso de casais sem filhos com união estável, o tempo de espera para pedir o reagrupamento é de 15 meses.
    • prazo de análise: a nova lei amplia de 90 dias para 270 dias o prazo para que Agência portuguesa para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) analise os pedidos de reagrupamento familiar naquele no território europeu.
    • processos anteriores: a lei estendeu o prazo para conclusão dos pedidos de residência pendentes até 31 de dezembro de 2025.

    Transição

    Os trabalhadores brasileiros que residem legalmente no país por já cumprirem os requisitos de salário e qualificação profissional terão 180 dias (a contar da data de entrada em vigor da nova lei) para que possam se adaptar à nova lei. O objetivo é que o residente estrangeiro entre com pedido de conversão de seu título de residência comum para o de trabalho altamente qualificado.

    A lei concede o mesmo prazo (180 dias) para que residente estrangeiro solicite o visto de residência para seus familiares que já moram legalmente em Portugal.

    Recusa ao estrangeiro

    Em caso de rejeição de um pedido de autorização de residência, o cidadão estrangeiro deverá ser formalmente informado, por meio de notificação que deverá detalhar os fundamentos da rejeição do pedido. O requerente poderá recorrer da decisão.

    Suspensão de pedidos de visto de trabalho

    Como primeira medida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal suspendeu, a partir desta quinta-feira (23), o recebimento pelos órgãos oficiais de novos pedidos de visto de trabalho qualificado para estrangeiros.

    A decisão de suspensão é válida até a regulamentação das profissões qualificadas pelo governo de Portugal.   Assim, todos os agendamentos com esta finalidade estão automaticamente cancelados, diz a nota pública.

    Saiba como nova lei dos estrangeiros afeta brasileiros em Portugal

  • Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

    Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

    Milhares de caranguejos-vermelhos começaram a travessia anual na Ilha Christmas, na Austrália, rumo ao mar para reprodução. O espetáculo natural mobiliza moradores e guardas-parques, que chegam a usar sopradores de folhas para proteger os animais nas estradas

    Milhares de caranguejos-vermelhos iniciaram sua migração anual na Ilha Christmas, território australiano no Oceano Índico. O fenômeno, que transforma as paisagens da ilha em um tapete vermelho em movimento, começou com a chegada das chuvas de verão no hemisfério sul.

    “Algumas pessoas podem achar que eles são um incômodo, mas a maioria de nós considera um privilégio poder conviver com eles”, afirmou Alexia Jankowski, gerente interina do Parque Nacional da Ilha Christmas, à Associated Press.

    Segundo ela, os crustáceos atravessam tudo o que encontram pela frente para chegar à costa e não fazem distinção entre casas, ruas ou jardins. “Se você deixar a porta da frente aberta, pode voltar para casa e encontrar vários caranguejos-vermelhos na sala de estar. Há quem precise usar um ancinho para conseguir tirar o carro da garagem sem feri-los”, contou.

    A população de caranguejos na ilha é estimada em cerca de 200 milhões, e até metade deles deve deixar suas tocas na floresta rumo ao mar para se reproduzir. Durante o percurso, os animais buscam sombra nas horas mais quentes, mas caminham lentamente por estradas, trilhas e quintais ao amanhecer e ao entardecer.

    Quando chegam à costa, os machos cavam tocas onde as fêmeas permanecem por cerca de duas semanas para pôr e incubar os ovos. A liberação das ovas está prevista para ocorrer durante a maré alta de 14 ou 15 de novembro. Após a eclosão, as larvas passam cerca de um mês no oceano antes de retornar à ilha já como minúsculos caranguejos.

    Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

  • Morre aos 23 anos Isabelle Tate, atriz da série “9-1-1: Nashville”

    Morre aos 23 anos Isabelle Tate, atriz da série “9-1-1: Nashville”

    A jovem atriz, diagnosticada aos 13 anos com uma rara doença neuromuscular, faleceu em 19 de outubro. Isabelle havia estreado recentemente na série “9-1-1: Nashville” e era lembrada por sua energia, talento e paixão pela música

    A atriz Isabelle Tate, conhecida por sua recente participação na série “9-1-1: Nashville”, morreu aos 23 anos no domingo, 19 de outubro, segundo informou a revista People.

    Nascida e criada no Tennessee, nos Estados Unidos, Isabelle era apaixonada por animais e “queria mudar o mundo”, conforme descreve seu obituário citado pela publicação. O texto destaca ainda que ela era “cheia de energia, uma lutadora que nunca usou a deficiência como desculpa” e que tinha forte ligação com a música, passando horas compondo e gravando com amigos.

    A atriz foi diagnosticada aos 13 anos com a síndrome de Charcot-Marie-Tooth, uma doença neuromuscular progressiva e rara que enfraquece os músculos das pernas e a levou a utilizar cadeira de rodas. Em comunicado enviado ao Entertainment Weekly, o representante de Isabelle confirmou que essa condição foi a causa de sua morte.

    Recentemente, Isabelle havia conquistado um papel na série “9-1-1: Nashville”, lançada em 9 de outubro, interpretando a personagem Julie. Antes de seguir carreira artística, estudou Administração de Empresas na Middle Tennessee State University.

    O ator Hunter McVey, colega de elenco da atriz, lamentou a perda e afirmou à People que ficou “chocado com a notícia”. Segundo ele, Isabelle “tinha uma energia incrível” e “trazia alegria a todos ao seu redor”.

    A McCray Agency, que representava Isabelle, também se manifestou nas redes sociais, afirmando estar “profundamente triste e com o coração partido”. A agência relembrou que a atriz havia acabado de conseguir seu primeiro papel em uma série e que “teve muita diversão durante as gravações”. “Tive a sorte de conhecê-la, e ela fará muita falta a todos nós”, concluiu o comunicado. 

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação compartilhada por mccray agency (@mccrayagency)

    Morre aos 23 anos Isabelle Tate, atriz da série “9-1-1: Nashville”