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  • José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

    José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

    Aliados afirmam que Guimarães, além de oferecer a Lula um contraponto a Boulos, terá também como desafio inicial estabelecer um canal de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

    (CBS NEWS) – José Guimarães (PT-CE) assume nesta terça-feira (14) a Secretaria de Relações Institucionais com o desafio de azeitar a articulação política do governo Lula (PT) e rearranjar as forças no Planalto. O novo ministro deve levar o aconselhamento ao presidente para o centro, em contraponto ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), de perfil mais à esquerda e combativo.

    Deputado federal em quinto mandato, Guimarães é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que validou o novo ministro. Líderes do centrão elogiaram a escolha, pois consideram que o novo articulador político é conhecido no Congresso, cumpre acordos e não dá “cavalo de pau”, nas palavras de um integrante do grupo. Guimarães assume o posto no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

    Lideranças partidárias destacam, também, que a ausência no Planalto de Rui Costa (PT), que deixou a Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia, dará mais força a Guimarães. Eles lembram que, por vezes, acordos costurados pelo líder do governo eram desfeitos ao passarem pela Casa Civil.

    A avaliação entre lideranças do PT e do Congresso é que, após a saída de Rui Costa e Gleisi Hoffmann, Boulos ficou sem concorrentes de outras linhas ideológicas no Planalto. Ele rapidamente assumiu uma posição de prestígio, integrando até o grupo da pré-campanha eleitoral, que se reúne semanalmente no Alvorada.

    Auxiliares do governo apontam que duas decisões recentes do governo tiveram a digital de Boulos e geraram um conflito com o Legislativo: a posição contrária à última versão do projeto de regulamentação dos aplicativos e o envio de um projeto com urgência constitucional para acabar com a escala de trabalho 6×1.

    Lula confirmou na última semana o envio do projeto para acabar com a escala 6×1. A decisão tinha sido anunciada por Boulos, mas contestada por parlamentares e até mesmo integrantes do governo. O presidente da Câmara decidiu fazer a tramitação do tema via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que tem trâmite mais lento.

    A regulamentação dos trabalhos por app foi uma iniciativa da esquerda, mas mudanças feitas pelo relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), fizeram o governo bater cabeça e recuar no apoio. O parecer derruba a taxa mínima por viagem para motoristas e cria, para entregadores, dois modelos: um com remuneração básica de R$ 8,50 e outro com um pagamento por hora trabalhada.

    O Planalto entendeu que essa versão atraiu rejeição e poderia furar a aproximação de Lula com os entregadores, tendo deixado de fora demandas originais do governo no tema. O centrão entende que o governo, que defendia uma taxa mínima de R$ 10, desistiu da ideia porque poderia encarecer o serviço e quis deixar o ônus com a Câmara.

    Guimarães indicou a aliados ter uma posição contrária em ambos os casos. Sobre a 6×1, segundo aliados, ele defendeu que o governo não enviasse o projeto com urgência constitucional ou que, pelo menos, aguardasse uma conversa com Motta antes de oficializar o envio.

    Na questão dos aplicativos, Guimarães fez sua primeira articulação após ser anunciado ministro. Articulou com o relator a retirada pauta da proposta, que seria votada nesta terça-feira (14) na comissão especial. Se fosse à análise, a expectativa era que a oposição e o centrão somassem forças para desgastar o governo e colocar no Planalto a conta de um eventual aumento de custo de entregas e corridas.

    Aliados afirmam que Guimarães, além de oferecer a Lula um contraponto a Boulos, terá também como desafio inicial estabelecer um canal de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador teria simpatia pelo deputado, de quem foi colega na Câmara, mas algo longe da relação próxima como a que o petista tem com Motta.

    O governo tem encontrado dificuldades na relação com Alcolumbre desde que o presidente do Senado rompeu relações com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). Caberá a Guimarães, nesse caso, reaproximar o senador do Planalto, principalmente às vésperas da votação da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Lula inverteu sua estratégia de articulação política no fim deste terceiro mandato. Quando escolheu Alexandre Padilha (PT) e Gleisi para as Relações Institucionais, o presidente demonstrou que preferia ter um ministro “linha dura” e menos amigo do Congresso no Planalto.

    Agora, Lula coloca Guimarães no Planalto e escolheu para a liderança do governo na Câmara o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O gaúcho é visto como um petista mais “linha dura”, com tendência ao embate em plenário.

    José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

  • Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

    Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

    Ratinho Junior oficializa nome do PSD após impasse interno e surpresa entre aliados; escolha de Sandro Alex ocorre em meio a disputas no partido, saída de pré-candidatos e cenário eleitoral liderado por Sergio Moro no Paraná

    (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), confirmou na noite desta segunda-feira (13) ter escolhido o deputado federal Sandro Alex para ser o candidato do PSD ao governo estadual nas eleições de outubro.

    Sandro Alex exerce seu quarto mandato como deputado federal, mas, até o período de desincompatibilização, no início deste mês, comandava a Secretaria de Infraestrutura e Logística, pasta prestigiada na gestão Ratinho Junior.

    A principal base eleitoral de Sandro Alex é Ponta Grossa, quarta maior cidade do Paraná. Nas eleições municipais de 2024, seu irmão, o deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), saiu derrotado na disputa pela prefeitura. O pleito foi vencido por Elizabeth Schmidt (União Brasil) com engajamento do senador Sergio Moro (hoje no PL) na campanha.

    A confirmação de Sandro Alex nesta segunda pegou aliados de surpresa, já que o secretário das Cidades Guto Silva (PSD) era considerado o mais provável para a vaga, após as saídas de Rafael Greca e Alexandre Curi da lista de pré-candidatos do PSD.

    Na avaliação do grupo, embora Guto Silva tivesse a preferência pessoal do governador, as pesquisas de intenção de voto não o colocavam como competitivo na corrida com Moro, que tem figurado em primeiro lugar até aqui.
    Ratinho Junior intensificou a agenda com Guto desde o início do ano, mas, ainda inseguro sobre o desempenho do aliado, evitou bater o martelo sobre um nome.

    Com a demora, outros políticos do PSD interessados na principal cadeira do Palácio Iguaçu resolveram deixar o partido.

    O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca migrou para o MDB e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, se filiou ao Republicanos.

    Ambos dizem que trocaram de legenda para permanecerem como pré-candidatos a governador, mas uma aliança entre eles não está descartada.

    Além de Sandro Alex, Moro, Curi e Greca, o campo da oposição definiu o nome do deputado estadual Requião Filho (PDT) para concorrer a governador, em uma aliança com o PT.

    Ratinho Junior articulava se lançar à Presidência da República pelo PSD, mas desistiu em março. A necessidade de priorizar a eleição estadual foi citada como um dos motivos. O escolhido para ser o candidato do partido na disputa nacional foi Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.

    Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

  • Ramagem tinha visto expirado e está sujeito a deportação, diz governo dos EUA

    Ramagem tinha visto expirado e está sujeito a deportação, diz governo dos EUA

    Documento dos EUA aponta visto expirado e abre caminho para deportação, enquanto prisão do ex-deputado em Orlando gera disputa política, pedidos de asilo e questionamentos sobre relação com condenação no Brasil

    (CBS NEWS) – Um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi preso nesta segunda-feira (13), em Orlando, estava com visto expirado e está sujeito a deportação.

    A informação foi publicada primeiramente pelo portal Metrópoles e confirmada pela reportagem. O documento é chamado NTA (sigla para Notificação de Comparecimento, em inglês), que fornece ao tribunal de imigração a motivação para eventual deportação do território americano.

    Na notificação, o departamento descreve que Ramagem teve a entrada admitida nos EUA, mas é considerado “passível de deportação” porque o visto que ele possuía era o chamado B2, para turistas, e que permitiria a permanência apenas até 10 de março.

    “É alegado que você está sujeito à deportação dos Estados Unidos de acordo com as seguintes disposições da lei: Seção 237(1)(B) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA), conforme alterada, por ter permanecido nos Estados Unidos por mais tempo do que o permitido, em violação da lei de imigração dos Estados Unidos”, afirma o documento.

    A prisão de Ramagem foi confirmada pela Polícia Federal. Em nota, a PF afirma que o ex-deputado foi preso pelo ICE e atribui a detenção em decorrência de uma cooperação policial internacional junto a autoridades dos EUA.

    “O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, diz a PF.

    Em nota nas redes sociais, o empresário e blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo critica a postura das autoridades brasileiras e argumenta que a prisão não tem relação com o pedido de extradição de Ramagem, que tramita por outro órgão, o Departamento de Estado, e não o de Segurança Interna, que é responsável pelo ICE.

    Segundo ele, o documento NTA demonstra que “o ICE entendeu, de forma padrão em casos migratórios, que Ramagem estaria sujeito à deportação por permanência além do prazo autorizado”. “Não há absolutamente nada sobre cooperação com autoridades brasileiras, nem qualquer menção a crimes no Brasil”, diz ele.

    Próximo da família Bolsonaro, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter saído do Brasil e permanecido nos Estados Unidos, sob o governo Donald Trump, desde o ano passado.

    O ex-parlamentar foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL).

    A prisão, porém, não tem relação com a condenação pelo STF, pela qual é considerado foragido da Justiça. O nome de Ramagem aparece no site da agência como “sob custódia do ICE”.

    Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

    Nesta segunda, o líder da oposição deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados que a oposição apresentou quatro solicitações a a em resposta à prisão de Ramagem.

    A principal delas, direcionada à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pediu que seja considerada “a análise do contexto político e institucional brasileiro, especialmente no que tange à alegada perseguição a opositores políticos” na análise do caso de Ramagem.

    O texto foi assinado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) e pede ainda a concessão de asilo político para Ramagem e sua família. De acordo com ele, o processo já tramita nos Estados Unidos. O senador afirmou à imprensa que espera que o pedido resulte na priorização do caso de Ramagem.

    Além disso, a oposição disse ter solicitado ao STF que revise a condenação do ex-parlamentar, e ao MJ (Ministério da Justiça) que forneça informações sobre a atuação do governo brasileiro no caso. “Eles estão querendo deportar o deputado”, disse Gilberto Silva.

    Os parlamentares também disseram que solicitarão ao presidente do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (União-AP) que “reveja a posição com relação à omissão desse poder”, explicou o líder da oposição.

    O deputado argumentou que Ramagem teria sido cassado de forma “ilegal” e que a Câmara havia votado pela suspensão da ação penal contra o deputado em maio de 2025, o que foi barrado pelo STF.

    Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição de Ramagem.

    A condenação definitiva do núcleo central da trama golpista, do qual o parlamentar fazia parte, foi decretada por Moraes em 25 de novembro.

    Já em dezembro Ramagem prestou depoimento ao STF após Moraes reabrir o processo que poderia aumentar a pena do ex-parlamentar.

    O julgamento de alguns dos crimes da trama golpista ocorridos após a diplomação de Ramagem havia sido suspenso pela Câmara enquanto ele ainda era deputado federal.

    Trata-se dos tipos penais ligados ao 8 de Janeiro: dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

    Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou Ramagem, o que abriu caminho para a decisão de Moraes de reabrir o processo contra ele.

    A Câmara dos Deputados também cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que assim como o ex-diretor da Abin teve seu mandato cassado e está nos Estados Unidos.

    Ramagem tinha visto expirado e está sujeito a deportação, diz governo dos EUA

  • Ramagem disse antes de prisão que só voltaria ao Brasil com anistia

    Ramagem disse antes de prisão que só voltaria ao Brasil com anistia

    Ex-deputado dizia antes de prisão que tentava ser repórter nos Estados Unidos; Ramagem foi preso pelo ICE, serviço de imigração do país norte-americano

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem foi detido pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, de acordo com a Polícia Federal, nesta segunda-feira (13).

    Ramagem vive na Flórida com a família e é considerado foragido da Justiça brasileira, após ter ido para os Estados Unidos no ano passado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do Brasil pela fronteira com a Guiana.

    Em março, ele esteve no CPAC, maior evento conservador do mundo, onde atuou como comentarista pela Revista Timeline, do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e outros jornalistas. Durante o evento, entrevistou políticos brasileiros presentes no local e também fez análises para o site.

    Ele não quis dar entrevista a jornalistas brasileiros, mas disse que estava tentando trabalhar como repórter e disse que só voltaria ao Brasil com anistia.
    A condenação definitiva do núcleo central da trama golpista, do qual Ramagem fazia parte, foi decretada em 25 de novembro.

    Dois meses antes, ele teria se mudado para um condomínio de luxo na Flórida, enquanto gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico.

    Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura do processo de extradição.

    Nesta segunda (13), Allan dos Santos afirmou em redes sociais que “nenhum perseguido por [Alexandre de] Moraes ficará desamparado”.

    “Rezem por Ramagem, que tudo será resolvido. As leis americanas são bem claras e tudo será conduzido dentro das leis americanas”, declarou. Depois, afirmou que Ramagem encontra-se em procedimento “admnistrativo de imigração nos Estados Unidos, sem qualquer acusação criminal. A defesa já está atuando e o caso segue os trâmites legais perante as autoridades competentes”.

    Ramagem disse antes de prisão que só voltaria ao Brasil com anistia

  • PM de Brasília expulsa cinco coronéis condenados pelo STF por omissão no 8/1

    PM de Brasília expulsa cinco coronéis condenados pelo STF por omissão no 8/1

    Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira e Marcelo Casimiro estão presos desde 11 de março no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou os cinco coronéis condenados por omissão durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. O documento foi publicado nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial distrital.

    A medida cumpre uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O magistrado determinou na quarta (8) que a Polícia Militar declarasse a perda dos cargos públicos dos oficiais. São eles:

    – Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da PMDF em 8 de janeiro;
    – Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral da PMDF em 8 de janeiro, promovido a comandante-geral pelo interventor Ricardo Cappelli no dia 9;
    – Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do DOP (Departamento de Operações) da PMDF, de licença em 8 de janeiro;
    – Paulo José Ferreira, chefe interino do DOP em 8 de janeiro devido à folga de Naime;
    – Marcelo Casimiro, ex-comandante do 1º CPR (Comando de Policiamento Regional) da PMDF.

    O documento que oficializa a expulsão foi assinado na quinta (9) pelo coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal.

    Em 25 de março, a corporação enviou um ofício a Moraes pedindo orientações sobre o cumprimento da decisão de expulsar os cinco coronéis.

    Em resposta, o ministro disse que, com base na jurisprudência do STF, não há controvérsia sobre a possibilidade de perda do posto e da patente de oficial como consequência de condenação criminal, seja por crime militar ou comum.

    Moraes reproduziu trecho do voto dado por ele pela condenação no qual afirma que as condutas dos militares foram “marcadas pela omissão deliberada no cumprimento do dever funcional” e têm “manifesta incompatibilidade com a permanência no serviço público”.

    Os ex-integrantes da cúpula da corporação tiveram pena de 16 anos de prisão fixada pela Primeira Turma pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

    Os oficiais estão presos desde 11 de março no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

    PM de Brasília expulsa cinco coronéis condenados pelo STF por omissão no 8/1

  • Cármen Lúcia reconhece tensão no STF em meio a caso Master e diz: 'Eu não faço nada errado'

    Cármen Lúcia reconhece tensão no STF em meio a caso Master e diz: 'Eu não faço nada errado'

    ‘Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei’, declarou a magistrada; Supremo enfrenta divisão entre ministros em meio a repercussões do caso Banco Master

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em momento em que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) recebem atenção pública pelo comportamento em casos como do Banco Master, e de relatos de estranhamento entre os magistrados, a ministra Cármen Lúcia falou ter ciência da tensão que a corte vive e disse que, embora não possa falar em nome de toda o Supremo por não ser a presidente, consegue assegurar que ela não faz nada fora da lei.

    “Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei”, afirmou nesta segunda-feira (13) durante palestra na Fundação FHC, no centro de São Paulo.
    “Eu não faço nada errado”, completou, com a ressalva de que não falava em nome de toda a corte.

    Cármen disse que o Brasil vive momento de desconfiança generalizada, o que justifica em parte a crise do tribunal.

    Declarou, entretanto, que o STF precisa “mostrar ao povo que estamos ali para servir” e falou da necessidade de transparência e explicações necessárias das ações dos ministros fora de Brasília.

    Ela também criticou o volume de ações que chegam ao Supremo, dizendo que a corte tem rotina marcada pelo excesso de atribuições.

    Cármen falou que o momento é de uma “agudização de algumas crises” que precisam ser pensadas e que a corte vive momento de “questionamento”.

    Ela também citou mudanças tecnológicas, como as redes sociais, para explicar que os juízes não têm respostas prontas para problemas inéditos, o que aumentaria o desafio da corte na atualidade.

    A ministra falou ainda sobre a dificuldade que está envolta no exercício de ser presidente do STF, com questões que, se fossem simples, já estariam resolvidas, segundo ela. “Sei o que é estar na presidência tentando acertar. Não é simples. Não tem facilidade nenhuma.”

    Ela declarou receber “críticas ácidas” contra si e que, nesses momentos, fala a si mesma: “Cármen, lembra, você faz direito, não milagres”.

    DIVISÃO NO STF

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Supremo enfrenta uma divisão, com os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin formando uma espécie de aliança para fazer frente à agenda de Edson Fachin na presidência da corte em meio às repercussões negativas da investigação sobre o caso Master.

    O quarteto se contrapõe a outro, formado por Cármen, Fachin e pelos ministros André Mendonça e Luiz Fux. O ministro Kassio Nunes Marques atua como um pêndulo entre os dois núcleos.

    Houve tensão também entre Cármen e Dino na sessão que tratou da escolha do novo governador do Rio de Janeiro.

    Cármen Lúcia reconhece tensão no STF em meio a caso Master e diz: 'Eu não faço nada errado'

  • Eduardo Bolsonaro 'atrapalha' e direita deve focar em Lula, diz Ciro Nogueira

    Eduardo Bolsonaro 'atrapalha' e direita deve focar em Lula, diz Ciro Nogueira

    Ciro Nogueira criticou a postura de Eduardo Bolsonaro pelas brigas recentes com Nikolas Ferreira. Segundo o senador, a direita precisa reduzindo o peso da polarização e de “discussão inútil”

    O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta segunda-feira, 13, que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “atrapalha” ao travar disputas internos na direita e em não focar no combate ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eduardo tem criticado publicamente o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem acusa de dar pouco apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

    “Acho que atrapalha hoje em dia. O Eduardo, tenho um respeito, é um querido amigo, uma pessoa que tem a sua representatividade. Agora, nosso adversário aqui deste campo não é o Nikolas, não é o Eduardo, não são as pessoas que estão nessas discussões”, declarou o dirigente no evento HBR Summit Brasil 2026: Healthcare Management, em São Paulo.

    “Nosso adversário é o atraso do nosso País, é esse governo que não representa o que queremos para o futuro e acho que nós devemos centrar forças nisso”, continuou Ciro.

    Segundo o senador, a direita precisa voltar a centrar o discurso em temas como segurança, saúde, educação e competitividade, reduzindo o peso da polarização e de “discussão inútil”. A fala ocorre no momento em que a federação PP-União Brasil discute seu posicionamento para 2026 e mantém interlocução com Flávio Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro 'atrapalha' e direita deve focar em Lula, diz Ciro Nogueira

  • Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula

    Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula

    Flávio Bolsonaro decidiu criticar o governo Lula usando imagens de pessoas com fome revirando lixo para pegar alimentos, porém as imagens tinham sido feitas durante gestão do próprio pai; governistas reagem

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, usou imagens do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para criticar o governo Lula em seu perfil do X neste domingo, 12. A publicação causou reação de integrantes do governo.

    No vídeo, Flávio cita o endividamento das famílias e define a situação como uma “crise grave”. “Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água”, afirma, enquanto a imagem de fundo mostra cenas de 2021, em que pessoas recolhem alimentos em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE). Na época, em meio à pandemia de covid-19, o material foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em reportagem sobre o avanço da fome no País.

    Em reação ao conteúdo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as imagens correspondem ao período da gestão de Jair Bolsonaro. “E aí, Flávio Bolsonaro, vai se retratar?”, questionou no X. O vídeo segue publicado no perfil do senador.

    A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), chamou a publicação de Flávio Bolsonaro de “micão”. “Fila do osso? Só se for no governo Bolsonaro. Quem precisa de inimigo com um filho desses, hein?”, escreveu no Instagram.

    Em junho de 2022, dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de covid-19 mostraram que mais de 33 milhões de pessoas não tinham o que comer no País durante o período pandêmico, patamares registrados pela última vez nos anos 1990. Em 2025, o Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome da ONU, embora cerca de 7 milhões ainda enfrentem insegurança alimentar grave.

    Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro. Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.

    Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico.

    Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula

  • Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, diz PF

    Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, diz PF

    Ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado; Ramagem estava foragido, vivendo nos Estados Unidos

    Nesta segunda-feira (13), a Polícia Federal informou que recebeu contato com autoridades norte-americanas indicando a prisão de Alexandre Ramagem, ex-deputado que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    As autoridades do Brasil foram contactadas para dar prosseguimento aos trâmites de extradição do brasileiro. 

    Segundo informações da Polícia Federal, Ramagem foi preso em Orlando (Flórida) e levado a um centro de detenção do ICE na cidade. O motivo da detenção foram questões migratórias.

    “A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

    Ramagem nos Estados Unidos 

    Alexandre Ramagem deixou o Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Antes do fim do processo na Corte, o ex-deputado deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.

     

    Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos, diz PF

  • Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    A seis meses do pleito, petista tinha vantagem maior sobre o principal opositor em todas as eleições que venceu; analistas apontam falta de marca de governo, polarização consolidada e a necessidade de ampliar a base eleitoral para além do petismo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Dados de pesquisas Datafolha, feitas a cerca de seis meses do pleito, nos anos de 2002, 2006 e 2022, mostram que a diferença do petista em relação ao seu principal opositor nunca foi tão estreita.

    Em 2002, primeira vez em que Lula foi eleito presidente da República, o político tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, o tucano José Serra.

    No pleito seguinte, quando se reelegeu, o petista estava, segundo pesquisa de junho, 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, então seu principal opositor pelo PSDB.

    Quando voltou para concorrer em 2022, em cenário já marcado pela polarização com o bolsonarismo, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro.

    Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra o político com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 35%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

    “Esses dados são muito simbólicos porque mostram uma redução consistente da margem de liderança em comparação com os ciclos anteriores”, analisa o cientista político Elias Tavares.

    Segundo ele, o cenário é reflexo de um eleitorado mais dividido e um ambiente mais competitivo para o petista, que não conseguiu emplacar grandes marcas ou programas que o reconectassem com a população, como foi o “Fome Zero”, de combate à insegurança alimentar, no início dos anos 2000.

    “Em 2002, Lula vinha numa onda de mudança, com discurso novo e expectativa alta. Em 2006, mesmo com o desgaste do mensalão, ainda tinha uma liderança relativamente confortável. Em 2022, apesar da polarização, conseguiu sustentar uma vantagem consistente, muito também porque havia uma rejeição elevada ao Jair Bolsonaro, e o Lula soube ocupar esse espaço como principal contraponto a um governo que enfrentava insatisfação relevante naquele momento”, analisa Tavares.

    Segundo o especialista, a perda de folga obriga o pré-candidato, desgastado pelos longos anos na política, a “disputar o voto o tempo inteiro, sem margem para erro”.

    Pesa no cálculo também o fato de a oposição começar mais consolidada do que os adversários de anos anteriores, reflexo de uma “polarização mais imediata e com menos espaço para crescimento” para Lula, avalia Tavares.

    Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), também coloca na polarização parte da justificativa que gera cenário mais apertado para o petista, o que para o especialista torna o pleito imprevisível.

    Nesse contexto, afirma, ganha peso a exploração do voto útil, usado no segundo turno pelo eleitor mais para evitar que o opositor vença o pleito do que para apoiar um candidato. “É uma eleição em que o voto útil deve imperar de novo, o que é comum em países polarizados como Brasil e Estados Unidos.”

    Lula e Flávio têm índices de rejeição similares. Segundo o último Datafolha, o petista tem 48% de rejeição, contra 46% de Flávio. Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, têm 17% e 16% respectivamente, mas são menos conhecidos.

    Em 2022, marcado também pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, o petista tinha rejeição menor, de 33% a 40%, frente a uma variação de 51% a 55% de Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisas Datafolha de maio a outubro daquele ano.

    Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o cenário mais apertado para Lula reflete um governo marcado pelo desgaste e desidratação, além da “dificuldade de articular com uma base social e eleitoral mais ampla, para além das fronteiras do petismo”.

    Ainda assim, há espaço para movimentação a seu favor ao longo da corrida eleitoral, avalia Teixeira, sobretudo pela falta de experiência de Flávio Bolsonaro em um cargo no Executivo. “Enfrentar um processo eleitoral não é fácil, basta lembrar, por exemplo, o desmaio de Flávio no debate eleitoral para a prefeitura do Rio de Janeiro”, diz Teixeira, para quem pode pesar também contra o pré-candidato o escrutínio relacionado a acusações de corrupção.

    Flávio desmaiou durante um debate transmitido ao vivo na TV, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio. O vídeo foi recuperado nas redes sociais desde que o político anunciou ser pré-candidato à Presidência.

    Também é preciso considerar, na comparação entre os pleitos analisados, o alto número de votos em branco e de indecisos, parcela que pode ser decisiva para definir o rumo das eleições, avalia Teixeira.

    Para Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), o resultado da mais recente pesquisa aponta cenário em que Lula pode ser ultrapassado “caso a economia piore e a maré de escândalos ganhe maiores proporções”.

    Lavareda avalia que o maior problema do petista é no segundo turno, quando empata tecnicamente com os adversários em todos os cenários testados pelo Datafolha. Ele diz que Lula precisa de “uma gordura estatística de três ou quatro pontos de margem, por conta da abstenção diferenciada no seu caso, devido à concentração de seus votos na base da pirâmide social, onde está a maioria dos ausentes das urnas”.

    Para Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha, a comparação entre as pesquisas aponta um cenário em que Lula tem menor vantagem mesmo sem dividir votos com outros nomes da esquerda. Ela compara com o quadro de 2002, que tinha mais candidatos considerados à época como alinhados ao campo, exemplo de Garotinho e Ciro Gomes.

    No pleito atual, a dispersão está na direita, com Flávio, Caiado, Zema e outros políticos de menor expressão. “Vamos ter que observar o comportamento dos eleitores que hoje estão votando nos pré-candidatos de direita [fora Flávio Bolsonaro], que somados têm 13% das intenções de voto”, afirma.

    Já a favor de Lula pesaria o fato de ele estar na Presidência, uma vez que as pesquisas mostram que o candidato à reeleição tende a melhorar sua avaliação à medida que o pleito avança, diz Chong.

    O resultado de abril de 2026 vem de pesquisa Datafolha feita com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades, de terça (7) a quinta (9). Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002